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Safra Mundial de Milho 2017/18 – 4º Levantamento do USDA

 

Produção: A previsão para a produção mundial da safra de milho 2017/18 foi reduzida em 3,4 milhões de toneladas em relação ao terceiro levantamento, totalizando 1,03 bilhão de toneladas. Em relação à safra 2016/17, projeta-se uma queda de 37 milhões de
toneladas.
Consumo/Estoque: O volume estimado para o consumo também foi reduzido neste levantamento, passando de 1,064 bilhão de toneladas para 1,061 bilhão de toneladas. Ainda assim, corresponde a um recorde. Já os estoques mundiais do cereal ficaram
estáveis em relação ao último relatório, estimados em 200,9 milhões de toneladas.
Exportações: Os embarques foram ligeiramente reduzidos entre julho e agosto (-0,3%), estimados em 152,0 milhões de toneladas.

rodrigo

A produção norte-americana foi revisada para 359,5 milhões de toneladas, contra 362,1 milhões de toneladas do relatório anterior. Com isso, a colheita deve ser 6,6%
menor à registrada em 2016/17.
Para o Brasil, a expectativa de oferta manteve-se inalterada para 2017/18 (95 milhões de toneladas), o que significa queda de 3,6% sobre 2016/17.
Entre o terceiro e quarto levantamento, o consumo dos EUA foi revisado e passou de 316,9 milhões de toneladas para 316,2 milhões de toneladas. Embora menor na
comparação mensal, o volume para a safra 2017/18 segue sendo recorde.
Para a China, o órgão mantém inalterada a estimativa para o consumo do país desde maio de 2017. O volume projetado de 238 milhões de toneladas é recorde.

rodrigo

As estimativas de exportação do Brasil (34,0 milhões de toneladas) e da Argentina (28,5 milhões de toneladas) ficaram idênticas na passagem de julho para agosto.
Para os EUA, o USDA reduziu em 640 mil toneladas a expectativa de julho, passando para os atuais 47,0 milhões de toneladas. Esse resultado representa uma queda de 16,9% sobre 2016/17.
Já para a Ucrânia, a previsão passou de 20,5 para 21,5 milhões de toneladas entre julho e agosto, volume idêntico ao da safra anterior.
O USDA reduziu a expectativa para os estoques de milho dos EUA, saindo de 59,1 milhões de toneladas em julho para 57,7 milhões de toneladas neste relatório, o que significa recuo de 4,1% em relação à safra 2016/17.
Apesar da certa estabilidade na expectativa para osestoques de milho na China, girando em torno de 81,3 milhões de toneladas desde o primeiro levantamento da safra 2017/18, o resultado ainda representa queda de 19,8% em comparação a 2016/17.

Fonte: USDA – Fiesp.

 

A CONSPIRAÇÃO EUGÊNICA DO SALÁRIO MÍNIMO

Em sua “Carta de uma prisão em Birmingham”, Martin Luther King Jr. identifica o Estado como inimigo dos direitos e dignidade dos negros. Ele foi preso por fazer um protesto sem permissão. King cita as injustiças da polícia e dos tribunais em particular. E ele inspirou um movimento para abrir a consciência pública contra a brutalidade do Estado, especialmente por envolver mangueiras de incêndio, cassetetes, e cadeias. Martin Luther King preso em 1969 e sentenciado a 45 de prisão.
Martin Luther King foi sentenciado a 45 dias de prisão em 1963.

Menos óbvio, entretanto, foi o papel de métodos mais sutis de subjugação – formas de coerção estatal profundamente incorporadas na lei e na história dos Estados Unidos. E foram oferecidos como políticas baseadas na ciência e no gerenciamento científico da sociedade.

Considere o salário mínimo. Quanto o racismo tem a ver com isso? Muito mais do que a maioria das pessoas percebe. Um olhar cuidadoso na sua história mostra que o salário mínimo foi originalmente concebido como parte de uma estratégia eugênica – uma tentativa de desenvolver uma raça superior através de uma política pública projetada para remover indesejáveis da sociedade. Para aquele fim, o Estado teria que isolar, esterilizar, e exterminar as populações desprivilegiadas.

O movimento eugênico – quase universalmente apoiado por jornais populares e estudiosos nas primeiras décadas do século XX – ocorreu como uma reação às dramáticas mudanças demográficas da segunda metade do século XIX. Salários subiram e a expectativa de vida cresceu como nunca antes na história. Tais ganhos se aplicaram a todas as raças e classes. A mortalidade infantil desabou. Tudo isso foi devido à massiva expansão do mercado, à tecnologia, e ao comércio. E isso mudou o mundo. Significou uma dramática expansão da população entre todos os grupos. As grandes massas indesejadas estavam vivendo mais e se reproduzindo mais rápido.

Isso preocupou a elite política branca na maioria dos países europeus e nos EUA. Como John Carey documentou em “Os intelectuais e as massas” (1992), todos os fundadores da cultura da literatura moderna – de H.G. Wells a T.S. Eliot – detestaram a nova prosperidade e muitos falaram a favor da exterminação e da limpeza racial para pôr um fim à nova demografia emergente. Como Wells resumiu, “a quantidade extravagante de novos nascimentos foi o desastre essencial do século XIX”.

O movimento eugênico, como uma aplicação do princípio da “sociedade planejada”, era hostil ao livre-mercado. Como o The New Republic resumiu em um editorial em 1916:

Imbecilidade produz imbecilidade tanto quanto galinhas brancas produzem galinhas brancas; e sob o sistema de laissez-faire, à imbecilidade é dada a chance para reproduzir, e de fato o faz a uma taxa muito superior àquela das pessoas superiores.

Para conter todas as tendências lançadas pelo capitalismo, os estados e o governo federal começaram a implementar políticas para o incentivo de classes e raças “superiores” e desencorajar a procriação das “inferiores”. Como explicado por Edwin Black em 2003, em seu livro Guerra contra os fracos: eugênicos e a campanha americana para criar uma raça superior, o objetivo em relação às mulheres e crianças era o de exclusão, mas aos não-brancos era essencialmente o de exterminação. Os métodos escolhidos não eram esquadrões de fuzilamento e câmaras de gás, mas os métodos mais pacíficos e delicados de esterilização, exclusão de trabalho e segregação coercitiva.

Trabalhadores protestando pela criação do salário mínimo em Massachusetts em 1912
Trabalhadores protestando pela criação do salário mínimo em Massachusetts (EUA) em 1912.

Foi durante esse período e por essa razão que vimos o primeiro experimento com o salário mínimo em Massachussets1 em 1912. A nova lei se referia somente a mulheres e crianças como uma medida para desempregá-las e a outros “dependentes sociais” da força de trabalho. Embora a medida tenha sido pequena e não muito forçada2, ela de fato reduziu o emprego entre os grupos citados.

Para entender por que isso não foi visto como uma falha, dê uma olhada nas primeiras discussões modernas do salário mínimo aparecendo na literatura acadêmica. A maioria desses manuscritos foi completamente esquecida, exceto por um artigo de 2005 noJournal of Economic Perspectives por Thomas C. Leonard.

Leonard documenta uma série de artigos e livros alarmantes aparecendo entre 1890 e 1920 que eram bem explícitos sobre uma variedade de leis que tentavam expulsar pessoas da força de trabalho. Esses artigos não foram escritos por figuras marginais ou radicais, mas por líderes da profissão, autores de grandes livros didáticos, e líderes de opinião que formavam a política pública.

“Economistas progressistas, como seus críticos neoclássicos,” Leonard explica, “acreditavam que atrelando salários mínimos causaria perda de empregos. Entretanto, os economistas progressistas também acreditavam que o trabalho perdido induzido pelo salário mínimo seria um benefício social, por atender ao ideal eugênico, eliminando os ‘não empregáveis’ da força de trabalho.”

Pelo menos os eugênicos, com todas as suas bobagens pseudocientíficas, não eram ingênuos sobre os efeitos do piso salarial. Hoje em dia, você pode contar com a mídia e incontáveis políticos para proclamar o quão maravilhoso o salário mínimo é para os pobres. O salário mínimo melhora a qualidade de vida, dizem eles.

Em 1912, eles entendiam melhor – o salário mínimo exclui trabalhadores – e eles eram a favor precisamente porque o salário mínimo exclui as pessoas do mercado de trabalho. Pessoas sem trabalho não podem prosperar e, portanto, são desencorajadas de se reproduzirem. O salário mínimo foi projetado especificamente para purificar a paisagem demográfica de raças inferiores e manter as mulheres às margens da sociedade.

O famoso socialista fabiano Sidney Webb foi bem franco em seu artigo de 1912 “A teoria econômica do salário mínimo”:

O salário mínimo legal aumenta a produtividade da indústria nacional, assegurando que o excedente de homens desempregados será exclusivamente a parcela menos eficiente dos trabalhadores; ou, em outras palavras, assegurando que todas as vagas serão preenchidas pelos trabalhadores mais eficientes que estão disponíveis.

A história intelectual mostra que todo o propósito do salário mínimo era criar desemprego entre as pessoas que as elites não acreditavam serem merecedoras de trabalho.

E fica pior. Webb escreveu:

Qual seria o resultado de um salário mínimo legal no teimoso desejo do empregador em usar o trabalho de um menino, de uma menina, de uma mulher casada, de um idoso, de pessoas com problemas mentais, de pessoas fracas e deficientes, e todas as outras alternativas ao emprego de homens adultos pelo salário integral? Resumindo, esse tipo de trabalho é parasitário das outras classes da comunidade, e existe apenas por ser parasitário.

Mais adiante, Webb declara: “o trabalhador não-empregável, francamente, não consegue sob qualquer circunstância ganhar seu sustento. O que temos que fazer com eles é garantir que o mínimo possível deles seja gerado.”

Apesar de Webb estar escrevendo sobre a experiência no Reino Unido, e o seu foco fosse manter as classes mais baixas longe da prosperidade, suas visões não eram incomuns. O mesmo pensamento estava vivo no contexto dos EUA, mas foram as raças e não as classes que se tornaram um fator decisivo.

Henry Rogers Seager da Universidade de Columbia, e depois presidente da American Economic Association3, escreveu em “Teoria do salário mínimo” publicado na American Labor Legislation Review em 1913: “A operação de exigência de um salário mínimo meramente estenderia a definição de incapaz para englobar todos aqueles indivíduos que, mesmo tendo recebido treinamento especial, permanecem incapazes de se sustentarem adequadamente.”

Escreveu, ainda: “Se vamos manter uma raça que seja composta por indivíduos e famílias capazes, eficientes, e independentes, devemos corajosamente eliminar as linhas hereditárias que se provaram ser indesejáveis por isolamento ou esterilização.”

charge salário mínimo
Isolamento e esterilização da população menos desejável são formas lentas de exterminação. O salário mínimo era parte desse programa. Era seu propósito e intenção. Os formadores de opinião de cem anos atrás não tinham vergonha de confirmar isso. A política era uma peça importante de uma arma na sua guerra eugênica contra a população não pertencente à elite.

Royal Meeker da Universidade de Princeton era comissário do trabalho de Woodrow Wilson. “É muito melhor decretar uma lei do salário mínimo, ainda que prive esses desafortunados de trabalho”, Meeker argumentou em 1910. “Melhor que o Estado desse suporte aos ineficientes e prevenisse a multiplicação dessa raça do que subsidiar a incompetência e a gastança, permitindo que eles procriem mais gente de sua estirpe.”

Frank Taussig, que em outras áreas era um bom economista, perguntou em seu best-seller“Princípios de economia” (1911): “como lidar com os não empregáveis?”

“Devemos simplesmente nos livrar deles”, declarou.

Nós não alcançamos o estágio onde podemos eliminá-los com clorofórmio de uma vez por todas; mas pelo menos eles podem ser segregados, colocados em refúgios e asilos, e prevenidos de propagarem sua estirpe…

Quais são as possibilidades de empregar nos salários prescritos todos os aptos que se candidatam? As pessoas afetadas por essa legislação seriam aquelas do grupo econômico e social mais baixo. Os salários nos quais elas conseguem encontrar emprego dependem dos preços que seus produtos serão vendidos no mercado; ou na linguagem técnica dos economistas modernos, na utilidade marginal dos seus serviços. Todos aqueles cuja produção adicional pressionasse os preços a ponto do mínimo não poder ser pago pelos empregadores ficariam sem o emprego. Talvez seja viável prevenir empregadores de pagar qualquer um menos que o mínimo; porém, o poder da lei deve ser de fato muito forte e exercido muito rigorosamente, com o intuito de prevenir as barganhas, que são bem-vindas por ambos os lados.

Esses exemplos são apenas uma pequena amostra e dizem respeito a somente essa uma política. A eugenia também influenciou outras áreas da política americana, especialmente na segregação racial. Obviamente que você não pode deixar todas as raças socializando e festejando juntas se o objetivo é gradualmente exterminar uma e impulsionar o crescimento populacional da outra. Esse objetivo era a motivação por trás de tais políticas como regulação nas casas de dança, por exemplo. Era também uma motivação por trás da proliferação de licenças de casamento, projetadas para prevenir os indesejáveis de se casarem e reproduzirem.

Mas o salário mínimo está em uma categoria especial porque, hoje em dia, seus efeitos são tão pouco entendidos. Cem anos atrás, legislar o salário mínimo era uma política deliberadamente concebida para empobrecer as classes mais baixas e os indesejáveis, além de desincentivar a sua reprodução. Um gulag refinado.

Com o passar do tempo, o movimento eugênico se foi, mas a persistência das suas políticas de salário mínimo não. Um salário mínimo nacional foi aprovado em 1931 pela lei Davis-Bacon4. A lei exigiu que firmas que tivessem contratos com o governo federal pagassem salários atualizados, o que significa salários dos sindicatos, um princípio que depois tornou-se o salário mínimo nacional.

Discursos em favor da lei eram explícitos sobre o medo de que trabalhadores negros estariam atrapalhando a demanda dos sindicatos exclusivos para trabalhadores brancos. A política de salário mínimo era um reparo: tornou possível trabalhar por menos. A sórdida história da lei do salário mínimo é angustiante na sua intenção mas, pelo menos, realista sobre o que o salário mínimo realmente faz. Ele acaba com a ascensão social.

A Alemanha Nazista, também chamada de Terceiro Reich, estendeu-se de 1933 a 1945, sob o comando de Adolf Hitler.
A Alemanha Nazista, também chamada de Terceiro Reich, estendeu-se de 1933 a 1945, sob o comando de Adolf Hitler.

Eugenia como conceito finalmente perdeu força depois da Segunda Guerra Mundial, quando foi associado ao Terceiro Reich. Mas as políticas de trabalho por ela motivadas não desapareceram. Elas passaram a ser promovidas não como um método de exclusão e exterminação, mas, por menos plausível que seja, como um esforço positivo para beneficiar os pobres.

Qualquer que sejam as intenções, os efeitos ainda são os mesmos. Nesse ponto, os eugênicos estavam certos. O movimento eugênico, ainda que perverso em seus motivos, entendeu uma verdade econômica: o salário mínimo exclui pessoas do mercado de trabalho. Tira das populações marginalizadas o seu poder mais importante no mercado de trabalho: o poder de trabalhar por menos. Carteliza o mercado de trabalho permitindo o acesso às pessoas no grupo com salários mais altos, enquanto que exclui as pessoas com salários mais baixos.

King escreveu sobre a crueldade do Estado em seu tempo. Essa crueldade se estende desde tempos atrás, e está cristalizada por uma política de salário que efetivamente faz a produtividade e a ascensão social ilegais. Se queremos rejeitar as políticas eugênicas e a malícia radical por trás delas, devemos também repudiar o salário mínimo e abraçar o direito universal de barganha.


Esse artigo foi originalmente publicado como The Eugenics Plot of the Minimum Wage para oFoundation for Economic Education.


Queda na safra de milho coloca Rio Verde em situação de emergência

Queda na safra de milho coloca Rio Verde em situação de emergência A queda na safra de milho  safrinha, ocorrida em  função da escassez de  chuva, fez o município de  Rio Verde, no sudoeste de  Goiás, decretar estado de  emergência. De acordo  com a Federação da e  Pecuária de Goiás (Faeg),  pelo menos 14 cidades estão na mesma situação.Segundo o Sindicato Rural de Rio Verde, a estimativa é que os produtores deixem de colher quase 1 milhão de toneladas do grão.

O vice-presidente da entidade, Luciano Guimarães disse ao G1 que os prejuízos podem ultrapassar R$ 400 milhões. Para ele, o decreto de emergência deve ajudar os produtores a renegociar as dívidas. “O decreto dá uma certa tranquilidade nas renegociações que os produtores tiverem de agora para frente, porque a legislação prevê que ele pode prorrogar a dívida quando há intempéries naturais, como a estiagem sofrida este ano”, considerou.

O decreto foi entregue ao sindicato na quinta-feira (2), depois de uma reunião com a entidade e produtores de Rio Verde.

De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o documento foi elaborado de acordo com um levantamento feito junto com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE), com produtores e o sindicato.

O último levantamento divulgado pelo IBGE mostra que, dos 200 mil hectares de plantações de milho existentes em Rio Verde, devem ser colhidos apenas 165 mil hectares. O restante teve perda de 100% da lavoura.

“A estiagem levou por água abaixo toda a expectativa. Isso implica no aumento do preço da saca. Os nossos prejuízos foram calculados de acordo com o preço fixado na época do plantio. Se fôssemos levar em conta o valor atual, este prejuízo sem dúvida ultrapassaria os R$ 600 milhões”, afirmou o vice-presidente do sindicato.

De acordo com Luciano Guimarães, a escassez do produto que gerou o aumento no valor da saca deve implicar ainda o impacto nos preços da carne suína e de frango. “A cadeia de consequências é grande e levam prejuízos não só para o produtor, mas para o consumidor, que vai ter que desembolsar mais dinheiro para comprar item básico de alimentação como a carne”, disse.

Impacto

De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), a seca afetou todas as etapas de desenvolvimento da planta, desde a fase inicial até o enchimento dos grãos, comprometendo todo o processo de produção. De acordo com a entidade as cidade de Paraúna, Silvânia, Ipameri, Inaciolândia, Caldas Novas, Goiatuba, Uruaçu, Cabeceiras, Montividiu, Pontalina, Acreúna, Bonópolis, Porangatu e Rio Verde já estão em situação de emergência.

A estimativa da produtividade, segundo a Faeg, caiu de 6,5 mil para cerca de 4,9 mil quilos por hectare. O impacto econômico pode chegar a aproximadamente R$ 1,5 bilhão no valor bruto da produção do estado.

Assessor técnico da Faeg para área de grãos, Cristiano Palavro acredita que o preço nacional mais alto e a quebra na produção podem reajustar o valor do milho exportado. “As exportações devem enfraquecer nesse momento, devido à alta demanda do mercado interno e os preços aquecidos no mercado local”, afirma.

A Faeg orienta os produtores a renegociar as dívidas com os fornecedores e os contratos firmados com compradores. Já os que possuem o seguro rural, devem acionar a seguradora o quanto antes para minimizar prejuízos, e partir para a etapa seguinte, preparar a próxima safra de verão.

Fonte: G1 GO

FRANGO/CEPEA: Oferta elevada e demanda reduzida pressionam cotações

Cepea, 3 – A oferta superior à demanda vem pressionando as cotações do pintainho, do animal vivo e da carne em praticamente todas as praças acompanhadas pelo Cepea. O elevado valor dos insumos (como milho e farelo de soja) tem feito com que indústrias encurtem o tempo de engorda dos animais, ofertando mais aves no mercado, ainda que fora do peso ideal. Além disso, algumas indústrias promoveram férias coletivas, reduzindo os dias de abate nas plantas. Uma vez que os animais já estão incubados ou em processo de engorda, essa situação faz com que a oferta fique ainda maior que a demanda. Assim, entre 29 de abril e 31 de maio, o frango vivo no mercado spot caiu 6,9% na Grande São Paulo, onde os animais foram negociados a R$ 2,49/kg. A maior queda do vivo, de quase 12%, foi registrada em Pará de Minas (MG), com o quilo a R$ 2,42, em média. Nessa mesma praça, o frango resfriado se desvalorizou 2,1%, negociado a R$ 3,58/kg, e o inteiro congelado caiu 2,6%, com o quilo a R$ 3,74/kg.

Fonte: Cepea –www.cepea.esalq.usp.br

Exportações de carnes para a China são destaques na balança comercial brasileira em maio

Exportações de carnes para a China são destaques na balança comercial brasileira em maio

Brasília – Dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, na quarta-feira (01/06), revelaram que as exportações brasileiras alcançaram US$ 17,57 bilhões em maio deste ano, aumento de 4,78% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a maio, as vendas externas somam US$ 75,7 bilhões, crescimento de 2,98% em comparação com os números de 2015.

Algumas cadeias do agronegócio foram decisivas para esse aumento nas vendas externas do país. No setor de carnes, houve incremento nas exportações de carne bovina, que chegaram a US$ 398 milhões (aumento de 8,7% em relação a maio de 2015), carne suína (US$ 113 milhões em vendas, aumento de 3,1%) e carne de frango (US$ 530 milhões, aumento de 2%).  Esses aumentos tiveram um destaque: China.

O país asiático importou 111% mais carne de frango do Brasil do que em maio de 2015.  Para a carne suína, o incremento aproximou-se de 19 mil por cento, pois no mesmo mês do ano passado as exportações dessa carne, para a China, foram de apenas US$ 70,8 mil. Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o câmbio mais favorável e a habilitação de novas plantas brasileiras à exportação foram fatores decisivos para o resultado obtido.

Desde dezembro, os chineses habilitaram 11 novas plantas de carne de frango e seis de carne suína a exportarem ao país. No total, o Brasil possui, hoje, 39 plantas de carne de frango e 12 de carne suína aptas a exportar para a China. No caso da carne bovina in natura, a China liderou as compras do Brasil, que chegaram a 20 mil toneladas em maio, vindo em seguida Egito e Hong Kong.

Também houve aumento nas exportações de açúcar em bruto (US$ 539 milhões, aumento de 17,2%), óleo de soja em bruto (US$ 124 milhões em vendas, aumento de 36%), madeira serrada (US$ 44 milhões em vendas, aumento de 3,1%), algodão em bruto (US$ 39 milhões, aumento de 40,7%) e suco de laranja não congelado (US$ 96 milhões em vendas, aumento de 28,1%).

Importações

Em maio, as importações brasileiras somaram US$ 11,13 bilhões, valor 20,5% inferior ao do mesmo mês de 2015. Com esse resultado, no acumulado do ano, o Brasil importou US$ 53,83 bilhões, 30% a menos em comparação com o ano passado, quando as compras externas do país chegaram a US$ 77 bilhões. Contribuíram para esse resultado as quedas nas compras de trigo em grão, óleo de girassol e óleo de soja em bruto originários do Mercosul, máquinas para uso agrícola e etanol dos Estados Unidos; e carne bovina da Austrália.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Elaboração SRI/CNA.

Tais resultados de exportação e importação garantiram superávit de US$ 6,44 bilhões, o melhor resultado para maio desde 1989. Já no acumulado de janeiro a maior, o superávit foi de US$ 19,68 bilhões. No mesmo período de 2015, o Brasil registrava um déficit de US$ 2,3 bilhões.

Os números da balança comercial divulgados nesta semana demonstraram a força do agronegócio brasileiro, tanto no mercado interno, liderando as vendas do país, quanto no mercado internacional, ganhando novos mercados e se consolidando ainda mais naqueles já existentes. Os dados demonstram também o papel da China como grande importador mundial de alimentos e como as proteínas animais têm sido mais demandadas pela população daquele país asiático.

Fonte: CNA

 

Boletim Focus melhora (um pouco) projeção sobre PIB brasileiro em 2016

De acordo com a projeção das instituições financeiras que colaboram com Banco Central (BC) para elaboração do Boletim Focus, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro retrairá 3,83% em 2016 – projeção 0,05% melhor que a divulgada no relatório da semana anterior (-3,88%).

Há quase três meses, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou que a economia brasileira encolheu 3,8% em 2015 na comparação com 2014. Essa foi a maior queda desde que a atual pesquisa do IBGE começou a ser feita, em 1996. Se forem considerados os dados anteriores do PIB, que começam em 1948, é o pior resultado em 25 anos, desde 1990 (-4,3%), quando Fernando Collor de Mello assumiu o governo e decretou o confisco da poupança.

Esta também foi a sétima vez que o Brasil registrou um PIB negativo desde 1948: 1981 (-4,3%), 1983 (-2,9%), 1988 (-0,1%), 1990 (-4,3%), 1992 (-0,5%), 2009 (-0,1%) e, agora, 2015 (-3,8%).

Contudo, para o PIB de 2017, o mercado financeiro manteve a previsão de crescimento divulgada nas últimas duas semanas: de 0,50%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Divulgado na segunda sexta-feira de maio, a prévia do PIB (IBC-Br) indicou uma contração de 0,36% da economia em março de 2016.

Produção Industrial

Um dos principais componentes para o cálculo do PIB, a Produção Industrial, também apresenta projeção de forte contração para 2016: queda de 6,00%, de acordo com os especialistas consultados pelo BC para elaboração do Boletim Focus desta semana. Essa projeção foi bem pior pior que aquela divulgada na semana passada, quando as instituições financeiras também estimavam uma queda de 5,85% na produção da indústria brasileira este ano.

Para 2017, a previsão dos analistas consultados pelo BC sobre a Produção Industrial ainda é positiva: expansão de 0,90% – valor 0,16% superior àquele previsto na semana anterior (0,74%) pelos analistas financeiros que colaboram com a elaboração do Boletim Focus.

Balança Comercial

A Balança Comercial, outro componente utilizado para o cálculo do PIB, deve fechar 2016 com superávit estimado em US$ 49,57 bilhões – valor US$ 1,57 bilhão superior em comparação ao projetado na semana passada (US$ 48,00 bilhões).

Para 2017, a expectativa dos analistas é de que a Balança Comercial também encerre o ano com saldo positivo: US$ 50,00 bilhões, valor idêntico ao estimado nos sete últimos relatórios.

Investimento Estrangeiro

Já com relação ao Investimento Estrangeiro Direto, o Boletim Focus prevê um aporte de US$ 59,28 bilhões em 2016, valor US$ 780 milhões superior ao previsto na semana anterior (US$ 58,50 bilhões).

Com relação a 2017, o Boletim Focus aponta que o Investimento Estrangeiro Direto será de US$ 60,00 bilhões – valor idêntico ao estimado nas quatro últimas semanas.

Boletim Focus

O Boletim Focus é um relatório divulgado semanalmente pelo BC. Esse relatório contem uma série de projeções sobre a economia brasileira coletadas junto a alguns dos principais economistas em atuação no país. Cerca de 100 (cem) analistas de mercado, representando as principais instituições financeiras do Brasil, opinam sobre a perspectiva futura de diversos indicadores de nossa economia. O relatório é confeccionado de segunda-feira a domingo, sendo divulgado sempre às segundas-feiras da semana seguinte à sua confecção.

Clique aqui e confira a íntegra do Boletim Focus divulgado no dia 23 de Maio de 2016.

Por JL Torres.

Instituições financeiras voltam a piorar projeção de retração do PIB em 2016, apostando em queda de 3,88%

Por: JL Torres 16/05/2016 – 11:21 Comentários (0)
Postado em: Balança Comercial, Banco Central do Brasil (BACEN), Boletim Focus, Brasil, Conta Externa, Indústria, Investimento Estrangeiro, PIB, Produção Industrial
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De acordo com a projeção das instituições financeiras que colaboram com Banco Central (BC) para elaboração do Boletim Focus, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro diminuirá 3,88% em 2016 – projeção 0,02% pior que a divulgada no relatório da semana anterior (-3,86%). Essa foi a décima sexta vez no ano em que as instituições financeiras pioraram suas previsões sobre o PIB de 2016.

Há dois meses, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou que a economia brasileira encolheu 3,8% em 2015 na comparação com 2014. Essa foi a maior queda desde que a atual pesquisa do IBGE começou a ser feita, em 1996. Se forem considerados os dados anteriores do PIB, que começam em 1948, é o pior resultado em 25 anos, desde 1990 (-4,3%), quando Fernando Collor de Mello assumiu o governo e decretou o confisco da poupança.

Esta também foi a sétima vez que o Brasil registrou um PIB negativo desde 1948: 1981 (-4,3%), 1983 (-2,9%), 1988 (-0,1%), 1990 (-4,3%), 1992 (-0,5%), 2009 (-0,1%) e, agora, 2015 (-3,8%).

Contudo, para o PIB de 2017, o mercado financeiro manteve a previsão de crescimento divulgada na semana anterior: de 0,50%. Até então, o PIB 2017 tinha apresentado três semanas consecutivas de incremento em sua projeção.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Divulgado na última sexta-feira, a prévia do PIB (IBC-Br) indicou uma contração de 0,36% da economia em março de 2016.

Produção Industrial

Um dos principais componentes para o cálculo do PIB, a Produção Industrial, também apresenta projeção de forte contração para 2016: queda de 5,85%, de acordo com os especialistas consultados pelo BC para elaboração do Boletim Focus desta semana. Essa projeção foi menos pior que aquela divulgada na semana passada, quando as instituições financeiras também estimavam uma queda de 5,95% na produção da indústria brasileira este ano.

Para 2017, a previsão dos analistas consultados pelo BC sobre a Produção Industrial ainda é positiva: expansão de 0,74% – valor idêntico àquele previsto na semana anterior (0,74%) pelos analistas financeiros que colaboram com a elaboração do Boletim Focus.

Balança Comercial

A Balança Comercial, outro componente utilizado para o cálculo do PIB, deve fechar 2016 com superávit estimado em US$ 48,00 bilhões – valor US$ 1,6 bilhão superior em comparação ao projetado na semana passada (US$ 46,40 bilhões).

Para 2017, a expectativa dos analistas é de que a Balança Comercial também encerre o ano com saldo positivo: US$ 50,00 bilhões, valor idêntico ao estimado nos seis últimos relatórios.

Investimento Estrangeiro

Já com relação ao Investimento Estrangeiro Direto, o Boletim Focus prevê um aporte de US$ 58,50 bilhões em 2016, valor US$ 1,150 bilhão superior ao previsto na semana anterior (US$ 57,35 bilhões).

Com relação a 2017, o Boletim Focus aponta que o Investimento Estrangeiro Direto será de US$ 60,00 bilhões – valor idêntico ao estimado nas três últimas semanas.

Boletim Focus

O Boletim Focus é um relatório divulgado semanalmente pelo BC. Esse relatório contem uma série de projeções sobre a economia brasileira coletadas junto a alguns dos principais economistas em atuação no país. Cerca de 100 (cem) analistas de mercado, representando as principais instituições financeiras do Brasil, opinam sobre a perspectiva futura de diversos indicadores de nossa economia. O relatório é confeccionado de segunda-feira a domingo, sendo divulgado sempre às segundas-feiras da semana seguinte à sua confecção.

Fique de Olho: produção industrial cresce 1,4%, inflação desacelera em SP e indústria chinesa tem 14º recuo em abril

Por: Arena do Pavini 03/05/2016 – 10:32 Comentários (0)
Postado em: Brasil, China, Inflação, Produção Industrial
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A produção da indústria nacional apresentou alta de 1,4% em março em relação a fevereiro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE. O resultado veio próximo ao esperado pelo mercado, de alta de 1,5%. O Banco Fator trabalhava com alta de 1,1%. O número do mês de fevereiro foi revisado, de queda de 2,5% para queda de 2,7%. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a queda foi de 11,4%, um pouco pior do que a expectativa do Banco Fator, de queda de -10,8% e a 25ª queda consecutiva nessa base de comparação. Em fevereiro, a retração da indústria havia sido de 9,8%.

Inflação em SP desacelera para 0,46% em março, diz Fipe

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido na cidade de São Paulo, encerrou abril com alta de 0,46% , taxa abaixo da registrada em março (0,97%). Desde janeiro deste ano, a taxa acumula alta de 3,74% e, nos últimos 12 meses, de 10,03%. A pesquisa foi feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – Fipe. A redução no ritmo de aumento reflete a perda de força nos reajustes em quatro dos sete grupos pesquisados e a queda de 0,11% no grupo transporte ante uma alta de 0,37%, em março. O decréscimo mais significativo ocorreu no grupo alimentação (de 1,87% para 0,73%). Em despesas pessoais, o IPC passou de 1,17% para 0,48%; em vestuário, de 1,47% para 0,94% e, em educação, de 0,15% para 0,09%. Já nos demais grupos houve avanços: em habitação (de -0,05% para 0,09% e, em saúde, de 0,71% para 2,32%.

Indústria chinesa tem novo recuo em abril

Em abril, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria chinesa, medido pelo Caixin/Markit, apontou o 14º recuo consecutivo da produção no país. A fraca demanda pressionou um forte corte de empregados e o PMI caiu para 49,4 no mês passado, ante 49,7 em março e esperados 49,9 pontos para o período.

Itaú tem lucro menor no primeiro trimestre

O Itaú Unibanco anunciou hoje um lucro no primeiro semestre de R$ 5,184 bilhões, 9,6% inferior aos R$ 5,733 bilhões do mesmo período do ano passado. Descontados eventos extraordinários, o chamado lucro recorrente do banco foi de R$ 5,235 bilhões, 9,9% inferior aos R$ 5,808 bilhões do primeiro trimestre do ano passado. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido do banco também caiu, de 24,2% no primeiro trimestre de 2015 para 19,7%. Usando como base o lucro recorrente, o retorno também caiu, para 19,9%, ante 24,5% no ano passado.

Diretor do Whatsapp critica decisão judicial

O bloqueio dos serviços do Whatsapp, determinado ontem pela justiça de Sergipe, foi criticado pelo diretor executivo do Whatsapp, Jan Koum, em sua conta no Facebook. “Mais uma vez milhões de brasileiros inocentes estão sendo punidos porque um tribunal quer que o Whatsapp entregue informações que nós repetidamente dissemos que não temos”, disse.

As informações são da Agência Brasil e da Reuters.