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Levantamento safra número 8 da Conab

 

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Notas: Safra 2017/18 – 8º levantamento (MAIO/2018)

Acompanhamento da Safra 2017/18: MAIO DE 2018

Grãos: algodão, amendoim, arroz, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale.

(A) Variação absoluta e porcentual do levantamento atual em relação à safra 2016/17.

(1) Exclui-se a produção de algodão em pluma, considerando-se somente a produção de caroço de algodão.

(B) Variação porcentual do levantamento atual em relação ao levantamento anterior, ambos da safra 2017/18.

 

Projeção de safra – Soja – maio 2018 IC18.05

O cenário de La Niña proporcionou um regime de chuvas acima do esperado no país, possibilitando um incremento de produtividade nas principais regiões produtoras de soja. Diante disso, a Céleres® revisou positivamente as estimativas de produtividade e produção no décimo acompanhamento de safra.
Não houve alterações nas estimativas de área, que permaneceu em 34,7 milhões de ha, 2,5% de aumento em relação à safra passada.
Devido aos ganhos de produtividade, o montante produzido foi reajustado para 117,8 milhões de t, 1,8% (cerca de 2 milhões t) a mais do que na estimativa anterior.
Como destaque positivo, a região do MATOPIBA apresentou um aumento médio de produtividade de 12% em relação à safra passada.
Mesmo diante de uma produção maior, o cenário de demanda interna e externa é favorável, assim, o incremento de produção será facilmente absorvido.

IC18.05 – Projeção de safra – Milho – maio 2018

Com a finalização da safra de milho verão, as atenções se voltam para a safra de inverno do cereal.
A Céleres® estima o plantio da segunda safra em 11,4 milhões ha, uma redução de 1% em relação à área da safra 2016/17. A produção será 4,5% menor que na temporada 2016/17, atingindo 63,9 milhões de t.
O plantio fora da janela ideal e uma assimetria climática no país têm sido pontos de atenção para os produtores de milho inverno.
Ao passo que as regiões do centro-norte usufruem de um regime regular chuvas, a região mais próxima do sul do país (PR, MS e SP), ainda enfrenta problemas com a estiagem desde abril/18.
O cenário futuro climático prevê chuvas para esta região apenas na 2ª metade do mês de maio/18, o que já configura perda de potencial produtivo.
Diante de um mercado estressado por estoques de passagem limitados, potenciais perdas produtivas na segunda safra significarão, de modo geral, preços firmes e ainda mais elevados no segundo semestre de 2018.

Safra 2017/2018 tem mais soja e menos milho. A safra de soja brasileira totalizou 117 milhões de toneladas

Safra 2017/2018 tem mais soja e menos milhoUma estimativa da Inteligência de Mercado da consultoria INTL FCStone apontou um aumento de 2,5% na safra de soja e uma diminuição significativa no volume de milho colhido. Os dados têm como base a revisão do mês de maio e fazem referência a safra 2017/2018 da oleaginosa e a safrinha do cereal.

O término da colheita de soja resultou em um rendimento total de 117 milhões de toneladas do grão no País. De acordo com a INTL FCStone, esse número significa um ganho de 1 milhão de toneladas em relação ao mês de abril, consolidando uma média de 3,34 toneladas por hectare e elevando as exportações, que devem chegar a 70 milhões de toneladas. Ana Luiza Lodi, analista de mercado do grupo, afirma que o rendimento poderia ter sido maior. “Alguns problemas pontuais, principalmente no Sul do país, com destaque para a falta de chuvas em áreas do Rio Grande do Sul, acabaram limitando um aumento ainda maior da produtividade média nacional”, comenta.

Já a falta de chuva em determinadas épocas do ano fez a produtividade do milho ter queda na safrinha, tendo um corte de 2,57 milhões de toneladas em relação ao mês anterior, contabilizando um total de 60,5 milhões de toneladas, 20% a menos se comparado ao último verão. “Houve diminuição do potencial de produtividade em grandes estados produtores, como Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná. Como ocorreram atrasos no plantio, uma parte importante das lavouras passou por fases importantes de desenvolvimento, em que bons volumes de água são necessários, na segunda quinzena de abril, em meio a níveis de precipitação consideravelmente abaixo do normal para o período”, afirma a INTS FCStone.

Mesmo com produção de milho menor que no ano passado, as exportações não devem ser afetadas devido à quebra da safra argentina. A estimativa é de que o montante final chegue a 11,8 milhões de toneladas, número considerado dentro da estimativa para a época.

Fonte: INTL FCStone