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China desvaloriza a moeda

Desde que a China falou em “guerra comercial” com os EUA e prometeu adotar uma série de “medidas abrangentes”, no último dia 19, o Banco do Povo da China (PBoC) vem enfraquecendo o yuan sistematicamente e anunciou um corte no compulsório bancário pela segunda vez este ano, informa a corretora Terra Investimentos. A desvalorização do yuan compensa em parte o impacto das tarifas mais altas dos Estados Unidos nos produtos chineses, ao reduzir o custo das importações em dólar, mas pode ter impacto sobre a inflação  chinesa no médio prazo.

Hoje, o PBoC conduziu o yuan para seu menor nível em seis meses em relação ao dólar por meio da chamada taxa de paridade. Os investidores estrangeiros retiraram recursos hoje das bolsas da China continental e de Hong Kong, temendo o impacto da tendência de queda do yuan nos lucros corporativos. Com isso, o dólar se valoriza nos mercados internacionais.

Fonte: ADVFN

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UE proíbe importação de 20 frigoríficos brasileiros

© Reuters. Peça de carne com etiqueta em que se lê (Reuters) – Os Estados-membros da União Europeia decidiram, por unanimidade, nesta quinta-feira proibir as importações de produtos de carne, principalmente aves, de 20 estabelecimentos brasileiros autorizados a exportar para o bloco europeu, disse a Comissão Europeia em comunicado. A medida foi adotada em razão de “deficiências detectadas no sistema de controle brasileiro oficial”, disse a Comissão. A decisão entra em vigor 15 dias após sua publicação no diário oficial da União Europeia. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal, a ação europeia atinge 12 fábricas da BRF (SA:BRFS3), dona das marcas Sadia e Perdigão. Procurada, a BRF não se manifestou sobre o assunto. A empresa encerrou 2017 com prejuízo líquido de cerca de 1 bilhão de reais e enfrenta na próxima semana assembleia de acionistas que deve ser marcada pela troca do conselho de administração, hoje presidido pelo empresário Abilio Diniz. Na véspera, o presidente da Petrobras (SA:PETR4), Pedro Parente, afirmou que aceitou o convite de Diniz para ser indicado à presidência do conselho da BRF. O vice-presidente de Mercados da ABPA, Ricardo Santin, disse à Reuters nesta quinta-feira que um total de nove empresas foram afetadas pelo descredenciamento da UE. De acordo com fonte com conhecimento do assunto, a decisão não afeta unidades da JBS (SA:JBSS3), nem da Seara, marca controlada pela processadora de carne. As ações da BRF subiam 2,9 por cento às 13:39, perdendo fôlego ante o pico de 10 por cento alcançado mais cedo, antes do anúncio da UE. Já os papéis da JBS tinham oscilação positiva de 0,1 por cento. Marfrig (SA:MRFG3) exibia queda de 1,7 por cento e a Minerva (SA:BEEF3) avançava 0,5 por cento. No mesmo horário, o Ibovespa tinha queda de 0,1 por cento. (Por Samantha Koester, em Bruxelas, e Ana Mano, em São Paulo)

África pede socorro ao Brasil contra praga

Lagarta do cartucho está há mais de 200 anos nas Américas e agora se alastra pelo outro continente

A worker processes corn on Agrippah Mutambara's farm on the outskirts of Bindura, Zimbabwe, April 25, 2016. In a nation where land is used as a tool of control, many former officials who once benefitted from the seizure of white-owned farms now find themselves potential victims, including Mutambara, a war hero who now opposes Prsident Robert Mugabe?s rule. (Joao Silva/The New York Times)
Trabalhadora rural debulha milho em plantação no Zimbabwe, na África – João Silva-25.abr.2016 / The New York Times
MAURO ZAFALON
SÃO PAULO

Encontrada em 1797 em lavouras dos Estados Unidos, uma lagarta que se alimenta de pelo menos 80 diferentes plantas continua tirando o sono dos produtores pelo mundo afora.

Presente nas Américas, na Europa e na Ásia, a praga, denominada lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda), vinha poupando a África.

Em 2016 foi encontrada na Nigéria e, a partir daí, não para de avançar pelo continente. Já são 34 países afetados.

A presença dessa lagarta traz sérios problemas para os produtores de milho do continente. Sem conhecimento de como e com que combater o inimigo, os africanos pedem ajuda ao Brasil, que já trava uma longa batalha contra esse inseto.

O Brasil é o país ideal para auxiliar a África. Aqui se desenvolve uma série de tecnologias apropriadas para a agricultura tropical, também praticada pelos africanos.

Se não for combatida adequadamente, a lagarta poderá causar uma perda de até 21 milhões de toneladas de milho e prejuízos de US$ 6,5 bilhões aos africanos por ano, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).

PREJUÍZO

Os produtores brasileiros sabem muito bem o que a chegada inesperada de uma praga pode provocar. Há cinco anos, um outro tipo de lagarta, a Helicoverpaarmigera, apareceu no Brasil e se alastrou por várias culturas.

Sem um produto adequado para o combate inicial da praga, o produtor brasileiro teve enorme prejuízo, principalmente na lavoura de soja.

“A lagarta do cartucho do milho, quando aparece, é um casamento sem divórcio para o produtor. Ela fica para sempre”. A frase é de Antônio Álvaro Purcino, chefe da área de Milho e Sorgo da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), e aponta o problema que os africanos vão ter de enfrentar a partir de agora.

Em busca de soluções, uma comitiva com 24 pessoas, procedentes de 11 países africanos, estará no Brasil na última semana deste mês.

Os visitantes vão manter contatos, em Brasília, com a ABC (Associação Brasileira de Cooperação) e com a Embrapa, entidades que, junto com a Usaid (agência dos EUA para desenvolvimento internacional), assinaram um protocolo de intenção de transferência de conhecimento para os africanos.

Segundo Purcino, o objetivo é mostrar aos africanos o cardápio de opções para o combate da praga e meios de convivência com ela.

A lista é grande e cada país deverá adotar a solução que julgar mais adequada. Na Embrapa, responsável por oferecer soluções para o combate à praga, os africanos vão conhecer várias tecnologias, entre elas os inseticidas biológicos, os à base de vírus e os biopesticidas. Eles visitarão a unidade Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas (MG) de 27 a 29 deste mês.

Lagarta do cartucho em milharal no interior de Minas – Alf Ribeiro-17.nov.2009 / Folhapress

O chefe da Embrapa Milho e Sorgo alerta, no entanto, que o desafio não é apenas o de combater a lagarta.

É necessário que os governos africanos desenvolvam políticas públicas que permitam ao produtor elevar a produtividade e a rentabilidade. Com isso, eles vão investir mais na produção. João Almino de Souza Filho, embaixador e diretor da ABC, diz que “o Brasil precisa compartilhar dessa experiência porque uma das preocupações com o avanço da praga na África é com a segurança alimentar e nutricional.”

O Brasil é referência nesse setor e um dos países que têm as melhores tecnologias para auxiliar os africanos. A participação do país é importante porque “oferecemos cooperação, conhecemos melhor o problema, testamos nossos métodos e nossas equipes e tomamos contato com outra realidade”, diz ele.

Os Estados Unidos participam por meio da Usaid, agência que propiciará recursos para o desenvolvimento desse programa de combate à lagarta do cartucho.

Fique por dentro das 5 principais notícias desta semana

© Reuters.  Fique por dentro das 5 principais notícias do calendário econômico desta semana
© Reuters. Fique por dentro das 5 principais notícias do calendário econômico desta semana

Investing.com – Nesta semana, os participantes do mercado estarão prestando atenção a um discurso muito esperado da presidente do Banco Central dos EUA (Fed), Janet Yellen, na segunda-feira, para mais pistas sobre o momento da próxima alta de taxas nos EUA.

Essa última semana antes da reunião do Fed nos dias 14 e 15 de junho é relativamente leve no que diz respeito a dados, com a maioria do foco propenso a cair sobre o sentimento do consumidor na sexta-feira para avaliar a saúde da economia.

Enquanto isso, a China deve divulgar dados sobre comércio e inflação em meio às atuais preocupações com a saúde da segunda maior economia do mundo.

Fora do G7, os traders estão aguardando anúncios sobre a política monetária do Banco Central da Austrália na terça-feira e do Banco Central da Nova Zelândia na quarta-feira.

Antecipando-se à próxima semana, a Investing.com compilou uma lista dos cinco maiores eventos do calendário econômico que podem afetar os mercados.

1. Pronunciamento da presidente do Fed, Janet Yellen

A presidente do Fed, Janet Yellen, deve fazer um pronunciamento sobre a perspectiva econômica e a política monetária no World Affairs Council of Philadelphia, às 16h30min. GMT, ou 12h30min. ET, na segunda-feira.

Seu discurso poderia assumir uma maior importância após o relatório pessimista da semana passada sobre as folhas de pagamento não agrícolas.

2. Sentimento do consumidor dos EUA da Universidade de Michigan

A divulgação do índice preliminar sobre o sentimento do consumidor da Universidade de Michigan prevista para às 14h GMT, ou 10h, na sexta-feira deve cair para 94,0, de 94,7 em maio.

Os participantes do mercado estão prestando atenção aos números da confiança do consumidor nos últimos meses para avaliar a saúde da economia.

3. Dados de comércio da China

A China deve divulgar dados sobre o comércio para maio às 03h GMT na quarta-feira, ou às 23h ET, na terça-feira. O relatório deve mostrar que o superávit comercial do país ampliou para US$ 58,0 bilhões no mês passado de US$ 45,6 bilhões em abril.

As exportações chinesas em maio fevereiro devem cair 3,6% em comparação com o ano anterior, após uma queda de 1,8% há um mês, ao passo que as importações devem cair 6,0 %, após terem caído 10,9% em abril.

Na quinta-feira, a China deve publicar relatórios sobre a inflação de preços ao consumidore produtor para maio. Os dados devem mostrar que os preços ao consumidor subiram 2,3% no mês passado, ao passo que os preços ao produtor devem cair 3,3%.

4. Decisão de taxa do Banco Central da Austrália

A mais recente decisão da taxa de juros do Banco Central da Austrália (RBA) deve ser divulgada na terça-feira 4h30min. GMT, ou 00h30min. ET. A maioria dos economistas não espera nenhuma mudança de política, após o banco central ter supreendido com um corte de 25 pontos-base na sua última reunião, para uma baixa histórica de 1,75%, em um esforço para impulsionar a inflação e estimular a atividade econômica.

5. Atualização de política monetária do Banco Central da Nova Zelândia

O Banco Central da Nova Zelândia deve fazer a atualização da política monetária às 21h GMT, ou 17h ET, na quarta-feira. Os especialistas do mercado estão divididos sobre se o banco RBNZ fará movimentos sobre as taxas, com alguns prevendo um corte de 25 pontos base, para uma baixa recorde de baixa de 2,0%, ao passo que outros não esperam nenhuma mudança.

Fique atualizado sobre todos os eventos econômicos desta semana, visitando:http://br.investing.com/economic-calendar/

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Consultoria eleva previsão de safra de trigo da Rússia para 63,5 mi t

© Reuters.  Consultoria eleva previsão de safra de trigo da Rússia para 63,5 mi t© Reuters. Consultoria eleva previsão de safra de trigo da Rússia para 63,5 mi t

MOSCOU (Reuters) – A Rússia, importante exportador de trigo, poderá colher 63,5 milhões de toneladas do grão em 2016, estimou nesta segunda-feira a importante consultoria russa IKAR, elevando em 1 milhão de toneladas a previsão para a temporada.

A estimativa para a safra total de grãos em 2016 permaneceu inalterada em 107 milhões de toneladas, disse a empresa.

Por Polina Devitt.

Moeda chinesa cai para o valor mais baixo em mais de cinco anos

Da Agência Lusa

O Banco Central chinês anunciou hoje (30) a desvalorização do yuan (a moeda chinesa) para a cotação mais baixa em mais de cinco anos, em relação ao dólar norte-americano, no momento em que se espera uma subida das taxas de juros nos Estados Unidos.

Segundo as cotações do Banco Central, o dólar valia hoje 6,5784 da moeda chinesa. Trata-se da cotação mais baixa do yuan desde fevereiro de 2011.

A moeda chinesa não pode ser convertida inteiramente, sendo que o seu valor diante de um pacote de moedas internacionais pode variar, no máximo, 2% ao dia.

“O yuan vai sofrer uma depreciação gradual”, disse à agência de notícias Bloomberg o economista Song Yu, da Goldman Sachs.

“O principal motivo para essa desvalorização será um dólar mais forte, devido às expectativas de que o FED [Federal Reserve, o Banco Central norte-americano] suba as taxas de juros”, acrescentou.

Na semana passada, a presidenta do FED, Janet Yellen, indicou, durante discurso na Universidade de Harvard, que as taxas de juros vão aumentar em breve.

Em agosto, o yuan caiu quase 5% em uma semana, aumentando o receio de que Pequim esteja tentando desvalorizar a moeda para ganhar competitividade, mas as autoridades têm rejeitado essa possibilidade.

Venezuelanos vão pagar dez vezes mais pelo preço da farinha de milho

Da Agência Lusa

Os venezuelanos vão ter de pagar dez vezes mais pelo preço do quilo de farinha de milho, mais caro que o valor pedido pela Associação Venezuelana de Milho (AVM), segundo listagem publicada hoje (24) pela Superintendência de Preços Justos do país.

Segundo a tabela divulgada oficialmente, o quilo de farinha de milho pré-cozida passa de 19 para 190 bolívares por quilo. A AVM pedia ao Executivo um ajuste para 115 bolívares.

É tradição na Venezuela comer diariamente, no pequeno almoço, uma ou duas “arepas”, uma massa redonda e achatada de milho, que depois de frita ou assada é usada como se fosse pão e que à hora de ir para a mesa é recheada com fiambre, queijo, peixe ou carne.

Nos primeiros dias de março de 2016, a AVM pediu ao governo venezuelano que permitisse aumentar o preço da farinha de milho para 115 bolívares o quilo, para assim poder “pagar a colheita a preços adequados aos produtos nacionais, para gastos adicionais, peças para a reparação de maquinaria e material para empacotar”.

Dados não oficiais mostram que cada venezuelano consome 34 quilos de farinha de milho por ano.

Com frequência, os venezuelanos queixam-se de dificuldades para conseguir a farinha de milho pré-cozida, num mercado cada vez mais marcado pela escassez de produtos básicos.

Por outro lado, os empresários queixam-se de que a produção nacional não é suficiente e que há dificuldades no acesso a divisas para importar o produto, devido ao sistema de controle cambial que vigora desde 2003 no país e que impede a livre obtenção local de moeda estrangeira.

Alguns dos produtos escassos estão acessíveis por meio dos ‘bachaqueros’ (vendedores informais ou mercado negro) onde um quilo de farinha de milho pode chegar a custar 1.400 bolívares (125 euros), dependendo da demanda.