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Governo publica decreto 9403/18, que garante subsídio de R$0,30 no diesel até 31/07.

O governo publicou ontem o Segundo Decreto (9403/18) de subvenção de R$0,30 do preço do diesel, estendendo o benefício até 31 de julho. O decreto estabelece preços de referência (PR) distintos para cada região do país, e aplica o desconto de 30 centavos no preço de comercialização (PC) para a distribuidora. Caberá a ANP determinar e divulgar a metodologia de cálculo do PR e PC. Beneficiários que quiserem participar do programa de subvenção (como Petrobras e importadores) devem solicitar o benefício por meio de um termo de adesão a ser entregue à ANP. O decreto não apresenta surpresas em relações às medidas anunciadas pelo governo para encerrar a greve dos caminhoneiros, com o congelamento dos preços está sendo mantido por 60 dias (até 31 de julho) e o subsídio de R$0,30 sendo custeado pela União. Tendo em vista que o anúncio está em linha com as expectativas, o mesmo não deve apresentar um impacto relevante na ação da Petrobras.

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Comércio varejista registra crescimento em março, diz IBGE

Vendas

De acordo com os dados, vendas no mês foram fortemente impactadas pelo feriado de Páscoa
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O setor varejista continuou a trajetória de recuperação e avançou 6,5% em março em relação ao mesmo período do ano passado, o melhor resultado nessa base de comparação desde abril de 2014. Com isso, o comércio varejista acumula uma alta de 3,8% nos primeiros três meses do ano e 3,7% no acumulado dos últimos 12 meses. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Destaques

Na comparação com março de 2017, os destaques do mês foram registrados pelo setor de hipermercados e produtos alimentícios, com uma alta de 12,3% diante de maiores vendas durante o período da Páscoa.

O setor de artigos de uso pessoal e doméstico avançou 13,8% no mesmo período, também puxada pelas vendas da Páscoa. Ao mesmo tempo, as vendas de artigos farmacêuticos e médicos cresceram 5%, décimo primeiro mês seguido de resultado positivo no setor.

Fonte: Governo do Brasil, com informações do IBGE

Governo deve arrecadar R$ 7 bilhões com nova rodada de licitações de campos de petróleo e gás

Essa licitação, somada a outras, deve gerar uma arrecadação de R$ 18 bilhões em 2018 só com leilões
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O governo federal prevê uma arrecadação de R$ 7 bilhões com a 5ª Rodada de Licitações sob o regime de partilha de produção. O processo está previsto para ocorrer em 28 de setembro. As informações são do Ministério de Minas e Energia e foram divulgadas nesta sexta-feira (11).

Nessa rodada, que será realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), serão ofertados os blocos de Saturno, Titã, Pau-Brasil e Sudoeste de Tartaruga Verde. Todos eles estão localizados nas bacias de Campos e Santos, dentro do Polígono do Pré-Sal.

O ministério informou ainda que a Petrobras tem o prazo de até 30 dias, a partir desta sexta-feira (11), para se manifestar e dizer se quer explorar as áreas. A companhia tem direito de preferência em ser operadora.

Arrecadação em 2018

Com os R$ 8 bilhões da 15º Rodada de Licitações, realizada em março de 2018, e os R$ 3,2 bilhões previstos para a Rodada de Partilha de Produção na área do Pré-sal, marcado para 7 de junho, o governo deve arrecadar R$ 18 bilhões com leilões neste ano.

Fonte: Brasilgovnews.

Após dólar fechar em R$ 3,60, BC anuncia ajustes na venda da moeda

Publicado em 11/05/2018 – 18:50

Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O Banco Central (BC) informou hoje (11) que fará ajustes, a partir de segunda-feira (14), no leilão para rolagem integral dos contratos com vencimento em 1º de junho. A medida reafirma a intenção do banco de atuar na renovação dos contratos de venda de dólares no mercado futuro para segurar a alta do dólar.

No início do mês, o BC já havia informado que atuará no câmbio pelo quarto mês consecutivo, com a oferta de contratos de swap cambial, que equivalem à venda futura de dólares. O anúncio foi feito logo após o dólar aproximar-se de R$ 3,55. Hoje, a moeda norte-americana fechou em R$ 3,6011, o maior valor em quase dois anos.

Dólar
Moeda fechou a R$ 3,60 nesta sexta (Arquivo/Agência Brasil)

Em junho, vencem 113 mil contratos que totalizam US$ 5,65 bilhões em swapscambiais tradicionais, parte do estoque total de US$ 23,8 bilhões, informou o BC.

O leilão, que será realizado no fim da manhã, ofertará 4.225 contratos, a serem distribuídos, a critério do Banco Central, entre os vencimentos de 1º/8/2018, 1º/11/2018 e 02/01/2019. A data de início dos contratos permanece em 1º/6/2018, informou a instituição.

O Banco Central informou que fará também oferta adicional de contratos de swap cambial a partir da próxima segunda-feira. Serão ofertados 5 mil contratos com vencimento em 2 de agosto deste ano.

Por meio das operações de swap cambial, o Banco Central vende contratos em reais no mercado futuro para conter a volatilidade do câmbio e reduzir a demanda por dólares. O BC aposta que a divisa subirá mais que os juros futuros. Os investidores apostam que os juros aumentarão mais que a moeda norte-americana. No fim do contrato, as duas partes trocam os rendimentos.

Edição: Nádia Franco
Fonte: Agência Brasil

Desempenho dos pares de moedas, USD, Yuan e Real.

r.JPGComo vocês podem observar o real está perdendo valor em relação ao Yuan chinês, e o dólar também embora em um valor menor. Na comparação de janeiro até hoje, o dólar perde 2,21% e o real perde 8,26%. Na base anual a diferença é ainda maior. Se formos considerar somente a diferença entre a desvalorização do dólar e do real respectivamente em relação ao Yuan há aí embutido um “premio” de 0,67 cents de dólar, no preço da soja. A interpretação aqui é a de que os chineses de fato não estão pagando mais pela soja brasileira, o que acontece de fato é que o dinheiro deles compra mais real por unidade. Quanto mais o real se desvaloriza, menos yuan os chineses precisam para comprar um real. Então esse aumento do preço da soja no Brasil não reflete necessariamente um aumento de preços em yuan, pelo contrário. É possível em uma situação dessas que os chineses paguem menos yuan pela soja brasileira, mesmo com o preço interno brasileiro subindo em reais.

No gráfico abaixo vocês podem ver a queda do real em relação ao yuan desde o inicio do ano em azul claro e a queda do dólar, menor, linha roxa,  também desde o inicio do ano.

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Análise gráfico diário soja

rNesse gráfico temos a mesma retração que a que está no gráfico abaixo, a diferença é que cada barra dessas representa um dia nesse gráfico e uma semana no que está abaixo. Como podem ver a configuração do gráfico muda conforme mudamos o tempo gráfico. Esse gráfico sinaliza que é possível, não provável, que o preço vá até os 10,20 atingindo a retração de  0,50%, ou mesmo na região dos 10 dólares que é a retração dos 0,61%. Se houver o movimento de queda e for forte o preço vai parar no mesmo valor do inicio do ano que é em torno de 9,40.

Nova análise do gráfico semanal soja

rVemos no gráfico semanal acima uma retração de Fibonacci do inicio do ano para cá. Na semana passada o preço caiu por conta de boataria, sendo que nessa semana encerrada ontem o preço voltou a se recuperar, porém sem muita força. A região de 10,48 é região de resistência. Para que o preço volte na região dos 10,80 é necessário portanto que rompa aquela retração de 0,21% do gráfico semanal. Para uma recuperação mais rápida o preço deve fechar a próxima semana no topo da retração, os 10,80, ou acima.

Fique por dentro das 5 principais notícias do mercado desta sexta-feira

© Reuters.  5 fatos principais do mercado nesta sexta-feira © Reuters. 5 fatos principais do mercado nesta sexta-feira

Investing.com – Confira as cinco principais notícias desta sexta-feira, 16 de março, sobre os mercados financeiros:

1. Mercados mantêm foco em turbulência política e preparativos para tarifas

A agitação política na Casa Branca continuava a manter os mercados em alerta após uma matéria do Washington Post de que o conselheiro de segurança nacional H.R. McMaster seria o próximo na lista dos que vão deixar a administração.

As notícias inicialmente fizeram o mercado futuro dos EUA cair, embora aumentassem as especulações de que seria apenas uma questão de tempo antes que McMaster, que havia tomado partido do agora ex-assessor econômico Gary Cohn contra as a tarifas a serem impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, fosse demitido.

No entanto, a secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, negou mais tarde as informações após ter falado tanto com o presidente quanto com McMaster.

“Ao contrário do que dizem as matérias, eles têm uma boa relação de trabalho e não haverá mudanças no Conselho de Segurança Nacional”, afirmou ela.

Temores de que os planos de Trump de implementar sobretaxas provoquem uma guerra comercial global deixavam cautelosos os participantes do mercado conforme eles observam as reações ao redor do globo.

Nas últimas notícias, o jornal alemão F.A.Z. afirmou que a Comissão Europeia teria alertado membros da União Europeia de que estariam sendo “muito otimistas” com o fato de que teriam uma isenção dos EUA em relação às tarifas sobre o aço e o alumínio.

O relatório indicou que a comissária europeia de comércio, Cecilia Malmström, está tentando se reunir com o secretário norte-americano de comércio, Wilbur Ross, para discutir o assunto.

2. Série de dados deve orientar negociações

Investidores aguardam uma série de dados, que deverão ser divulgados ao longo desta sexta-feira, enquanto se preparam para a decisão de política monetária do Federal Reserve na semana que vem.

Investidores irão se concentrar na leitura preliminar da percepção do consumidor em março da Universidade de Michigan às 11h00.

Também em pauta, participantes do mercado irão assimilar dados do setor imobiliário na forma de licenças de construção e construção de casas novas em fevereiro, em conjunto com dados da produção industrial no mesmo mês e com o estudo sobre ofertas de empregos e rotatividade no trabalho (JOLTS, na sigla em inglês) em relação ao primeiro mês do ano.

3. Bolsas dos EUA apresentam pouca movimentação

Embora as bolsas tenham fechado com sinais desiguais no dia anterior, com o Dow se recuperando de algumas das perdas da semana causadas por preocupações com guerras comerciais, o mercado futuro dos EUA apontava para uma abertura estável nesta sexta-feira, já que investidores começavam a voltar suas atenções aos anúncios de política monetária do Fed na semana que vem. Às 06h51, o blue chip futuros do Dow caía 16 pontos, ou 0,06%, os futuros do S&P 500 avançavam um ponto, ou 0,03%, enquanto o índice futuro de tecnologia Nasdaq 100 tinha queda de dois pontos ou 0,02%.

Do outro lado do Atlântico, bolsas europeias estavam em alta nesta sexta-feira, sustentadas por notícias de fusões e aquisições, embora o índice pan-europeu Stoxx 600 ainda estivesse no caminho de fechar a semana com perdas devido a temores de guerras comerciais.

Mais cedo, bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta sexta-feira, já que notícias envolvendo a possível demissão de McMaster geraram negociações avessas ao riscos e preocupações contínuas com o quadro do comércio geral levaram os investidores a se manterem cautelosos.

4. Carteira da China de títulos do Tesouro dos EUA no menor nível em 8 meses

A carteira da China de títulos do Tesouro dos EUA chegou ao menor nível desde julho devido a preocupações de que um possível aumento na inflação forçaria o Fed a agilizar o ritmo dos aumentos de juros.

O portfólio da China de títulos norte-americano caiu para US$ 1,17 trilhão em janeiro a partir de US$ 1,18 trilhão no mês anterior.

A China ainda é o maior detentor de dívida norte-americana, à frente do Japão cujo Departamento do Tesouro afirmou possuir US$ 1,07 trilhão.

5. Petróleo na direção de perdas na semana pois preocupações com produção continuam a pressionar

Embora a cotação do petróleo estivesse subindo no início do pregão desta sexta-feira, ainda estava no caminho de perdas na semana, já que preocupações com o excesso global de oferta continuavam fortes devido ao aumento incessante na produção dos EUA.

Contratos futuros de petróleo bruto nos EUA avançavam 0,31%, atingindo US$ 61,38 às 06h51, enquanto o petróleo Brent tinha ganhos de 0,20%, com o barril negociado a US$ 65,25.

Mesmo com os ganhos de sexta-feira, a referência norte-americana estava no caminho de perdas na semana em torno de 1%, ao passo que o barril de Londres caía cerca de 0,3%.

Mesmo com o acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo para reduzir a produção neste ano, a produção de shale dos EUA tem neutralizado as tentativas de reequilibrar o mercado.

O relatório mensal do cartel, divulgado nesta semana, prevê que a oferta fora do grupo terá aumento neste ano de cerca de 1,60 milhão de barris por dia, o que se compara à estimativa prévia de aumento de 1,40 milhão de barris por dia.

Fique por dentro das 5 principais notícias do mercado desta sexta-feira
 

Boa notíca: mercado reduz projeção para déficit primário em R$ 10 bi e dívida para 75% do PIB

Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda reduziram a previsão do déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) este ano de R$ 149,186 bilhões para R$ 139,132 bilhões. A meta para este ano é R$ 159 bilhões.

A pesquisa apresenta também a projeção para a dívida bruta do governo geral, que, na avaliação das instituições financeiras, deve ficar em 75% do Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas no país), ante a previsão anterior de 75,5% para este ano. Para 2019, o cálculo foi ajustado de 77,20% para 76,95% do PIB.

A projeção consta da pesquisa Prisma Fiscal, elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, com base em informações de instituições financeiras. O resultado foi divulgado hoje (15), em Brasília. Para 2019, a estimativa de déficit ficou em R$ 111,892 bilhões, contra R$ 119 bilhões previstos no mês passado.

A notícia é boa pois significa que o governo buscará menos dinheiro no mercado para financiar sua operação. Com isso, pressionará menos os juros. O déficit menor também ajuda no controle da inflação e dá mais segurança para os investidores em títulos públicos, que estão na maioria dos fundos de investimentos e no Tesouro Direto.

A projeção de arrecadação das receitas federais este ano somou R$ 1,455 trilhão, um pouco acima da estimativa anterior: R$ 1,450 trilhão. Para 2019, a estimativa é R$ 1,569 trilhão, ante R$ 1,563 previsto no mês passado.

As informações são da Agência Brasil.