Arquivo da categoria: Balança Comercial

Carnes obtêm a maior receita cambial dos últimos 14 meses

 Em setembro, as exportações brasileiras das três principais carnes – pela ordem, de frango, bovina e suína – obtiveram receita cambial de US$1,110 bilhão, resultado que representou aumentos de 9,96% e 4,12% sobre, respectivamente, o mês anterior e o mesmo mês de 2015. Essa foi, também, a maior receita cambial auferida pelas carnes desde agosto do ano passado.

Próximos das 510 mil toneladas, os embarques do mês aumentaram 8,65% sobre o mês anterior e 7,42% sobre setembro de 2015. Neste caso, a variação anual só não foi maior porque houve pequeno recuo (em relação ao mesmo mês do ano passado) nos embarques de carne bovina.

O preço médio ainda é um desafio a vencer. Pois, por exemplo, só a carne suína obteve melhora em relação a agosto passado. Já em relação a setembro do ano passado apenas a carne de frango registra variação positiva no preço médio – fato, aliás, que não era registrado desde janeiro do ano passado.

De toda forma, um ganho aqui outro ali garantiu crescimento da receita cambial das três carnes tanto em relação ao mês anterior, como a setembro de 2015. E, aqui, apenas a carne bovina enfrentou recuo de receita em relação ao mesmo mês do ano passado.

(AviSite) (Redação)

Vendas externas do agronegócio crescem 7,4% até maio e somam US$ 36,6 bilhões

Vendas externas do agronegócio  crescem 7,4%  até maio e somam US$ 36,6 bilhões

Brasília – As exportações do agronegócio brasileiro chegaram a US$ 36,7 bilhões de janeiro a maio deste ano, alta de 7,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pela Secretaria de Relações Internacionais (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O complexo soja liderou as exportações, correspondendo a 37% do total. Foram US$ 13,6 bilhões no acumulado do ano, aumento de 18,1% sobre o mesmo período de 2016. Também subiram as vendas externas de cereais, farinhas e preparações (56,8% em receita), complexo sucroalcooleiro (8,5%), produtos florestais (2,3%) e carnes (0,9%).

Exportações em maio

No mês de maio, o total exportado foi de US$ 8,59 bi, o que representa queda de 0,6% em relação ao mesmo mês de 2015. Segundo a SRI, o motivo é a queda quase generalizada nos preços internacionais dos produtos agropecuários.

Por outro lado, a quantidade exportada foi maior. As vendas do complexo soja, por exemplo, alcançaram 12 milhões de toneladas, crescimento de 8,7% na comparação com maio do ano passado. Já o setor de carnes embarcou um recorde para o período: 606 mil toneladas (+20%).

Superávit na balança

A balança comercial permaneceu com superávit no mês de maio. As exportações superaram as importações em US$ 7,6 bilhões. A China foi o principal destino dos produtos brasileiros, com negócios da ordem de US$ 3,2 bilhões.

Veja aqui e aqui os dados completos da balança

 

Fonte: Mapa

Maio registra superávit recorde de US$ 6,4 bilhões

No acumulado do ano, saldo da balança comercial também foi o maior já registrado para o período: US$ 19,7 bilhões

Brasília – Em maio, a balança comercial brasileira registrou exportações de US$ 17,571 bilhões e importações de US$ 11,134 bilhões, resultando em um superávit recorde de US$ 6,4 bilhões. O maior saldo registrado em meses de maio havia sido em 2008: US$ 4,1 bilhões. A informação foi dada pelo secretário de Comércio Exterior do MDIC, Daniel Godinho durante a coletiva de imprensa, hoje, em Brasília, para comentar os dados. Continuar lendo Maio registra superávit recorde de US$ 6,4 bilhões

Exportações de carne de frango crescem 16,28% em maio e no ano rendem US$ 2,722 bilhões

São Paulo – As exportações brasileiras de carne de frango mantiveram a tendência de crescimento para o ano de 2016 e novamente registraram alta mensal.  De acordo com os números levantados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques totais (considerando produtos in natura, embutidos, salgados e industrializados) chegaram a 393,8 mil toneladas em maio, volume 19,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Com o resultado de maio, o setor acumulou alta de 16,28% nos cinco primeiros meses de 2016 em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a 1,854 milhão de toneladas.

Na receita cambial, o setor registrou crescimento pelo terceiro mês consecutivo.  Em maio, foram obtidos US$ 612,8 milhões com as vendas internacionais, saldo 4,9% superior em relação ao quinto mês de 2015.  No acumulado de 2016, o resultado está apenas 0,68% inferior ao realizado entre janeiro e maio do ano passado, com total de US$ 2,722 bilhões nos cinco primeiros meses neste ano.

“A curva de preço médio do setor voltou a apresentar um movimento ascendente em maio, graças ao bom fluxo da demanda internacional. Esta demanda também tem equilibrado a situação do mercado interno, que enfrenta os impactos da desaceleração econômica registrada neste ano. Apesar dos bons resultados, o setor ainda sofre impactos dos aumentos do preço do milho e, mais recentemente, do farelo da soja”, explica Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA.

Já no saldo em reais, houve crescimento tanto no resultado mensal, quanto no acumulado de 2016.  As vendas de maio geraram uma receita de R$ 2,139 bilhões – elevação de 19,7% na comparação com o mesmo período de 2015.  A receita total do ano chegou a R$ 10,148 bilhões, dado 25,47% maior em relação ao obtido entre janeiro e maio de 2015.

“Novamente a China se mostrou um dos grandes destaques do ano, com volumes de exportação superiores a 50 mil toneladas no mês.  Outros mercados como a Arábia Saudita, Hong Kong, Rússia, Emirados Árabes Unidos e México apresentaram forte elevação, o que justifica a expressiva alta mensal”, analisa Ricardo Santin, vice-presidente de aves da ABPA.

Suíno in natura – Os embarques de carne suína também têm apresentado forte ritmo de crescimento neste ano.  Conforme os dados obtidos pela ABPA, os embarques de produtos in natura totalizaram em maio 55,2 mil toneladas, volume 36% superior em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

Já entre janeiro e maio, a alta chegou a 62%, com 247,8 mil toneladas de carne suína in natura embarcadas.

Em receita cambial, houve crescimento de 8% no resultado de maio em comparação com o ano anterior, chegando a US$ 113,5 milhões.  No total do ano, o saldo chegou a US$ 460,6 milhões, número 19% superior ao obtido nos cinco primeiros meses de 2015.

Em reais, o crescimento chegou a 25% em maio, com R$ 401,5 milhões, e a 49% no ano, com R$ 1,718 bilhão obtidos entre janeiro e junho de 2016.

“Os mercados da Ásia e do Leste Europeu continuam incrementando suas compras.  Assim como no setor de aves, as vendas internacionais estão reduzindo os efeitos da crise brasileira, melhorando a relação oferta-demanda no mercado interno”, destaca Rui Eduardo Saldanha Vargas, vice-presidente técnico da ABPA.

 

Fonte: ABPA

Exportações de carnes para a China são destaques na balança comercial brasileira em maio

Exportações de carnes para a China são destaques na balança comercial brasileira em maio

Brasília – Dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, na quarta-feira (01/06), revelaram que as exportações brasileiras alcançaram US$ 17,57 bilhões em maio deste ano, aumento de 4,78% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a maio, as vendas externas somam US$ 75,7 bilhões, crescimento de 2,98% em comparação com os números de 2015.

Algumas cadeias do agronegócio foram decisivas para esse aumento nas vendas externas do país. No setor de carnes, houve incremento nas exportações de carne bovina, que chegaram a US$ 398 milhões (aumento de 8,7% em relação a maio de 2015), carne suína (US$ 113 milhões em vendas, aumento de 3,1%) e carne de frango (US$ 530 milhões, aumento de 2%).  Esses aumentos tiveram um destaque: China.

O país asiático importou 111% mais carne de frango do Brasil do que em maio de 2015.  Para a carne suína, o incremento aproximou-se de 19 mil por cento, pois no mesmo mês do ano passado as exportações dessa carne, para a China, foram de apenas US$ 70,8 mil. Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o câmbio mais favorável e a habilitação de novas plantas brasileiras à exportação foram fatores decisivos para o resultado obtido.

Desde dezembro, os chineses habilitaram 11 novas plantas de carne de frango e seis de carne suína a exportarem ao país. No total, o Brasil possui, hoje, 39 plantas de carne de frango e 12 de carne suína aptas a exportar para a China. No caso da carne bovina in natura, a China liderou as compras do Brasil, que chegaram a 20 mil toneladas em maio, vindo em seguida Egito e Hong Kong.

Também houve aumento nas exportações de açúcar em bruto (US$ 539 milhões, aumento de 17,2%), óleo de soja em bruto (US$ 124 milhões em vendas, aumento de 36%), madeira serrada (US$ 44 milhões em vendas, aumento de 3,1%), algodão em bruto (US$ 39 milhões, aumento de 40,7%) e suco de laranja não congelado (US$ 96 milhões em vendas, aumento de 28,1%).

Importações

Em maio, as importações brasileiras somaram US$ 11,13 bilhões, valor 20,5% inferior ao do mesmo mês de 2015. Com esse resultado, no acumulado do ano, o Brasil importou US$ 53,83 bilhões, 30% a menos em comparação com o ano passado, quando as compras externas do país chegaram a US$ 77 bilhões. Contribuíram para esse resultado as quedas nas compras de trigo em grão, óleo de girassol e óleo de soja em bruto originários do Mercosul, máquinas para uso agrícola e etanol dos Estados Unidos; e carne bovina da Austrália.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Elaboração SRI/CNA.

Tais resultados de exportação e importação garantiram superávit de US$ 6,44 bilhões, o melhor resultado para maio desde 1989. Já no acumulado de janeiro a maior, o superávit foi de US$ 19,68 bilhões. No mesmo período de 2015, o Brasil registrava um déficit de US$ 2,3 bilhões.

Os números da balança comercial divulgados nesta semana demonstraram a força do agronegócio brasileiro, tanto no mercado interno, liderando as vendas do país, quanto no mercado internacional, ganhando novos mercados e se consolidando ainda mais naqueles já existentes. Os dados demonstram também o papel da China como grande importador mundial de alimentos e como as proteínas animais têm sido mais demandadas pela população daquele país asiático.

Fonte: CNA

 

Apex-Brasil leva empresários do setor de alimentos e bebidas para missão em Miami e Houston

Apex-Brasil leva empresários do setor de alimentos e bebidas para missão em Miami e Houston

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) levou uma delegação de 13 empresas brasileiras do setor de alimentos e bebidas para uma missão de internacionalização nas cidades de Miami e Houston (EUA), entre os dias 16 e 19 de maio. Os empresários participantes apontaram que a iniciativa contribuiu para a compreensão das possibilidades de expansão no mercado americano.

Durante a viagem, os executivos assistiram a palestras sobre pontos importantes no mercado americano, como contratação de funcionários, regulação de alimentos e bebidas, questões de logísticas e regras tributárias, entre outros assuntos determinantes para uma empresa se estabelecer nos EUA.

Aline Cruz, diretora da Enova Foods, elogia a programação: “essa experiência foi importante para tomarmos conhecimento da parte de logística e de branding. As informações a que tivemos acesso nas palestras vão nos ajudar a montar nossa estratégia com mais segurança para levarmos nossos produtos para o mercado americano”, diz.

Para Bruno Ferraz, diretor da Ecofresh, uma empresa especializada em alimentos funcionais e naturais, o mais importante da missão foi poder entender as diferentes formas de distribuição e a especialidade de cada ponto de venda em Houston e Miami. “É uma rede complexa de distribuição. Para você atingir aquela capilaridade, chegar ao cliente final, os caminhos são diferentes. Para produtos especializados como o nosso, com alto padrão de exigência, ficou claro quais são as redes mais propensas a trabalhar com o nosso produto”, explica Bruno.

Fernanda Castro, da Mococa, que já traçava planos para fincar presença nos Estados Unidos, disse que a ação promovida pela Apex-Brasil catalisou sua decisão. “A missão vai nos dar mais segurança e a chance de planejarmos nossa estratégia com maior riqueza de detalhes e, assim, aumentar nossa probabilidade de sucesso”.

Fernanda acha que o programa desenvolvido pela Apex-Brasil é uma oportunidade para empresas com diversos níveis de internacionalização. “Eu indicaria iniciativas como essa que a Apex-Brasil desenvolveu tanto para quem exporta para os EUA, quanto para aquelas que já estão com estrutura montadas nos EUA. Muitas vezes, essas empresas não têm o nível de informação que tivemos acesso nesta semana de trabalho”.

A missão nos Estados Unidos foi a terceira etapa do programa de internacionalização lançado neste ano para empesas brasileiras de alimentos e bebidas, com foco no mercado americano. Na quarta etapa, as empresas contarão com apoio da Apex-Brasil para ajudá-las em seu processo de formulação da estratégia de internacionalização e implantação de operação nos EUA por meio de atendimento customizado.

Fonte: Apex-Brasil

Banco Central eleva para US$ 50 bilhões estimativa de superávit da balança comercial em 2016

Banco Central eleva para US$ 50 bilhões estimativa de superávit da balança comercial em 2016Brasília –  A balança comercial brasileira deverá fechar o ano de 2016 com um superávit de US$ 50 bilhões, segundo dados do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC). Na semana passada, a estimativa do BC para a balança comercial apontava um saldo de US$ 49,57 bilhões.

Pela primeira vez a previsão do Banco Central coincidiu com estimativas feitas há cerca de dois meses por especialistas em comércio exterior e pelo à época ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro. Para o ano de 2017, o BC também aposta em um saldo de US$ 50 bilhões para a balança comercial brasileira.

A projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, foi ajustada de 7,04% para 7,06%. Em relação a 2017, a estimativa se mantém em 5,50% há duas semanas. As projeções fazem parte de pesquisa feita todas as semanas pelo Banco Central (BC) a instituições financeiras.

As estimativas estão acima do centro da meta de inflação, de 4,5%. O limite superior da meta de inflação é 6,5%, este ano e 6%, para 2017. É função do Banco Central fazer com que a inflação fique dentro da meta. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic.

Quando o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

A mediana (quando são desconsiderados os extremos nas projeções) das expectativas das instituições financeiras para a Selic passou de 12,75% para 12,88% ao ano, ao final de 2016, e de 11,38% para 11,25% ao ano, no fim de 2017. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano.

A estimativa de instituições financeiras para o encolhimento da economia, este ano, foi levemente ajustada. A projeção para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi alterada de 3,83% para 3,81%. Em relação a 2017, a estimativa de crescimento passou de 0,50% para 0,55%.

A projeção para a cotação do dólar ao final de 2016 caiu de R$ 3,67 para R$ 3,65. A estimativa, para o fim de 2017, passou de R$ 3,88 para R$ 3,85.

Fonte: Comex