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Frango/Cepea: cotações da carne encerram o mês em patamar recorde

Os preços da carne de frango negociada no atacado da Grande São Paulo encerram setembro nos maiores patamares nominais da série do Cepea, iniciada em 2004 para o produto. A carcaça resfriada e a congelada registram média de R$ 4,56/kg neste mês (até o dia 29).

Segundo pesquisadores do Cepea, a queda na produção, associada a um aquecimento recente nas exportações, já vinham reduzindo a disponibilidade interna da carne, elevando as cotações. Em setembro, o impulso veio ainda do aumento nos preços da carne bovina. Em relação a agosto, a valorização do frango resfriado é de 3,1%, e a do congelado, 4,4% no atacado paulista.

 

Fonte: Cepea

Embarques de carne de frango: o melhor maio de todos os tempos

Embarques de carne de frango: o melhor maio de todos os temposAssim, enquanto nos 12 meses anteriores a média exportada ficou em 339.733 toneladas, o volume embarcado em maio foi de 353.919 toneladas, resultado que, embora 6,5% inferior ao do mês anterior, corresponde a um aumento de mais de 21% sobre maio de 2015. Esse foi, também, o maior volume já registrado para o mês de maio.

A destacar, também, a recuperação paulatina do preço médio, processo que vem se mantendo nos últimos quatro meses. Agora, o valor registrado – US$1.497,85/t – alcança o maior nível observado desde novembro do ano passado. Mas ainda que isso represente valorização de mais de 6% sobre o mês anterior, persiste redução próxima de 12% em relação ao preço médio de maio de 2015.

A alta mensal no preço médio teve o condão de neutralizar a queda no volume embarcado no mês. Assim, a receita cambial, embora ligeiramente inferior (-0,60%), manteve-se no mesmo nível da registrada em abril passado. Ao mesmo tempo (graças ao aumento de volume e apesar da redução no preço médio) registrou-se aumento de 7% sobre o mesmo mês do ano passado.

Com os embarques de maio, o volume de carne de frango in natura acumulado nos últimos 12 meses atinge novo recorde, aproximando-se dos 4,150 milhões de toneladas. Isso corresponde a um aumento de quase 15% sobre idêntico período anterior.

Fonte: Avisite

FRANGO/CEPEA: Oferta elevada e demanda reduzida pressionam cotações

Cepea, 3 – A oferta superior à demanda vem pressionando as cotações do pintainho, do animal vivo e da carne em praticamente todas as praças acompanhadas pelo Cepea. O elevado valor dos insumos (como milho e farelo de soja) tem feito com que indústrias encurtem o tempo de engorda dos animais, ofertando mais aves no mercado, ainda que fora do peso ideal. Além disso, algumas indústrias promoveram férias coletivas, reduzindo os dias de abate nas plantas. Uma vez que os animais já estão incubados ou em processo de engorda, essa situação faz com que a oferta fique ainda maior que a demanda. Assim, entre 29 de abril e 31 de maio, o frango vivo no mercado spot caiu 6,9% na Grande São Paulo, onde os animais foram negociados a R$ 2,49/kg. A maior queda do vivo, de quase 12%, foi registrada em Pará de Minas (MG), com o quilo a R$ 2,42, em média. Nessa mesma praça, o frango resfriado se desvalorizou 2,1%, negociado a R$ 3,58/kg, e o inteiro congelado caiu 2,6%, com o quilo a R$ 3,74/kg.

Fonte: Cepea –www.cepea.esalq.usp.br

FRANGO/CEPEA: Cotação do vivo é a mais baixa desde maio/15

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Alertas de Mercado

FRANGO/CEPEA: Cotação do vivo é a mais baixa desde maio/15

  Cepea, 27 – As cotações do pintainho de um dia e do frango vivo seguem em queda nesta segunda quinzena de maio em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Os atuais preços dos pintainhos de um dia são os menores desde janeiro de 2013, em termos reais (valores foram deflacionados por IGP-DI de abril/16), em todas as praças pesquisadas pelo Cepea. As cotações reais do animal vivo neste mês, por sua vez, são as mais baixas desde maio/15 em todas as regiões. Enquanto os valores de todos os elos da cadeia estão em queda, os preços dos principais insumos da atividade (milho e farelo de soja) seguem em fortes altas, agravando a situação econômica do setor. Nesse cenário, indústrias vêm reduzindo os alojamentos, na tentativa de diminuir os custos, o que resulta em aumento de oferta de animais vivos para abate. Colaboradores afirmam que alguns avicultores já teriam desistido da atividade e que parte das indústrias alega diminuição nas margens.

(Fonte: Cepea –www.cepea.esalq.usp.br)

Para manter competitividade externa, setor de aves e suínos defende dólar a R$ 3,50

Para manter competitividade externa, setor de aves e suínos defende dólar a R$ 3,50

São Paulo – Líder mundial nas exportações de carne de frango e quarto maior exportador de carne suína, a cadeia agroindustrial de proteína animal do Brasil defende a manutenção da taxa cambial em patamares próximos a paridade de R$ 3,50.

De acordo com o presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, o bom desempenho registrado pelas exportações de carne de frangos e de suínos tem equilibrado a oferta interna de produtos, com a redução dos níveis de consumo em decorrência à crise econômica no país.

Neste sentido, explica Turra, há receio por parte dos exportadores quanto aos efeitos de uma eventual mudança no patamar do dólar.  Com os custos de produção em níveis elevados, os exportadores vêm trabalhando com margens mais apertadas.  Uma queda no câmbio implicaria na necessidade de reposição dos preços em dólar, o que afetaria a competitividade do país no mercado internacional.

“Temos praças em que o preço da saca de milho chega a R$ 60,00, praticamente o dobro do preço esperado para esta época.  Este insumo representa mais de 50% do total da ração.  Esta alta do milho, somada aos outros fatores como custos energéticos, combustíveis e mão-de-obra estão pressionando as margens do setor.  Já houve repasse de custos e o câmbio acima de R$ 3,50 auxilia no equilíbrio das contas. Uma queda acentuada do dólar, entretanto, agravaria ainda mais a necessidade de reposicionamento nos preços internacionais em curso.  Esta elevação não acontece rapidamente, e pioraria a situação de várias empresas que já estão no vermelho”, destaca Turra.

De acordo com o presidente da ABPA, a necessidade de um reposicionamento mais acentuado de preços (além do que já está em curso) no mercado externo causará, ainda, um outro problema: a perda de competitividade frente aos concorrentes internacionais.

“Se apresentarmos preços mais elevados neste momento do mercado, nossos concorrentes internacionais absorveriam parte da vantagem competitiva que conquistamos ao longo destes anos.  Isto poderia refletir num menor desempenho dos embarques”, explica.

Segundo os números da associação, hoje o setor gera 4,1 milhões de empregos diretos e indiretos.  Somente nas unidades produtivas são cerca de 700 mil postos de trabalho, em empresas de variados portes instaladas no interior do país.  Em 2015, foi responsável por 10% dos embarques do agronegócio, com receita de US$ 8,44 bilhões.

“É primordial mantermos o equilíbrio dos setores que estão números positivos para o país neste momento de crise.  São muitos empregos em jogo.  A perda de desempenho dos embarques seria altamente maléfica para estas regiões que tem na avicultura e na suinocultura sua principal fonte de renda”, alerta Turra.

Fonte: ABPA

 

VBP da avicultura sinaliza recuo em relação a 2015

Campinas, 18 de Maio de 2016 – O valor bruto da produção (VBP) do frango em 2016 tende a resultados inversos aos registrados em 2015, quando aumentou mais de 4%.

Pelas mais recentes projeções da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura deve ficar pouco acima de R$50,4 bilhões, o que, em valores deflacionados pelo IGP-DI de abril passado, representa queda de 2,83% em relação ao VBP de 2015.

As previsões para o ovo – cujo VBP aumentou apenas 0,6% em 2015 – não são muito diferentes, ainda que o índice de redução previsto seja menor. A valores atuais, o VBP estimado tende a ficar muito próximo de R$12 bilhões, recuando 2,11% em relação ao ano passado.

A previsão de perda, porém, não está limitada ao frango e ao ovo, pode atingir toda a produção animal, dela não escapando nem mesmo o boi. E a redução maior deve atingir suínos e leite, cujos VBPs, pelas condições atuais, podem recuar perto de 11%.

(AviSite) (Redação)