Arquivo da categoria: Agronegócio

PIB Agro CEPEA-USP/CNA Calculado pelo Cepea, com o apoio financeiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

      PIB do Agronegócio – Dados de 1995 a 2015

  • Taxas mensais de crescimento, Valores do PIB Agro (por segmento) e sua participação no PIB do Brasil (agregado e por segmento, entre 1995 e 2015).Relatório completo de junho/16

    Comentários sobre relatório de junho/16:

    O PIB do agronegócio brasileiro acumulou alta de 2,45% no primeiro semestre do ano frente a igual período de 2015. O destaque segue sendo o ramo agrícola, que cresceu 3,64% no período, enquanto o ramo pecuário caiu 0,14%. Tal movimento reflete o elevado patamar de preços de vários produtos de origem vegetal, notadamente do segmento primário (alta de 17,12% na média ponderada do segmento). Agroindústrias como a de açúcar, etanol e óleos vegetais também seguem em destaque.
    No ramo pecuário, destaca-se a alta de 9,5% no preço do leite cru que seguiu em elevação em junho, motivado pela baixa oferta do produto no mercado – com impacto direto sobre a indústria de laticínios. Os mercados de animais vivos e carnes seguem em baixa, refletindo a redução da demanda interna – neste contexto, o alívio segue com as exportações, que têm atingido elevados patamares, beneficiadas pelo dólar ainda valorizado.
    Com relação ao ambiente macroeconômico, o cenário continua desfavorável. No segundo trimestre deste ano, houve recuo de 0,6% do PIB Brasileiro com relação ao primeiro trimestre e 3,8% com relação ao mesmo período do ano passado, segundo o IBGE. Com relação à variação para o ano, o mercado prevê queda de 3,20% no PIB, conforme levantamento do último relatório Focus do Banco Central . Tal perspectiva contrasta com o resultado positivo observado no agronegócio. Verifica-se alta principalmente nas atividades que tem rentabilidade baseada nas vendas para o mercado externo, que se beneficiam do alto patamar do dólar frente ao real, levando-se à tendência de valoração de preços verificada principalmente no ramo agrícola. Ao consumidor final, no entanto, o aumento nas cotações de produtos agropecuários tem se refletido em inflação. Mesmo com o PIB brasileiro em queda e com a demanda do consumidor contraída, os preços gerais da economia seguem em alta. O IPCA acumulou elevação de 4,42% de janeiro a junho deste ano, sendo que o grupo de produtos relacionados a alimentos e bebidas apresentou avanço de 0,71% em junho, responsável por 0,18 ponto percentual do IPCA de junho, a maior contribuição entre os grupos avaliados, destacando-se altas em importantes produtos da cesta básica.

    (Cepea)

     

     

    Nota: As taxas mensais podem ser alteradas devido aos ajustes de volume feitos pelo IBGE (uma das fontes de dados para o cálculo deste PIB) em meses subsequentes. Em alguns casos, o ajuste ocorre no mês seguinte, mas, noutros, até três meses depois.

Vendas externas do agronegócio crescem 7,4% até maio e somam US$ 36,6 bilhões

Vendas externas do agronegócio  crescem 7,4%  até maio e somam US$ 36,6 bilhões

Brasília – As exportações do agronegócio brasileiro chegaram a US$ 36,7 bilhões de janeiro a maio deste ano, alta de 7,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pela Secretaria de Relações Internacionais (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O complexo soja liderou as exportações, correspondendo a 37% do total. Foram US$ 13,6 bilhões no acumulado do ano, aumento de 18,1% sobre o mesmo período de 2016. Também subiram as vendas externas de cereais, farinhas e preparações (56,8% em receita), complexo sucroalcooleiro (8,5%), produtos florestais (2,3%) e carnes (0,9%).

Exportações em maio

No mês de maio, o total exportado foi de US$ 8,59 bi, o que representa queda de 0,6% em relação ao mesmo mês de 2015. Segundo a SRI, o motivo é a queda quase generalizada nos preços internacionais dos produtos agropecuários.

Por outro lado, a quantidade exportada foi maior. As vendas do complexo soja, por exemplo, alcançaram 12 milhões de toneladas, crescimento de 8,7% na comparação com maio do ano passado. Já o setor de carnes embarcou um recorde para o período: 606 mil toneladas (+20%).

Superávit na balança

A balança comercial permaneceu com superávit no mês de maio. As exportações superaram as importações em US$ 7,6 bilhões. A China foi o principal destino dos produtos brasileiros, com negócios da ordem de US$ 3,2 bilhões.

Veja aqui e aqui os dados completos da balança

 

Fonte: Mapa

Embarques de carne de frango: o melhor maio de todos os tempos

Embarques de carne de frango: o melhor maio de todos os temposAssim, enquanto nos 12 meses anteriores a média exportada ficou em 339.733 toneladas, o volume embarcado em maio foi de 353.919 toneladas, resultado que, embora 6,5% inferior ao do mês anterior, corresponde a um aumento de mais de 21% sobre maio de 2015. Esse foi, também, o maior volume já registrado para o mês de maio.

A destacar, também, a recuperação paulatina do preço médio, processo que vem se mantendo nos últimos quatro meses. Agora, o valor registrado – US$1.497,85/t – alcança o maior nível observado desde novembro do ano passado. Mas ainda que isso represente valorização de mais de 6% sobre o mês anterior, persiste redução próxima de 12% em relação ao preço médio de maio de 2015.

A alta mensal no preço médio teve o condão de neutralizar a queda no volume embarcado no mês. Assim, a receita cambial, embora ligeiramente inferior (-0,60%), manteve-se no mesmo nível da registrada em abril passado. Ao mesmo tempo (graças ao aumento de volume e apesar da redução no preço médio) registrou-se aumento de 7% sobre o mesmo mês do ano passado.

Com os embarques de maio, o volume de carne de frango in natura acumulado nos últimos 12 meses atinge novo recorde, aproximando-se dos 4,150 milhões de toneladas. Isso corresponde a um aumento de quase 15% sobre idêntico período anterior.

Fonte: Avisite

Abiove projeta 97,9 mi de toneladas de soja no Brasil para 2015/2016

Nova revisão para baixo indica que exportações também serão menores, de 54,6 milhões de toneladas A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) reduziu novamente nesta quinta, dia 2, a sua estimativa de produção de soja do Brasil em 2015/2016 para 97,9 milhões de toneladas. Em maio, a associação havia previsto 98,6 milhões de toneladas. A Abiove também reduziu a sua projeção para a exportação de 55,3 milhões de toneladas para 54,6 milhões de toneladas. A associação manteve suas projeções de importação e processamento no atual ciclo. O esmagamento foi estimado em 40,7 milhões de toneladas, com produção de 30,9 milhões de toneladas de farelo e 8,05 milhões de toneladas de óleo. Para importação de soja em grão, a Abiove espera 300 mil toneladas. O número projetado para o estoque de passagem foi mantido em 1,73 milhão de toneladas. De janeiro a abril, as associadas da Abiove, que, segundo o relatório, representam de 75% a 79% do setor, processaram 10,257 milhões de toneladas de soja e produziram 7,811 milhões de toneladas de farelo e 2,047 milhões de toneladas de óleo. A Abiove projeta que a receita decorrente das exportações de soja em grão em 2016 deve somar US$ 19,110 bilhões. Já as divisas obtidas com vendas externas de farelo e óleo devem totalizar US$ 5,02 bilhões e US$ 1,020 bilhão, respectivamente.

Fonte: Abiove

 

Mapa cria grupo de trabalho para desburocratizar normas e procedimentos do setor

 

Equipe é formada por técnicos da Secretaria de Defesa Agropecuária

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou um grupo de trabalho (GT) para propor mudanças de normas e procedimentos, a fim de melhorar e agilizar as ações da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA). A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (03).

A SDA é um dos pilares do ministério. A área cuida da sanidade e inspeção animal e vegetal, vigilância agropecuária e fiscalização de insumos, entre outros temas.

Segundo o secretário interino de Defesa Agropecuária, Guilherme Marques, o GT vai propor ações, por exemplo, para desburocratizar e dar agilidade nas exportações, por meio de mudanças nos processos de concessão de certificados e de documentos para liberação dos produtos agrícolas nos portos. Outro objetivo é criar certificados fitossanitários padrões com o mesmo objetivo de agilizar as vendas externas brasileiras, além de manter mercados.

O grupo de trabalho é formado cinco técnicos que trabalham em setores como sanidade vegetal, saúde animal, fiscalização de insumos pecuária e consultoria jurídica. E terá prazo de 30 dias, prorrogável por igual período, para apresentar o relatório final. O coordenador do GT é o secretário-executivo do Mapa, Eumar Novacki.

Fonte: Mapa

Exportações de carne de frango crescem 16,28% em maio e no ano rendem US$ 2,722 bilhões

São Paulo – As exportações brasileiras de carne de frango mantiveram a tendência de crescimento para o ano de 2016 e novamente registraram alta mensal.  De acordo com os números levantados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques totais (considerando produtos in natura, embutidos, salgados e industrializados) chegaram a 393,8 mil toneladas em maio, volume 19,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Com o resultado de maio, o setor acumulou alta de 16,28% nos cinco primeiros meses de 2016 em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a 1,854 milhão de toneladas.

Na receita cambial, o setor registrou crescimento pelo terceiro mês consecutivo.  Em maio, foram obtidos US$ 612,8 milhões com as vendas internacionais, saldo 4,9% superior em relação ao quinto mês de 2015.  No acumulado de 2016, o resultado está apenas 0,68% inferior ao realizado entre janeiro e maio do ano passado, com total de US$ 2,722 bilhões nos cinco primeiros meses neste ano.

“A curva de preço médio do setor voltou a apresentar um movimento ascendente em maio, graças ao bom fluxo da demanda internacional. Esta demanda também tem equilibrado a situação do mercado interno, que enfrenta os impactos da desaceleração econômica registrada neste ano. Apesar dos bons resultados, o setor ainda sofre impactos dos aumentos do preço do milho e, mais recentemente, do farelo da soja”, explica Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA.

Já no saldo em reais, houve crescimento tanto no resultado mensal, quanto no acumulado de 2016.  As vendas de maio geraram uma receita de R$ 2,139 bilhões – elevação de 19,7% na comparação com o mesmo período de 2015.  A receita total do ano chegou a R$ 10,148 bilhões, dado 25,47% maior em relação ao obtido entre janeiro e maio de 2015.

“Novamente a China se mostrou um dos grandes destaques do ano, com volumes de exportação superiores a 50 mil toneladas no mês.  Outros mercados como a Arábia Saudita, Hong Kong, Rússia, Emirados Árabes Unidos e México apresentaram forte elevação, o que justifica a expressiva alta mensal”, analisa Ricardo Santin, vice-presidente de aves da ABPA.

Suíno in natura – Os embarques de carne suína também têm apresentado forte ritmo de crescimento neste ano.  Conforme os dados obtidos pela ABPA, os embarques de produtos in natura totalizaram em maio 55,2 mil toneladas, volume 36% superior em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

Já entre janeiro e maio, a alta chegou a 62%, com 247,8 mil toneladas de carne suína in natura embarcadas.

Em receita cambial, houve crescimento de 8% no resultado de maio em comparação com o ano anterior, chegando a US$ 113,5 milhões.  No total do ano, o saldo chegou a US$ 460,6 milhões, número 19% superior ao obtido nos cinco primeiros meses de 2015.

Em reais, o crescimento chegou a 25% em maio, com R$ 401,5 milhões, e a 49% no ano, com R$ 1,718 bilhão obtidos entre janeiro e junho de 2016.

“Os mercados da Ásia e do Leste Europeu continuam incrementando suas compras.  Assim como no setor de aves, as vendas internacionais estão reduzindo os efeitos da crise brasileira, melhorando a relação oferta-demanda no mercado interno”, destaca Rui Eduardo Saldanha Vargas, vice-presidente técnico da ABPA.

 

Fonte: ABPA

Exportações de carnes para a China são destaques na balança comercial brasileira em maio

Exportações de carnes para a China são destaques na balança comercial brasileira em maio

Brasília – Dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, na quarta-feira (01/06), revelaram que as exportações brasileiras alcançaram US$ 17,57 bilhões em maio deste ano, aumento de 4,78% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a maio, as vendas externas somam US$ 75,7 bilhões, crescimento de 2,98% em comparação com os números de 2015.

Algumas cadeias do agronegócio foram decisivas para esse aumento nas vendas externas do país. No setor de carnes, houve incremento nas exportações de carne bovina, que chegaram a US$ 398 milhões (aumento de 8,7% em relação a maio de 2015), carne suína (US$ 113 milhões em vendas, aumento de 3,1%) e carne de frango (US$ 530 milhões, aumento de 2%).  Esses aumentos tiveram um destaque: China.

O país asiático importou 111% mais carne de frango do Brasil do que em maio de 2015.  Para a carne suína, o incremento aproximou-se de 19 mil por cento, pois no mesmo mês do ano passado as exportações dessa carne, para a China, foram de apenas US$ 70,8 mil. Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o câmbio mais favorável e a habilitação de novas plantas brasileiras à exportação foram fatores decisivos para o resultado obtido.

Desde dezembro, os chineses habilitaram 11 novas plantas de carne de frango e seis de carne suína a exportarem ao país. No total, o Brasil possui, hoje, 39 plantas de carne de frango e 12 de carne suína aptas a exportar para a China. No caso da carne bovina in natura, a China liderou as compras do Brasil, que chegaram a 20 mil toneladas em maio, vindo em seguida Egito e Hong Kong.

Também houve aumento nas exportações de açúcar em bruto (US$ 539 milhões, aumento de 17,2%), óleo de soja em bruto (US$ 124 milhões em vendas, aumento de 36%), madeira serrada (US$ 44 milhões em vendas, aumento de 3,1%), algodão em bruto (US$ 39 milhões, aumento de 40,7%) e suco de laranja não congelado (US$ 96 milhões em vendas, aumento de 28,1%).

Importações

Em maio, as importações brasileiras somaram US$ 11,13 bilhões, valor 20,5% inferior ao do mesmo mês de 2015. Com esse resultado, no acumulado do ano, o Brasil importou US$ 53,83 bilhões, 30% a menos em comparação com o ano passado, quando as compras externas do país chegaram a US$ 77 bilhões. Contribuíram para esse resultado as quedas nas compras de trigo em grão, óleo de girassol e óleo de soja em bruto originários do Mercosul, máquinas para uso agrícola e etanol dos Estados Unidos; e carne bovina da Austrália.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Elaboração SRI/CNA.

Tais resultados de exportação e importação garantiram superávit de US$ 6,44 bilhões, o melhor resultado para maio desde 1989. Já no acumulado de janeiro a maior, o superávit foi de US$ 19,68 bilhões. No mesmo período de 2015, o Brasil registrava um déficit de US$ 2,3 bilhões.

Os números da balança comercial divulgados nesta semana demonstraram a força do agronegócio brasileiro, tanto no mercado interno, liderando as vendas do país, quanto no mercado internacional, ganhando novos mercados e se consolidando ainda mais naqueles já existentes. Os dados demonstram também o papel da China como grande importador mundial de alimentos e como as proteínas animais têm sido mais demandadas pela população daquele país asiático.

Fonte: CNA