Arquivo mensal: março 2018

S&P reduz nota da BRF para “BB+”, perspectiva negativa

SÃO PAULO (Reuters) – A agencia de classificação de risco Standard & Poor’s reduziu para “BB+” a nota de crédito da exportadora de carne de frango BRF (SA:BRFS3), definindo a perspectiva como negativa, sinalizando que novos cortes podem ocorrer no curto prazo.
A redução coloca a empresa em grau especulativo na escala da S&P. Antes do corte a nota ainda estava no patamar de grau de investimento, em “BBB-“.
“Os diversos eventos negativos recentes, somados a um balanço patrimonial mais fraco do que o histórico, deverão dificultar uma redução mais significativa da alavancagem da produtora brasileira de alimentos BRF no curto prazo, fatores estes que seriam essenciais para a manutenção do grau de investimento”, afirmou a S&P em comunicado.
“A perspectiva negativa continua refletindo os desafios que a empresa enfrentará¡ para recuperar suas margens e reduzir seu i­ndice de divida sobre EBITDA a um ni­vel na faixa de 3,5 a 4,0 vezes em 2018. Ao mesmo tempo, um enfraquecimento da governança ou uma deterioração no acesso ao refinanciamento de di­vidas também poderão afetar a qualidade de crédito da empresa”, acrescentou a agencia.
A BRF encerrou 2017 com relação di­vida li­quida sobre Ebitda de 4,79 vezes ante 3,25 vezes no final de 2016.

Análise gráfico diário soja

rNesse gráfico temos a mesma retração que a que está no gráfico abaixo, a diferença é que cada barra dessas representa um dia nesse gráfico e uma semana no que está abaixo. Como podem ver a configuração do gráfico muda conforme mudamos o tempo gráfico. Esse gráfico sinaliza que é possível, não provável, que o preço vá até os 10,20 atingindo a retração de  0,50%, ou mesmo na região dos 10 dólares que é a retração dos 0,61%. Se houver o movimento de queda e for forte o preço vai parar no mesmo valor do inicio do ano que é em torno de 9,40.

Nova análise do gráfico semanal soja

rVemos no gráfico semanal acima uma retração de Fibonacci do inicio do ano para cá. Na semana passada o preço caiu por conta de boataria, sendo que nessa semana encerrada ontem o preço voltou a se recuperar, porém sem muita força. A região de 10,48 é região de resistência. Para que o preço volte na região dos 10,80 é necessário portanto que rompa aquela retração de 0,21% do gráfico semanal. Para uma recuperação mais rápida o preço deve fechar a próxima semana no topo da retração, os 10,80, ou acima.

Fique por dentro das 5 principais notícias do mercado desta sexta-feira

© Reuters.  5 fatos principais do mercado nesta sexta-feira © Reuters. 5 fatos principais do mercado nesta sexta-feira

Investing.com – Confira as cinco principais notícias desta sexta-feira, 16 de março, sobre os mercados financeiros:

1. Mercados mantêm foco em turbulência política e preparativos para tarifas

A agitação política na Casa Branca continuava a manter os mercados em alerta após uma matéria do Washington Post de que o conselheiro de segurança nacional H.R. McMaster seria o próximo na lista dos que vão deixar a administração.

As notícias inicialmente fizeram o mercado futuro dos EUA cair, embora aumentassem as especulações de que seria apenas uma questão de tempo antes que McMaster, que havia tomado partido do agora ex-assessor econômico Gary Cohn contra as a tarifas a serem impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, fosse demitido.

No entanto, a secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, negou mais tarde as informações após ter falado tanto com o presidente quanto com McMaster.

“Ao contrário do que dizem as matérias, eles têm uma boa relação de trabalho e não haverá mudanças no Conselho de Segurança Nacional”, afirmou ela.

Temores de que os planos de Trump de implementar sobretaxas provoquem uma guerra comercial global deixavam cautelosos os participantes do mercado conforme eles observam as reações ao redor do globo.

Nas últimas notícias, o jornal alemão F.A.Z. afirmou que a Comissão Europeia teria alertado membros da União Europeia de que estariam sendo “muito otimistas” com o fato de que teriam uma isenção dos EUA em relação às tarifas sobre o aço e o alumínio.

O relatório indicou que a comissária europeia de comércio, Cecilia Malmström, está tentando se reunir com o secretário norte-americano de comércio, Wilbur Ross, para discutir o assunto.

2. Série de dados deve orientar negociações

Investidores aguardam uma série de dados, que deverão ser divulgados ao longo desta sexta-feira, enquanto se preparam para a decisão de política monetária do Federal Reserve na semana que vem.

Investidores irão se concentrar na leitura preliminar da percepção do consumidor em março da Universidade de Michigan às 11h00.

Também em pauta, participantes do mercado irão assimilar dados do setor imobiliário na forma de licenças de construção e construção de casas novas em fevereiro, em conjunto com dados da produção industrial no mesmo mês e com o estudo sobre ofertas de empregos e rotatividade no trabalho (JOLTS, na sigla em inglês) em relação ao primeiro mês do ano.

3. Bolsas dos EUA apresentam pouca movimentação

Embora as bolsas tenham fechado com sinais desiguais no dia anterior, com o Dow se recuperando de algumas das perdas da semana causadas por preocupações com guerras comerciais, o mercado futuro dos EUA apontava para uma abertura estável nesta sexta-feira, já que investidores começavam a voltar suas atenções aos anúncios de política monetária do Fed na semana que vem. Às 06h51, o blue chip futuros do Dow caía 16 pontos, ou 0,06%, os futuros do S&P 500 avançavam um ponto, ou 0,03%, enquanto o índice futuro de tecnologia Nasdaq 100 tinha queda de dois pontos ou 0,02%.

Do outro lado do Atlântico, bolsas europeias estavam em alta nesta sexta-feira, sustentadas por notícias de fusões e aquisições, embora o índice pan-europeu Stoxx 600 ainda estivesse no caminho de fechar a semana com perdas devido a temores de guerras comerciais.

Mais cedo, bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta sexta-feira, já que notícias envolvendo a possível demissão de McMaster geraram negociações avessas ao riscos e preocupações contínuas com o quadro do comércio geral levaram os investidores a se manterem cautelosos.

4. Carteira da China de títulos do Tesouro dos EUA no menor nível em 8 meses

A carteira da China de títulos do Tesouro dos EUA chegou ao menor nível desde julho devido a preocupações de que um possível aumento na inflação forçaria o Fed a agilizar o ritmo dos aumentos de juros.

O portfólio da China de títulos norte-americano caiu para US$ 1,17 trilhão em janeiro a partir de US$ 1,18 trilhão no mês anterior.

A China ainda é o maior detentor de dívida norte-americana, à frente do Japão cujo Departamento do Tesouro afirmou possuir US$ 1,07 trilhão.

5. Petróleo na direção de perdas na semana pois preocupações com produção continuam a pressionar

Embora a cotação do petróleo estivesse subindo no início do pregão desta sexta-feira, ainda estava no caminho de perdas na semana, já que preocupações com o excesso global de oferta continuavam fortes devido ao aumento incessante na produção dos EUA.

Contratos futuros de petróleo bruto nos EUA avançavam 0,31%, atingindo US$ 61,38 às 06h51, enquanto o petróleo Brent tinha ganhos de 0,20%, com o barril negociado a US$ 65,25.

Mesmo com os ganhos de sexta-feira, a referência norte-americana estava no caminho de perdas na semana em torno de 1%, ao passo que o barril de Londres caía cerca de 0,3%.

Mesmo com o acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo para reduzir a produção neste ano, a produção de shale dos EUA tem neutralizado as tentativas de reequilibrar o mercado.

O relatório mensal do cartel, divulgado nesta semana, prevê que a oferta fora do grupo terá aumento neste ano de cerca de 1,60 milhão de barris por dia, o que se compara à estimativa prévia de aumento de 1,40 milhão de barris por dia.

Fique por dentro das 5 principais notícias do mercado desta sexta-feira
 

Boa notíca: mercado reduz projeção para déficit primário em R$ 10 bi e dívida para 75% do PIB

Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda reduziram a previsão do déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) este ano de R$ 149,186 bilhões para R$ 139,132 bilhões. A meta para este ano é R$ 159 bilhões.

A pesquisa apresenta também a projeção para a dívida bruta do governo geral, que, na avaliação das instituições financeiras, deve ficar em 75% do Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas no país), ante a previsão anterior de 75,5% para este ano. Para 2019, o cálculo foi ajustado de 77,20% para 76,95% do PIB.

A projeção consta da pesquisa Prisma Fiscal, elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, com base em informações de instituições financeiras. O resultado foi divulgado hoje (15), em Brasília. Para 2019, a estimativa de déficit ficou em R$ 111,892 bilhões, contra R$ 119 bilhões previstos no mês passado.

A notícia é boa pois significa que o governo buscará menos dinheiro no mercado para financiar sua operação. Com isso, pressionará menos os juros. O déficit menor também ajuda no controle da inflação e dá mais segurança para os investidores em títulos públicos, que estão na maioria dos fundos de investimentos e no Tesouro Direto.

A projeção de arrecadação das receitas federais este ano somou R$ 1,455 trilhão, um pouco acima da estimativa anterior: R$ 1,450 trilhão. Para 2019, a estimativa é R$ 1,569 trilhão, ante R$ 1,563 previsto no mês passado.

As informações são da Agência Brasil.