O Politicamente Correto Tem Que Ser Combatido de Frente

O politicamente correto é a principal e mais importante ferramenta de guerra política criada pela esquerda nas últimas décadas, destinada a cercear a liberdade de expressão e estabelecer unilateralmente quais temas e quais opiniões são admissíveis no debate público, excluindo de antemão toda e qualquer opinião contrária ou que não se enquadre nesse limites estabelecidos pela esquerda. Limites destinados a fazer avançar a agenda ideológica esquerdista no campo da cultura, dos valores éticos e morais e do imaginário coletivo das pessoas.

O politicamente correto consegue avançar em seu propósito de construir a hegemonia do pensamento esquerdista porque as pessoas em condições de enfrentá-lo e contestá-lo são covardes o bastante para se recusar a fazê-lo. Vimos um exemplo dessa covardia essa dias no Brasil, onde os episódios de violência em presídios deram à esquerda a oportunidade de trazer novamente para a esfera da opinião pública sua visão segundo a qual criminosos devem ser protegidos pela sociedade e pelo estado, que deve também empenhar todos os esforços para “ressocializá-los”. Não há nessa visão qualquer menção às vítimas desse criminosos, e a noção de responsabilidade individual é simplesmente ignorada.

A covardia em questão está no posicionamento de algumas figuras públicas que sabidamente não são de esquerda, mas que preferiram tratar desses episódios não por meio da contestação da narrativa esquerdista, mas pelo esforço de se adequar a ela ou pelo menos não confrontá-la. Qual a razão dessa postura, dessa concessão ao politicamente correto por parte de quem não é de esquerda? Ficar bem na foto com os colegas de redação daquele jornal, ou daquela revista, ou daquela emissora de televisão?

Não se combate nem se enfrenta o politicamente correto respeitando seus pressupostos. É preciso fazer exatamente o oposto: é necessário contestar as imposições do politicamente correto a partir do desmascaramento de suas teses centrais, como ressocialização de criminosos, justiça social e outras palavras-gatilho que a esquerda criou justamente para estabelecer as fronteiras do campo de discussão admissível e aceitável. É preciso romper essas fronteiras, e não se limitar a elas com um discurso supostamente mais racional. Uma racionalidade que apenas esconde a covardia de não fazer a guerra política contra a esquerda da maneira que ela deve ser feita

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