Arquivo mensal: outubro 2016

PIB Agro CEPEA-USP/CNA Calculado pelo Cepea, com o apoio financeiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

      PIB do Agronegócio – Dados de 1995 a 2015

  • Taxas mensais de crescimento, Valores do PIB Agro (por segmento) e sua participação no PIB do Brasil (agregado e por segmento, entre 1995 e 2015).Relatório completo de junho/16

    Comentários sobre relatório de junho/16:

    O PIB do agronegócio brasileiro acumulou alta de 2,45% no primeiro semestre do ano frente a igual período de 2015. O destaque segue sendo o ramo agrícola, que cresceu 3,64% no período, enquanto o ramo pecuário caiu 0,14%. Tal movimento reflete o elevado patamar de preços de vários produtos de origem vegetal, notadamente do segmento primário (alta de 17,12% na média ponderada do segmento). Agroindústrias como a de açúcar, etanol e óleos vegetais também seguem em destaque.
    No ramo pecuário, destaca-se a alta de 9,5% no preço do leite cru que seguiu em elevação em junho, motivado pela baixa oferta do produto no mercado – com impacto direto sobre a indústria de laticínios. Os mercados de animais vivos e carnes seguem em baixa, refletindo a redução da demanda interna – neste contexto, o alívio segue com as exportações, que têm atingido elevados patamares, beneficiadas pelo dólar ainda valorizado.
    Com relação ao ambiente macroeconômico, o cenário continua desfavorável. No segundo trimestre deste ano, houve recuo de 0,6% do PIB Brasileiro com relação ao primeiro trimestre e 3,8% com relação ao mesmo período do ano passado, segundo o IBGE. Com relação à variação para o ano, o mercado prevê queda de 3,20% no PIB, conforme levantamento do último relatório Focus do Banco Central . Tal perspectiva contrasta com o resultado positivo observado no agronegócio. Verifica-se alta principalmente nas atividades que tem rentabilidade baseada nas vendas para o mercado externo, que se beneficiam do alto patamar do dólar frente ao real, levando-se à tendência de valoração de preços verificada principalmente no ramo agrícola. Ao consumidor final, no entanto, o aumento nas cotações de produtos agropecuários tem se refletido em inflação. Mesmo com o PIB brasileiro em queda e com a demanda do consumidor contraída, os preços gerais da economia seguem em alta. O IPCA acumulou elevação de 4,42% de janeiro a junho deste ano, sendo que o grupo de produtos relacionados a alimentos e bebidas apresentou avanço de 0,71% em junho, responsável por 0,18 ponto percentual do IPCA de junho, a maior contribuição entre os grupos avaliados, destacando-se altas em importantes produtos da cesta básica.

    (Cepea)

     

     

    Nota: As taxas mensais podem ser alteradas devido aos ajustes de volume feitos pelo IBGE (uma das fontes de dados para o cálculo deste PIB) em meses subsequentes. Em alguns casos, o ajuste ocorre no mês seguinte, mas, noutros, até três meses depois.

Em setembro, IBGE prevê safra de grãos 12,3% menor que a de 2015

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A nona estimativa de 2016 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 183,9 milhões de toneladas, 12,3% inferior à obtida em 2015 (209,6 milhões de toneladas). Em termos absolutos são 25,7 milhões de toneladas a menos em relação à produção obtida na safra anterior. Na comparação com a avaliação de agosto a queda é de 1,2%, uma redução de 2,2 milhões de toneladas.

A área a ser colhida é de 57,1 milhões de hectares, 0,7% menor que a do ano anterior (57,5 milhões de hectares), tendo uma redução de 0,4% em setembro, o que representa 236.580 hectares.

Arroz, milho e soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,6% da estimativa da produção e responderam por 87,9% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimo de 2,8% na área da soja e reduções de 1,3% na área do milho e de 9,7% na área de arroz. No que se refere à produção, as avaliações foram negativas em 1,4% para a soja, em 14,9% para o arroz e em 25,2% para o milho, quando comparadas a 2015.

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui

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Regionalmente, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 75,3 milhões de toneladas; Sul, 72,7 milhões de toneladas; Sudeste, 19,6 milhões de toneladas; Nordeste, 9,8 milhões de toneladas; e Norte, 6,5 milhões de toneladas. Comparativamente à safra passada, houve redução de 2,1% na região Sudeste, de 14,9% na região Norte, de 40,1% na região Nordeste, de 16,1% na região Centro-Oeste e de 4,1% na região Sul. Nessa avaliação, o Mato Grosso liderou como maior produtor de grãos, com uma participação de 24,1%, seguido pelo Paraná (19,2%) e Rio Grande do Sul (17,1%), que, somados, representaram 60,4% do total nacional previsto.

Estimativa de setembro em relação a agosto de 2016

No Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de setembro, destacaram-se as variações nas estimativas de produção, comparativamente ao mês de agosto: algodão herbáceo (-2,0%), cacau (-11,9%), café arábica (3,3%), café canephora (-2,7%), feijão em grão 1ª safra (-0,9%), feijão em grão 2ª safra (-6,6%), feijão em grão 3ª safra (-1,7%), mandioca (7,8%), milho em grão 1ª safra (-1,0%), milho em grão 2ª safra (-3,4%) e sorgo (-5,7%).

ALGODÃO (em caroço) – A estimativa para 2016 foi reduzida em 2,0% frente ao mês anterior, passando para 3,3 milhões de toneladas, em decorrência das reavaliações das produções do Mato Grosso e do Piauí.

CACAU (em amêndoa) – A estimativa para a produção em setembro foi de 214.497 toneladas, 11,9% abaixo da do mês anterior. A área plantada e a área a ser colhida não apresentaram variações. O rendimento médio esperado, de 303 kg/ha, apresentou redução de 12,2%. Os dados refletiram as estimativas do Pará, que apresentaram este mês quedas de 25,3% na produção e no rendimento médio.

CAFÉ (em grão) – A estimativa da produção alcançou 2,9 milhões de toneladas, ou 48,9 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 2,3% frente ao mês anterior. No mês, a estimativa da produção do arábica apresenta crescimento de 3,3%, enquanto que, para o canephora (conillon), a projeção é de redução de 2,7%. Em Minas Gerais, maior produtor do arábica, a colheita das lavouras se aproxima do final, confirmando a excelente safra do produto, recuperando-se após dois anos de produção em baixa. O estado aguarda colher 1,7 milhão de toneladas, ou 28,5 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 3,7% frente ao mês anterior. São Paulo, outro importante estado produtor, também teve sua safra reavaliada, apresentando crescimento de 8,0% frente ao mês anterior. A produção esperada é de 354 mil toneladas, ou 5,9 milhões de sacas de 60 kg. Em contrapartida, a estimativa da produção do conillon, que tem como maior produtor do país, o Espírito Santo, continuou apresentando queda nas variáveis área colhida, produção e rendimento médio.

FEIJÃO (em grão) – O total da produção de feijão caiu 3,3% este mês. Porém, no ano, a queda já chega a 15,3%. O feijão 1ª safra apresentou queda de 0,9% em função da seca que atingiu a região Nordeste, o que provocou reavaliações das estimativas nos estados do Piauí (-31,6%), Pernambuco (-10,8%) e Rio Grande do Norte (-4,5%). O feijão 2ª safra também foi reavaliado negativamente em 6,6%, com queda acentuada na Bahia (-46,3%) onde a estiagem atinge a meso-região nordeste do estado, uma das principais áreas produtoras. No Pará e no Espírito Santo, a redução foi de 4,2% e 2,8%, respectivamente, e deve-se à reavaliação da área colhida. No Rio Grande do Norte, a área plantada aumentou 166,7%, assim como o rendimento médio que subiu 57,6% em função do plantio de 250 ha irrigados de feijão. No caso do feijão 3ª safra, a redução foi de 1,7%, com decréscimos de 9,1% em São Paulo e 2,6% em Mato Grosso, devido às reavaliações no rendimento médio.

MANDIOCA (raiz) – A estimativa da produção de mandioca deve alcançar 24,1 milhões de toneladas, aumento de 7,8% frente ao mês anterior. A informação de setembro trouxe aumento de 4,5% na área a ser colhida e de 3,2% no rendimento médio. Os dados refletem as informações do Pará, que este mês informou aumento de 45,8% na estimativa da produção, de 20,5% na área plantada, de 19,7% na área a ser colhida e de 21,9% no rendimento médio. O Pará deve obter uma produção de 6,1 milhões de toneladas de raízes e responder por 25,3% da produção esperada pelo país.

MILHO (em grão) – A produção estimada foi de 63,8 milhões de toneladas, 2,5% menor que a avaliada em agosto. A 1ª safra de milho registrou nova redução da produção. Espera-se obter 24,3 milhões de toneladas, decréscimo de 1,0% em comparação com agosto (-255.786 t). A área colhida também foi reduzida em 0,9% e estimada em 5,1 milhões de hectares. As unidades da federação que mais influenciaram a redução da expectativa de produção, quando comparadas a agosto, foram: Santa Catarina, que reduziu em 170.637 toneladas (-6,3%); Piauí, menos 49.690 toneladas (-8,2%); São Paulo, menos 27.870 toneladas (-1,0%); Ceará, menos 5.458 toneladas (-4,2%); e Pernambuco, menos 3.044 toneladas (-9,8%). O Mato Grosso foi o único estado que apresentou acréscimo de 1,1% na produção, devido à localização de novas áreas de plantio. As avaliações de setembro para o milho 2ª safra foram menores em 1,4 milhão de toneladas (-3,4%), quando comparadas com agosto. A redução de 2,8% do rendimento médio foi responsável pela menor expectativa de produção, estimada em 39,5 milhões de toneladas. As previsões negativas da produção que mais influenciaram este levantamento foram as do Mato Grosso, menos 701.031 toneladas (-4,4%); Paraná, menos 393.201 toneladas (-3,6%); Bahia, menos 139.200 toneladas (-33,9%); Minas Gerais, menos 118.048 toneladas (-12,9%); Sergipe, menos 55.573 toneladas (-22,8%); e Piauí, menos 36.401 toneladas (-46,8%). Variaram positivamente São Paulo, mais 58.923 toneladas (+4,2%) e Acre, mais 382 toneladas (+34,9%).

SORGO (grão) – A estimativa da produção do sorgo em 2016 alcançou 1,1 milhão de toneladas, queda de 5,7% frente ao mês anterior, tendo o rendimento médio caído 5,3%. Os dados refletiram, principalmente, a menor estimativa da produção para Minas Gerais, segundo maior produtor do país. A nova estimativa é de 348,5 mil toneladas, queda de 12,6% frente ao mês anterior, resultado da reavaliação do rendimento médio que caiu 12,8%. Em São Paulo, houve queda de 16,6% na estimativa da produção em relação ao mês anterior, tendo a área plantada e a área a ser colhida caído 7,8% e o rendimento médio, também reduzido em 9,6%.

Estimativa de setembro de 2016 em relação à produção obtida em 2015

Dentre os 26 principais produtos, sete cresceram na estimativa de produção em relação ao ano anterior: aveia em grão (45,4%), café em grão-arábica (23,6%), cebola (4,1%), cevada em grão (66,8%), mandioca (4,3%), trigo em grão (12,8%) e triticale em grão (32,3%). Com variação negativa foram 19 produtos: algodão herbáceo em caroço (-19,5%), amendoim em casca 1ª safra (-9,8%), amendoim em casca 2ª safra (-26,6%), arroz em casca (-14,9%), batata-inglesa 1ª safra (-3,1%), batata-inglesa 2ª safra (-7,2%), batata-inglesa 3ª safra (-6,0%), cacau em amêndoa (-21,5%), café em grão-canephora (28,2%), cana-de-açúcar (-1,9%), feijão em grão 1ª safra (-14,5%), feijão em grão 2ª safra (-20,6%), feijão em grão 3ª safra (-2,4%), laranja (-4,9%), mamona em baga (-51,9%), milho em grão 1ª safra (-16,1%), milho em grão 2ª safra (-29,8%), soja em grão (-1,4%) e sorgo em grão (-45,9%).

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é uma pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas, cujas informações são obtidas por intermédio das Comissões Municipais (COMEA) e/ou Regionais (COREA); consolidadas em nível estadual pelos Grupos de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (GCEA) e posteriormente, avaliadas, em nível nacional, pela Comissão Especial de Planejamento Controle e Avaliação das Estatísticas Agropecuárias (CEPAGRO) constituída por representantes do IBGE e do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA). Em atenção a demandas dos usuários, os levantamentos para cereais (arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo e triticale), leguminosas (amendoim e feijão) e oleaginosas (caroço de algodão, mamona, soja e girassol) foram realizados em estreita colaboração com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), continuando um processo de harmonização das estimativas oficiais de safra, iniciado em março de 2007, para as principais lavouras brasileiras.

 

 

 

 

Pobre mas livre

Guy Franco

 

As cabeças mais brilhantes e iluminadas do país reclamam dos resultados da última eleição municipal. Principalmente em São Paulo. Vi muita gente esculachando a periferia, que preferiu eleger um playboy capitalista a um prefeito cujo governo foi quase todo voltado para o centro expandido da capital. São pessoas que sabem do que falam. Afinal, votam pelo pobre. E quem melhor do que pessoas esclarecidas que votam e pensam e falam pelo pobre para dizer aos pobres o que é melhor para a vida deles?

São os guardiões do Bem e da Verdade. Mas aos olhos desses super-heróis da comiseração, parece que o pobre não é exatamente um indivíduo autônomo capaz de pensar por si e escolher seu caminho na vida sem uma mão paternalista para os conduzir. O pobre está mais para um cão abandonado na rua que depende da generosidade de terceiros; no caso, da generosidade dos eleitores politicamente esclarecidos.

Ou é isso ou o pobre é um desinformado, burro, sem instrução; um estorvo físico que deveria ser extirpado do planeta, como li estes dias na página de um intelectual e professor da Universidade de Brasília.

Esse tipo de pensamento não é novidade e vive aparecendo na internet – mais do que fora dela, claro, porque o eleitor bom, justo e politicamente esclarecido do centro expandido dificilmente cruza na rua com alguém que mora em Guaianases ou Cidade Ademar (nem sabe apontar no mapa da cidade onde esses bairros ficam).

Não é fácil ser pobre no Brasil ou em São Paulo. O pobre, aqui, não tem autonomia sobre a própria vida, sobre as próprias escolhas. O circo em volta dele tenta de todas as maneiras prolongar a sua dependência. É mais vantagem o pobre como um sujeito infantil e com a maturidade de um mamão verde do que uma pessoa crescida e independente. O pobre independente não serve mais para a causa. E quem não serve para a causa pode e deve ser esculachado, entre outras coisas.

Milho e açúcar salvam saldo da balança comercial do agronegócio

Há uma ano, quando se projetavam as expectativas para a balança comercial agropecuária deste ano, os indicadores não eram tão atraentes como estão.

Previam-se uma safra mundial de grãos maior, recuperação dos estoques mundiais e, consequentemente, uma forte queda internacional dos preços.

As duas primeiras hipóteses ocorreram, mas não se imaginava que o apetite chinês se manteria tão aguçado também neste ano.

Além das tradicionais compras de soja no Brasil, os chineses vieram buscar açúcar e carnes, o que os colocaram entre os principais importadores desses produtos do Brasil.

Os preços médios de vários produtos da balança até caíram, mas não com a intensidade prevista. Mesmo assim, o maior volume exportado compensou, em parte, a queda de divisas de vários itens.

Dois produtos, em especial, foram decisivos para que a receita da balança comercial não fosse pior neste ano: açúcar e milho.

No primeiro caso, as exportações deste ano já atingem US$ 7,37 bilhões, com evolução de 38%. As vendas externas de açúcar bruto foram os destaques, somando US$ 5,9 bilhões, 42% mais do que em igual período de 2015.

O bom desempenho do setor de açúcar se deve à aceleração dos preços internacionais. Após vários anos de oferta acima da demanda, começa a faltar açúcar.

Em apenas dois anos (em 2016 e em 2017), a demanda mundial do produto vai superar em 14 milhões de toneladas a produção.

O resultado foi que os preços dobraram na Bolsa de commodities de Nova York em um ano. Nesta segunda-feira (3), o primeiro contrato foi negociado a 22,67 centavos de dólar por libra peso.

O açúcar vai continuar sendo um fator positivo para a balança comercial nos próximos anos, uma vez que a previsão de deficit da oferta, em relação ao consumo, deve avançar até 2020.

Os bons preços devem incentivar a produção em outros mercados, mas o Brasil é o principal produtor mundial e se beneficiará dos custos menores de produção do que em outros países.

O milho, assim como o açúcar, ajuda a manter o saldo da balança do agronegócio neste ano. O fôlego para esse produto daqui para a frente, no entanto, é menor.

O Brasil aliou, nos últimos anos, avanço de produção no país, quebra de safra nos Estados Unidos e dólar favorável para as exportações. O resultado foram vendas externas recordes em 2015.

O cenário para o milho, embora ainda haja mercado externo para o produto brasileiro, já não é tão favorável. Os Estados Unidos e Argentina, dois tradicionais exportadores, terão produção recorde nesta safra 2016/17. Além, disso, o dólar já não é tão favorável como foi em bom período do ano passado.

Neste ano, as exportações de milho já somam US$ 3,2 bilhões até setembro, 44% mais do que em igual período do ano passado, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

A soja se mantém líder da balança comercial brasileira. Nos nove primeiros meses, as vendas externas do complexo soja (grãos, óleo e farelo) somam US$ 23,5 bilhões, 4% inferior às de 2015.

Embora menores, as receitas deste ano ficam bem acima das previsões iniciais, que indicavam um volume financeiro próximo de US$ 20 bilhões para o ano.

Outro setor de destaque das exportações brasileiras são as carnes. Considerando apenas os produtos “in natura”, a Secex aponta receitas de US$ 8,8 bilhões neste ano, um volume próximo dos US$ 9 bilhões de janeiro a setembro de 2015.

O café, o quinto produto em importância na balança do agronegócio, teve receitas de US$ 3,3 bilhões neste ano, 21% menos do que igual período do ano passado, segundo a Secex.

(Folha de S. Paulo ) (Mauro Zafalon)

Carnes obtêm a maior receita cambial dos últimos 14 meses

 Em setembro, as exportações brasileiras das três principais carnes – pela ordem, de frango, bovina e suína – obtiveram receita cambial de US$1,110 bilhão, resultado que representou aumentos de 9,96% e 4,12% sobre, respectivamente, o mês anterior e o mesmo mês de 2015. Essa foi, também, a maior receita cambial auferida pelas carnes desde agosto do ano passado.

Próximos das 510 mil toneladas, os embarques do mês aumentaram 8,65% sobre o mês anterior e 7,42% sobre setembro de 2015. Neste caso, a variação anual só não foi maior porque houve pequeno recuo (em relação ao mesmo mês do ano passado) nos embarques de carne bovina.

O preço médio ainda é um desafio a vencer. Pois, por exemplo, só a carne suína obteve melhora em relação a agosto passado. Já em relação a setembro do ano passado apenas a carne de frango registra variação positiva no preço médio – fato, aliás, que não era registrado desde janeiro do ano passado.

De toda forma, um ganho aqui outro ali garantiu crescimento da receita cambial das três carnes tanto em relação ao mês anterior, como a setembro de 2015. E, aqui, apenas a carne bovina enfrentou recuo de receita em relação ao mesmo mês do ano passado.

(AviSite) (Redação)

Conab vai oferecer mais 95 mil sacas de café da safra 2009/10 na próxima quinta

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) realiza na próxima quinta-feira (06) mais três leilões de venda de café arábica (avisos 179/2016, 180/2016, 181/2016) por meio do Sistema Eletrônico de Comercialização (Sec), na modalidade viva-voz. Serão ofertadas 95.010 sacas de 60 kg do grão ensacado da safra 2009/2010, em armazéns da autarquia nos estados de Minas Gerais e São Paulo.

Podem participar do leilão online os interessados que estejam devidamente cadastrados perante a Bolsa, por meio da qual pretendam realizar a operação e que estejam em situação regular no Sistema de Registro e Controle de Inadimplentes da Conab (Sircoi).

Os preços para arremate devem variar conforme as condições dos cafés armazenados e serão divulgados em até dois dias úteis antes da realização do leilão. O produto que será comercializado pode ser vistoriado nos armazéns da Conab, mas não é permitida a retirada de amostra.

As operações, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), continuam até o fim do ano para atender a uma estratégia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), de regular o mercado interno em virtude da elevação dos preços do produto.

 

Fonte: Notícias Agrícolas

Frango/Cepea: cotações da carne encerram o mês em patamar recorde

Os preços da carne de frango negociada no atacado da Grande São Paulo encerram setembro nos maiores patamares nominais da série do Cepea, iniciada em 2004 para o produto. A carcaça resfriada e a congelada registram média de R$ 4,56/kg neste mês (até o dia 29).

Segundo pesquisadores do Cepea, a queda na produção, associada a um aquecimento recente nas exportações, já vinham reduzindo a disponibilidade interna da carne, elevando as cotações. Em setembro, o impulso veio ainda do aumento nos preços da carne bovina. Em relação a agosto, a valorização do frango resfriado é de 3,1%, e a do congelado, 4,4% no atacado paulista.

 

Fonte: Cepea