FCStone reduz projeção da safra de milho 2015/2016 para 76,64 mi de toneladas

O clima seco no mês de abril foi o principal responsável pela redução dos números da safra

FCStone reduz projeção da safra de milho 2015/2016 para 76,64 mi de toneladas

 

 

 

 

 

 

A consultoria INTL FCStone revisou novamente para baixo sua projeção da safra de milho 2015/2016, para 76,64 milhões de toneladas. Em maio, a perspectiva era de que a produção brasileira somaria 77,87 milhões de toneladas. A safra de inverno foi estimada em 49,4 milhões de toneladas, de 49,8 milhões de toneladas na projeção anterior. A safra de verão também foi reduzida, de 28,0 milhões de toneladas para 27,2 milhões de toneladas.”Após o clima muito seco em abril, o volume acumulado de precipitações não conseguiu se recuperar totalmente em Mato Grosso e em Goiás, considerando as chuvas registradas em maio”, explicou, em nota, a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi.

O rendimento das lavouras de segunda safra, as mais afetadas pela estiagem, foi projetado em 4,90 toneladas por hectare, de 4,92 toneladas por hectare na projeção de maio. Além do clima, a consultoria revisou para baixo sua estimativa de área plantada na segunda safra para 10,09 milhões de hectares, de 10,12 milhões de hectares no mês passado. A revisão decorre, principalmente, da menor área semeada no Maranhão, Tocantins e Mato Grosso do Sul. “Por outro lado, a área de Mato Grosso foi ajustada para cima, com os preços elevados do milho configurando um incentivo à cultura”, ponderou a consultoria.

Quanto à safra de verão, a área plantada na região do Matopiba foi revisada para baixo. A área total de primeira safra foi estimada em 5,58 milhões de hectares, ante 5,81 milhões de hectares na projeção anterior. “Com os atrasos enfrentados no plantio da soja, havia expectativas de uma safra maior de milho, com migração de área entre as culturas. Contudo, muitos produtores optaram por não plantar em meio a preocupações com os possíveis prejuízos”, afirmou Ana Luiza Lodi. A INTL FCStone avaliou que, com a menor produção, a principal redução no lado do demanda deve ser a exportação, projetada em 23,5 milhões de toneladas no ciclo 2015/16. “Neste cenário, os estoques finais atingiriam 2,47 milhões de toneladas, volume considerado restrito”, resume a analista Ana Luiza Lodi.

A FCStone manteve sua estimativa de produção de soja em 2015/2016 em 96,530 milhões de toneladas, assinalando que a colheita já foi encerrada no País. Os números de área e produtividade foram mantidos, respectivamente, em 33,081 milhões de hectares de 2,92 toneladas por hectare. De acordo com a coordenadora de inteligência de mercado da FCStone, Natalia Orlovicin, os estoques de soja devem continuar apertados no Brasil, mas os altos preços domésticos do farelo e da soja podem desestimular os consumidores que são, em sua maioria, criadores de animais. Entretanto, a FCStone ressaltou que as exportações estão aquecidas neste primeiro semestre, o que pode indicar um aumento do volume enviado ao exterior em 2016.

 
Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

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