Arquivo mensal: junho 2016

Vendas externas do agronegócio crescem 7,4% até maio e somam US$ 36,6 bilhões

Vendas externas do agronegócio  crescem 7,4%  até maio e somam US$ 36,6 bilhões

Brasília – As exportações do agronegócio brasileiro chegaram a US$ 36,7 bilhões de janeiro a maio deste ano, alta de 7,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pela Secretaria de Relações Internacionais (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O complexo soja liderou as exportações, correspondendo a 37% do total. Foram US$ 13,6 bilhões no acumulado do ano, aumento de 18,1% sobre o mesmo período de 2016. Também subiram as vendas externas de cereais, farinhas e preparações (56,8% em receita), complexo sucroalcooleiro (8,5%), produtos florestais (2,3%) e carnes (0,9%).

Exportações em maio

No mês de maio, o total exportado foi de US$ 8,59 bi, o que representa queda de 0,6% em relação ao mesmo mês de 2015. Segundo a SRI, o motivo é a queda quase generalizada nos preços internacionais dos produtos agropecuários.

Por outro lado, a quantidade exportada foi maior. As vendas do complexo soja, por exemplo, alcançaram 12 milhões de toneladas, crescimento de 8,7% na comparação com maio do ano passado. Já o setor de carnes embarcou um recorde para o período: 606 mil toneladas (+20%).

Superávit na balança

A balança comercial permaneceu com superávit no mês de maio. As exportações superaram as importações em US$ 7,6 bilhões. A China foi o principal destino dos produtos brasileiros, com negócios da ordem de US$ 3,2 bilhões.

Veja aqui e aqui os dados completos da balança

 

Fonte: Mapa

O consumismo não gera crescimento econômico – e sua defesa é o cerne da teoria keynesiana

Uma das falácias econômicas mais perniciosas e difundidas é a crença de que o consumo é a chave para uma economia sólida e em contínuo crescimento.Ouvimos essa ideia constantemente na imprensa e nas conversas casuais, especialmente em épocas de recessão econômica. As pessoas dizem coisas como: “Ah, se todos começarem a comprar novamente, a economia voltaria a crescer” ou “Se conseguíssemos colocar mais dinheiro nas mãos dos consumidores, sairíamos dessa recessão”.

Essa crença no poder do consumo não apenas conduziu grande parte da política econômica nos últimos anos, com seus infindáveis pacotes de estímulo, como também estimular o consumo sempre foi o objetivo supremo de todas as políticas econômicas adotadas por governos.

Tal ideia é uma herança do equivocado pensamento keynesiano.  Ela ignora o fato de que é a produção, e não consumo, a fonte de riqueza.  Se o que se quer é uma economia saudável, então é imprescindível criar as condições para que empreendedores possam produzir e criar riqueza.  Igualmente importante é criar as condições para que pessoas e empresas possam poupar o suficiente para financiar toda essa produção e, também, para consumi-la no futuro.

Quanto mais poupança, maior a quantidade de fundos a serem emprestados.  Quanto maior a quantidade de fundos a serem emprestados, menores os juros.  Quanto menores os juros (e os juros serão baixos por uma consequência de mercado, e não por manipulação de um Banco Central), mais economicamente viáveis serão os investimentos de longo prazo, que são os que realmente enriquecem uma economia e geram maiores salários.

Simultaneamente, quanto maior a poupança, maior a capacidade de consumo futura da população.  Mais demanda haverá para os investimentos de longo prazo iniciados hoje.

É tentador dizer que essa questão do consumo é uma espécie de enigma “do ovo e da galinha”: afinal, qual é o benefício de se produzir coisas se não houver ninguém para consumi-las? A solução para essa charada é reconhecer que somente temos o poder de consumir se antes produzirmos e vendermos algo para então termos os meios de consumir. É impossível consumir sem antes você ter produzido e vendido (como a sua força de trabalho, por exemplo).

Iniciar a análise pelo consumo pressupõe que o indivíduo já adquiriu os meios. Contrariamente a essa análise, a riqueza é criada por meio de atos de produção que rearranjam recursos de uma maneira que as pessoas valorizam mais do que arranjos alternativos.  Esses atos são financiados com a poupança que vem de indivíduos que se abstêm do consumo.

A criação de riqueza e os consumidores

Em uma economia capitalista, a riqueza está majoritariamente na forma de capital.

Capital é toda a riqueza acumulada que pertence a empresas ou a indivíduos, e que é utilizada para o propósito de se auferir receitas e lucros.  O capital abrange todas as fábricas, minas e fazendas agrícolas, bem como todos os maquinários e equipamentos, todos os meios de transporte e de comunicação, todos os armazéns, lojas, escritórios, imóveis comerciais e residenciais, e todos os estoques de materiais, componentes, suprimentos, bens semimanufaturados e bens acabados que são propriedades de empresas.

Capital, portanto, é a riqueza empregada na produção, e subsequente venda, de bens e serviços.  Essa riqueza é o alicerce tanto da oferta dos produtos que as pessoas compram quanto da demanda pela mão-de-obra que as pessoas vendem.

Quanto maior a riqueza dessa economia, maiores serão os salários reais.  E por dois motivos: haverá uma maior oferta de bens produzidos e uma maior demanda pela mão-de-obra de assalariados.

Tributar os lucros dessas empresas significa privar-lhes de fundos que elas utilizariam para adquirir bens de capital e pagar salários.  Déficits governamentais também geram o mesmo efeito, pois são majoritariamente financiados com o dinheiro que essas empresas emprestam para o governo.  Portanto, tanto a tributação quanto os déficits governamentais irão reduzir a demanda por (e a produção de) bens de capital e a demanda por mão-de-obra.  Em outras palavras, déficits governamentais e tributação reduzem o nível da produção, contribuem para a elevação dos preços e impedem o aumento de salários.

Consumidores e seu ato de consumo não são e nem podem ser os responsáveis pelo desenvolvimento industrial de nenhum país.  Consumidores possuem uma miríade de necessidades e desejos, os quais permaneceriam totalmente não realizados caso empreendedores e capitalistas não investissem sua riqueza e capital acumulado para encontrar maneiras de suprir essas necessidades e desejos.

Empreendedores e capitalistas irão investir sua riqueza e capital na criação e desenvolvimento de novos e aprimorados produtos, bem como de mais eficientes e menos custosos métodos de produção, tudo para satisfazer os desejos dos consumidores.  E quando tais aprimoramentos forem introduzidos, só então os consumidores irão adquiri-los, e frequentemente em ampla escala.

As empresas e indústrias que produzirem os melhores produtos, ou os mais baratos, e com isso conquistarem grandes fatias de mercado, irão se expandir continuamente, tornando-se assim grandes integrantes do sistema econômico.

Isso, no entanto, não significa que haverá um aumento geral no número de empregos.  Por exemplo, ao passo que o desenvolvimento da luz elétrica levou a um grande aumento no número de empregos relacionados à produção de lâmpadas incandescentes e de fiação elétrica, tal fenômeno também levou a uma quase total extinção da produção de velas, lanternas e lâmpadas a gás, com uma correspondente perda no emprego nestas áreas.

Similarmente, quando o automóvel substituiu o cavalo e a charrete, o vasto número de empregos criados na indústria automotiva foi acompanhado de uma maciça perda de empregos nos setores de construção de charretes, ferraria, criação de cavalos, fabricação de selas e cultivo de aveia.

Não há estímulos benéficos

Por tudo isso, o ato de colocar mais recursos nas mãos dos consumidores por meio de pacotes de estímulo governamental falha exatamente porque a riqueza transferida provém, acima de tudo, dos produtores. Isso é óbvio quando o gasto é financiado por impostos; porém, é igualmente verdadeiro quando se trata de déficits do governo e inflação.

Em caso de déficits, como dito, a riqueza vem das compras de títulos do governo pelos produtores. Com a inflação monetária, o efeito é outro.

Levados pela crença de que é o consumo o que gera emprego, economistas keynesianos defendem estimular o consumo por meio da inflação monetária — isto é, da criação de quantias adicionais de dinheiro.  Tal procedimento tem o potencial de aumentar o emprego apenas sob determinadas circunstâncias: somente se aqueles vendedores de bens de consumo que estiverem sendo premiados com esse volume adicional de gastos dos consumidores pouparem e investirem essas suas receitas adicionais.  Nesse caso, eles poderão expandir sua produção e contratar mais mão-de-obra.

Porém, se eles também consumirem essas suas receitas adicionais, ou se o governo tributar essa receita adicional — e ele fará isso —, não haverá aumento nos gastos para mão-de-obra ou bens de capital.  Consequentemente, não haverá aumento no emprego.

O poder da inflação monetária em promover o emprego também depende de os sindicatos serem fracos ou até mesmo não existentes.  Se existirem sindicatos e eles forem poderosos, então eles irão se aproveitar da inflação para exigir maiores salários nominais — mesmo em meio a um maciço desemprego —, anulando desta forma a capacidade de um maior volume de gastos por mão-de-obra aumentar o emprego.

Obviamente, é desnecessário enfatizar que a inflação faz com que o poder de compra de todas as pessoas, e em especial dos mais pobres, seja reduzido, o que irá afetar diretamente o poder de consumo futuro — que é exatamente o contrário do almejado por essa política.

Em nenhum desses casos, portanto, o governo criou riqueza.  Tampouco o consumo o fez. A capacidade de consumir continua dependendo de atos anteriores à produção.

Se o que se quer é um estímulo econômico de verdade, então os empreendedores devem ser liberados para fazer suas atividades.  E a maneira certa de se fazer isso é criando um ambiente mais propício para a produção, em vez de penalizar a poupança que a financia.

Culpe Keynes

Historicamente, foi o keynesianismo quem introduziu a ênfase no consumismo como a força-motriz da economia. Antes da revolução keynesiana, a crença padrão entre os economistas era que a produção era a fonte da demanda e que encorajar a poupança e a produção era a maneira de gerar crescimento econômico.

Essa era a compreensão correta da Lei de Say. Como o próprio Jean-Baptiste Say escreveu no início do século XIX:

O estímulo ao mero consumismo não é benéfico para o comércio; a dificuldade está em ofertar os meios e em produzir, e não em estimular o desejo pelo consumo; e já vimos que somente a produção fornece tais meios. Portanto, é o objetivo do bom governo estimular a produção, e do mau governos estimular o consumo.

É claro que “estimular a produção” nada mais é do que deixar os produtores livres para buscarem o lucro como desejarem, dentro de um arcabouço liberal-clássico. Isso não significa que o governo deve beneficiar artificialmente produtores, assim como não deve estimular o consumo.

A grande ironia é que os esquerdistas frequentemente argumentam que o capitalismo é sinônimo de “consumismo”. Eles genuinamente pensam que os defensores do livre mercado acreditam que mais consumo promove crescimento econômico.  Consequentemente, somos acusados de fornecer uma espécie de cobertura ideológica para justificar aquele consumismo que, na visão deles, destrói vidas e desperdiça recursos.  O que esses críticos de esquerda não percebem é que os economistas clássicos nunca viram o consumo como sendo a força-motriz do crescimento econômico e da prosperidade.  Quem introduziu essa ideia foi Keynes e quem a entronizou foram os economistas keynesianos críticos do livre mercado.

Graças ao keynesianismo, a manipulação dos elementos que compõem a equação do PIB (consumo, investimento e gastos governamentais) se tornou o foco de todas as políticas macroeconômicas. Foi o arcabouço teórico keynesiano que levou à criação das estatísticas de PIB e que implicitamente gera as incitações para mais consumo.

Por mais de 150 anos, os defensores do livre mercado viram o consumismo como destruidor de riqueza, e a poupança como a sua criadora. Eles nunca defenderam que “estimular o consumo” era o caminho para a prosperidade. Portanto, eles não podem ser acusados de justificarem a “cultura consumista”. E o mesmo é verdadeiro para os defensores do livre mercado do século XX, como Mises e Hayek.

Se a esquerda progressista quer lamentar o enfoque da economia moderna no consumo, então ela deveria voltar suas artilharias para os intervencionistas keynesianos.

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George Reisman é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com.

Steve Horwitz é professor de economia na St. Lawrence University e autor do livro Microfoundations and Macroeconomics: An Austrian Perspective.

 


 

Fonte: Instituto Mises

Em reunião com Temer presidente da Fiesp defende estímulos para alavancar exportações

Em reunião com Temer presidente da Fiesp defende estímulos para alavancar exportações

Brasília –  O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, defendeu o estímulo à exportação como um dos cinco pilares para ajudar na retomada da confiança e do crescimento da economia brasileira. Segundo Skaf, “com o nível cambial atual, somado a crédito para as exportações, seria possível alavancar as vendas externas”. Continuar lendo Em reunião com Temer presidente da Fiesp defende estímulos para alavancar exportações

FCStone reduz projeção da safra de milho 2015/2016 para 76,64 mi de toneladas

O clima seco no mês de abril foi o principal responsável pela redução dos números da safra

FCStone reduz projeção da safra de milho 2015/2016 para 76,64 mi de toneladas

 

 

 

 

 

 

A consultoria INTL FCStone revisou novamente para baixo sua projeção da safra de milho 2015/2016, para 76,64 milhões de toneladas. Em maio, a perspectiva era de que a produção brasileira somaria 77,87 milhões de toneladas. A safra de inverno foi estimada em 49,4 milhões de toneladas, de 49,8 milhões de toneladas na projeção anterior. A safra de verão também foi reduzida, de 28,0 milhões de toneladas para 27,2 milhões de toneladas.”Após o clima muito seco em abril, o volume acumulado de precipitações não conseguiu se recuperar totalmente em Mato Grosso e em Goiás, considerando as chuvas registradas em maio”, explicou, em nota, a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi.

O rendimento das lavouras de segunda safra, as mais afetadas pela estiagem, foi projetado em 4,90 toneladas por hectare, de 4,92 toneladas por hectare na projeção de maio. Além do clima, a consultoria revisou para baixo sua estimativa de área plantada na segunda safra para 10,09 milhões de hectares, de 10,12 milhões de hectares no mês passado. A revisão decorre, principalmente, da menor área semeada no Maranhão, Tocantins e Mato Grosso do Sul. “Por outro lado, a área de Mato Grosso foi ajustada para cima, com os preços elevados do milho configurando um incentivo à cultura”, ponderou a consultoria.

Quanto à safra de verão, a área plantada na região do Matopiba foi revisada para baixo. A área total de primeira safra foi estimada em 5,58 milhões de hectares, ante 5,81 milhões de hectares na projeção anterior. “Com os atrasos enfrentados no plantio da soja, havia expectativas de uma safra maior de milho, com migração de área entre as culturas. Contudo, muitos produtores optaram por não plantar em meio a preocupações com os possíveis prejuízos”, afirmou Ana Luiza Lodi. A INTL FCStone avaliou que, com a menor produção, a principal redução no lado do demanda deve ser a exportação, projetada em 23,5 milhões de toneladas no ciclo 2015/16. “Neste cenário, os estoques finais atingiriam 2,47 milhões de toneladas, volume considerado restrito”, resume a analista Ana Luiza Lodi.

A FCStone manteve sua estimativa de produção de soja em 2015/2016 em 96,530 milhões de toneladas, assinalando que a colheita já foi encerrada no País. Os números de área e produtividade foram mantidos, respectivamente, em 33,081 milhões de hectares de 2,92 toneladas por hectare. De acordo com a coordenadora de inteligência de mercado da FCStone, Natalia Orlovicin, os estoques de soja devem continuar apertados no Brasil, mas os altos preços domésticos do farelo e da soja podem desestimular os consumidores que são, em sua maioria, criadores de animais. Entretanto, a FCStone ressaltou que as exportações estão aquecidas neste primeiro semestre, o que pode indicar um aumento do volume enviado ao exterior em 2016.

 
Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

Conab levanta custo de produção de café na Bahia e no Espírito Santo

Os valores vão embasar o cálculo de preço mínimo realizado pela Conab para a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM)

Conab levanta custo de produção de café na Bahia e no Espírito Santo

 

 

 

 

 

 

Técnicos da Superintendência de Informação do Agronegócio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) começaram, ontem segunda-feira (6), a levantar, pela primeira vez, o custo de produção de café das cidades de Vitória da Conquista (arábica) e Itamaraju (conilon), no sul da Bahia, além de Jaguaré (conilon), no norte do Espírito Santo.

Os valores vão embasar o cálculo de preço mínimo realizado pela Conab para a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). Durante uma semana, serão colhidas informações sobre gastos na implantação, formação e produção de café, com o preenchimento de relatórios formados por mais de 300 itens, que incluem desde o preparo de solo, plantio, adubação a tratos culturais, mecanização entre outros.

O trabalho de levantamento contará com painéis com a participação de representantes de sindicatos rurais, cooperativas, órgãos públicos, produtores e técnicos agrícolas, além de agentes financeiros e consultores ligados à agricultura, cada um dando sua contribuição para a finalização do estudo.

Após esta etapa, começa a tabulação dos dados e a finalização do cálculo deve durar mais 30 dias. O valor final será utilizado pela Superintendência de Gestão da Oferta da Conab para definição de uma proposta de preço mínimo a ser submetido ao Tesouro Nacional.

 
Fonte: CONAB

Embarques de carne de frango: o melhor maio de todos os tempos

Embarques de carne de frango: o melhor maio de todos os temposAssim, enquanto nos 12 meses anteriores a média exportada ficou em 339.733 toneladas, o volume embarcado em maio foi de 353.919 toneladas, resultado que, embora 6,5% inferior ao do mês anterior, corresponde a um aumento de mais de 21% sobre maio de 2015. Esse foi, também, o maior volume já registrado para o mês de maio.

A destacar, também, a recuperação paulatina do preço médio, processo que vem se mantendo nos últimos quatro meses. Agora, o valor registrado – US$1.497,85/t – alcança o maior nível observado desde novembro do ano passado. Mas ainda que isso represente valorização de mais de 6% sobre o mês anterior, persiste redução próxima de 12% em relação ao preço médio de maio de 2015.

A alta mensal no preço médio teve o condão de neutralizar a queda no volume embarcado no mês. Assim, a receita cambial, embora ligeiramente inferior (-0,60%), manteve-se no mesmo nível da registrada em abril passado. Ao mesmo tempo (graças ao aumento de volume e apesar da redução no preço médio) registrou-se aumento de 7% sobre o mesmo mês do ano passado.

Com os embarques de maio, o volume de carne de frango in natura acumulado nos últimos 12 meses atinge novo recorde, aproximando-se dos 4,150 milhões de toneladas. Isso corresponde a um aumento de quase 15% sobre idêntico período anterior.

Fonte: Avisite

Queda na safra de milho coloca Rio Verde em situação de emergência

Queda na safra de milho coloca Rio Verde em situação de emergência A queda na safra de milho  safrinha, ocorrida em  função da escassez de  chuva, fez o município de  Rio Verde, no sudoeste de  Goiás, decretar estado de  emergência. De acordo  com a Federação da e  Pecuária de Goiás (Faeg),  pelo menos 14 cidades estão na mesma situação.Segundo o Sindicato Rural de Rio Verde, a estimativa é que os produtores deixem de colher quase 1 milhão de toneladas do grão.

O vice-presidente da entidade, Luciano Guimarães disse ao G1 que os prejuízos podem ultrapassar R$ 400 milhões. Para ele, o decreto de emergência deve ajudar os produtores a renegociar as dívidas. “O decreto dá uma certa tranquilidade nas renegociações que os produtores tiverem de agora para frente, porque a legislação prevê que ele pode prorrogar a dívida quando há intempéries naturais, como a estiagem sofrida este ano”, considerou.

O decreto foi entregue ao sindicato na quinta-feira (2), depois de uma reunião com a entidade e produtores de Rio Verde.

De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o documento foi elaborado de acordo com um levantamento feito junto com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE), com produtores e o sindicato.

O último levantamento divulgado pelo IBGE mostra que, dos 200 mil hectares de plantações de milho existentes em Rio Verde, devem ser colhidos apenas 165 mil hectares. O restante teve perda de 100% da lavoura.

“A estiagem levou por água abaixo toda a expectativa. Isso implica no aumento do preço da saca. Os nossos prejuízos foram calculados de acordo com o preço fixado na época do plantio. Se fôssemos levar em conta o valor atual, este prejuízo sem dúvida ultrapassaria os R$ 600 milhões”, afirmou o vice-presidente do sindicato.

De acordo com Luciano Guimarães, a escassez do produto que gerou o aumento no valor da saca deve implicar ainda o impacto nos preços da carne suína e de frango. “A cadeia de consequências é grande e levam prejuízos não só para o produtor, mas para o consumidor, que vai ter que desembolsar mais dinheiro para comprar item básico de alimentação como a carne”, disse.

Impacto

De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), a seca afetou todas as etapas de desenvolvimento da planta, desde a fase inicial até o enchimento dos grãos, comprometendo todo o processo de produção. De acordo com a entidade as cidade de Paraúna, Silvânia, Ipameri, Inaciolândia, Caldas Novas, Goiatuba, Uruaçu, Cabeceiras, Montividiu, Pontalina, Acreúna, Bonópolis, Porangatu e Rio Verde já estão em situação de emergência.

A estimativa da produtividade, segundo a Faeg, caiu de 6,5 mil para cerca de 4,9 mil quilos por hectare. O impacto econômico pode chegar a aproximadamente R$ 1,5 bilhão no valor bruto da produção do estado.

Assessor técnico da Faeg para área de grãos, Cristiano Palavro acredita que o preço nacional mais alto e a quebra na produção podem reajustar o valor do milho exportado. “As exportações devem enfraquecer nesse momento, devido à alta demanda do mercado interno e os preços aquecidos no mercado local”, afirma.

A Faeg orienta os produtores a renegociar as dívidas com os fornecedores e os contratos firmados com compradores. Já os que possuem o seguro rural, devem acionar a seguradora o quanto antes para minimizar prejuízos, e partir para a etapa seguinte, preparar a próxima safra de verão.

Fonte: G1 GO

SOJA: Valor no porto já ultrapassa R$ 96/saca

SOJA: Valor no porto já ultrapassa R$ 96/sacaO Indicador da soja Paranaguá (PR) ESALQ/BM&FBovespa, referente ao grão depositado no corredor de exportação e/ou negociado na modalidade spot (pronta entrega), teve alta expressiva de 6,23% entre 27 de maio e 3 de junho, fechando a R$ 96,26/saca de 60 kg na sexta-feira, 3. Esse valor é recorde da série do Cepea, em termos nominais. Em termos reais, o Indicador é o maior desde 24 de setembro de 2012, quando fechou a R$ 98,05 (valor atualizado pelo IGP-DI de abril/16).

Segundo pesquisadores do Cepea, a firme demanda mundial por soja e derivados tem impulsionado os valores internos. A forte quebra na produção da Argentina e o menor processamento do grão naquele país deslocaram compradores de soja para os Estados Unidos e para o Brasil.

Fonte: CEPEA

Abiove projeta 97,9 mi de toneladas de soja no Brasil para 2015/2016

Nova revisão para baixo indica que exportações também serão menores, de 54,6 milhões de toneladas A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) reduziu novamente nesta quinta, dia 2, a sua estimativa de produção de soja do Brasil em 2015/2016 para 97,9 milhões de toneladas. Em maio, a associação havia previsto 98,6 milhões de toneladas. A Abiove também reduziu a sua projeção para a exportação de 55,3 milhões de toneladas para 54,6 milhões de toneladas. A associação manteve suas projeções de importação e processamento no atual ciclo. O esmagamento foi estimado em 40,7 milhões de toneladas, com produção de 30,9 milhões de toneladas de farelo e 8,05 milhões de toneladas de óleo. Para importação de soja em grão, a Abiove espera 300 mil toneladas. O número projetado para o estoque de passagem foi mantido em 1,73 milhão de toneladas. De janeiro a abril, as associadas da Abiove, que, segundo o relatório, representam de 75% a 79% do setor, processaram 10,257 milhões de toneladas de soja e produziram 7,811 milhões de toneladas de farelo e 2,047 milhões de toneladas de óleo. A Abiove projeta que a receita decorrente das exportações de soja em grão em 2016 deve somar US$ 19,110 bilhões. Já as divisas obtidas com vendas externas de farelo e óleo devem totalizar US$ 5,02 bilhões e US$ 1,020 bilhão, respectivamente.

Fonte: Abiove

 

Fique por dentro das 5 principais notícias desta semana

© Reuters.  Fique por dentro das 5 principais notícias do calendário econômico desta semana
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Investing.com – Nesta semana, os participantes do mercado estarão prestando atenção a um discurso muito esperado da presidente do Banco Central dos EUA (Fed), Janet Yellen, na segunda-feira, para mais pistas sobre o momento da próxima alta de taxas nos EUA.

Essa última semana antes da reunião do Fed nos dias 14 e 15 de junho é relativamente leve no que diz respeito a dados, com a maioria do foco propenso a cair sobre o sentimento do consumidor na sexta-feira para avaliar a saúde da economia.

Enquanto isso, a China deve divulgar dados sobre comércio e inflação em meio às atuais preocupações com a saúde da segunda maior economia do mundo.

Fora do G7, os traders estão aguardando anúncios sobre a política monetária do Banco Central da Austrália na terça-feira e do Banco Central da Nova Zelândia na quarta-feira.

Antecipando-se à próxima semana, a Investing.com compilou uma lista dos cinco maiores eventos do calendário econômico que podem afetar os mercados.

1. Pronunciamento da presidente do Fed, Janet Yellen

A presidente do Fed, Janet Yellen, deve fazer um pronunciamento sobre a perspectiva econômica e a política monetária no World Affairs Council of Philadelphia, às 16h30min. GMT, ou 12h30min. ET, na segunda-feira.

Seu discurso poderia assumir uma maior importância após o relatório pessimista da semana passada sobre as folhas de pagamento não agrícolas.

2. Sentimento do consumidor dos EUA da Universidade de Michigan

A divulgação do índice preliminar sobre o sentimento do consumidor da Universidade de Michigan prevista para às 14h GMT, ou 10h, na sexta-feira deve cair para 94,0, de 94,7 em maio.

Os participantes do mercado estão prestando atenção aos números da confiança do consumidor nos últimos meses para avaliar a saúde da economia.

3. Dados de comércio da China

A China deve divulgar dados sobre o comércio para maio às 03h GMT na quarta-feira, ou às 23h ET, na terça-feira. O relatório deve mostrar que o superávit comercial do país ampliou para US$ 58,0 bilhões no mês passado de US$ 45,6 bilhões em abril.

As exportações chinesas em maio fevereiro devem cair 3,6% em comparação com o ano anterior, após uma queda de 1,8% há um mês, ao passo que as importações devem cair 6,0 %, após terem caído 10,9% em abril.

Na quinta-feira, a China deve publicar relatórios sobre a inflação de preços ao consumidore produtor para maio. Os dados devem mostrar que os preços ao consumidor subiram 2,3% no mês passado, ao passo que os preços ao produtor devem cair 3,3%.

4. Decisão de taxa do Banco Central da Austrália

A mais recente decisão da taxa de juros do Banco Central da Austrália (RBA) deve ser divulgada na terça-feira 4h30min. GMT, ou 00h30min. ET. A maioria dos economistas não espera nenhuma mudança de política, após o banco central ter supreendido com um corte de 25 pontos-base na sua última reunião, para uma baixa histórica de 1,75%, em um esforço para impulsionar a inflação e estimular a atividade econômica.

5. Atualização de política monetária do Banco Central da Nova Zelândia

O Banco Central da Nova Zelândia deve fazer a atualização da política monetária às 21h GMT, ou 17h ET, na quarta-feira. Os especialistas do mercado estão divididos sobre se o banco RBNZ fará movimentos sobre as taxas, com alguns prevendo um corte de 25 pontos base, para uma baixa recorde de baixa de 2,0%, ao passo que outros não esperam nenhuma mudança.

Fique atualizado sobre todos os eventos econômicos desta semana, visitando:http://br.investing.com/economic-calendar/

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