Arquivo diário: 27 de maio de 2016

Preços do Trigo e Farelo Sobem com Força

Os preços do trigo em grão e do farelo seguem em alta no mercado nacional, impulsionados pela maior demanda por parte do setor de ração animal. Para o trigo, no acumulado parcial de maio, o preço médio subiu 8,93% no Rio Grande do Sul, a R$ 748,14/tonelada nessa segunda-feira, 23. No Paraná, a alta é de 6,66% na parcial de maio, a R$ 816,57/tonelada.

Quanto ao farelo, considerando a média das regiões acompanhadas pelo Cepea (PR, RS, SP, SC), houve valorização de 17% ao produto a granel e de 12% ao ensacado, também no acumulado parcial de maio. Segundo colaboradores do Cepea, os valores do farelo têm subido com força, especialmente nas últimas duas semanas, influenciados pelos altos preços do milho e pela baixa disponibilidade deste cereal.

AÇÚCAR/CEPEA: Chuva reduz moagem e preço se sustenta no spot

Os valores do açúcar cristal estão firmes no mercado spot paulista. Na segunda-feira, 23, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal cor Icumsa entre 130 e 180, mercado paulista, fechou a R$ 76,31/saca de 50 kg, aumento de 1,15% em relação à segunda anterior.

Pesquisadores do Cepea indicam que as chuvas em boa parte do estado de São Paulo na semana passada interromperam a produção por alguns dias. Na retomada das atividades, o açúcar produzido teve qualidade inferior. Assim, usinas optaram por atender aos contratos e estiveram retraídas do spot, cenário que sustentou as cotações.

ETANOL: Hidratado se valoriza pela 2ª semana seguida

Os preços do etanol hidratado subiram no estado de São Paulo pela segunda semana seguida. Entre 16 e 20 de maio, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado foi de R$ 1,4120/litro (sem impostos, a retirar), alta de 2,72% frente à semana anterior. Segundo pesquisadores do Cepea, as chuvas em diversas regiões do estado paralisaram a colheita da cana-de-açúcar por alguns dias e, consequentemente, reduziram a oferta de etanol.

Além disso, algumas unidades produtoras estiveram retraídas no spot, à espera de valores maiores. Parte das distribuidoras, por sua vez, adquiriu somente o volume necessário, enquanto outras, de olho no feriado da próxima quinta-feira, 26 (Corpus Christi), abasteceram seus estoques.

IBGE anuncia que deixará de realizar Censo Agropecuário em 2017 por falta de verbas

IBGE anuncia que deixará de realizar Censo Agropecuário em 2017 por falta de verbas

 

Rio de Janeiro – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou hoje (18), por meio de nota, que não realizará o Censo Agropecuário no ano que vem, devido a restrições orçamentárias neste ano. De acordo com o IBGE, o orçamento da pesquisa foi reduzido de R$ 330,8 milhões para R$ 266,9 milhões, o que inviabiliza sua realização.

A direção do IBGE informou que estava tentando obter, no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, os recursos para o censo e para a compra de equipamentos necessários à pesquisa, mas não teve sucesso. Por isso, o concurso de seleção para os profissionais que trabalhariam no censo também foi cancelado. O dinheiro da inscrição será devolvido.

O censo foi adiado para uma data ainda a ser definida, já que a pesquisa depende de recursos orçamentários. Por enquanto, as demais atividades previstas para 2016 no plano de trabalho do IBGE não foram afetadas.

A pesquisa aborda questões como a segurança alimentar, a agricultura familiar e informações macroeconômicas, como preço dos alimentos e balança comercial.

Fonte: Agência Brasil

Exportação aos países árabes caiu 2,4% em abril; importação registrou alta de 4,8%

Exportação aos países árabes caiu 2,4% em abril; importação registrou alta de 4,8%

 

São Paulo – As exportações do Brasil para os países árabes caíram em abril deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do governo brasileiro (Secex) compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, foram embarcadas 1,8 milhão de toneladas em abril, uma queda de 45,8% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Em valores, as remessas somaram US$ 773,7 milhões, ou 2,4% menos na mesma comparação.

Entre os árabes, o principal cliente do Brasil em volumes foi o Egito. O país do Norte da África importou 467,8 mil toneladas, uma quantidade 139% maior do que em abril de 2015 devido ao minério de ferro.

Divulgação/APPA

Açúcar: sauditas e argelinos compraram mais    Açúcar: sauditas e argelinos compraram mais.

 

O mesmo produto fez cair as vendas para Omã, o segundo importador em volumes. A Vale tem uma usina de pelotas de minério de ferro em Omã. Para o país do Golfo foram embarcadas 411,7 mil toneladas, 72,3% a menos do que em abril de 2015.

As exportações cresceram para Arábia Saudita e Argélia, que triplicaram as compras de açúcar. Os Emirados reduziram em 99% as compras de óxidos e hidróxidos de alumínio e de minério. Bahrein e Catar também não compraram minério em abril.

Em valores, o principal cliente brasileiro foi a Arábia Saudita, que importou US$ 209 milhões, ou 17% a mais do que em abril do ano passado em razão de gastos maiores com carne de frango e açúcar. Os Emirados Árabes aparecem em segundo lugar nesta lista, com compras que somaram US$ 132,5 milhões, em queda de 14,8%. Egito, Argélia e Omã completam o ranking.

Na comparação com março, as exportações de abril foram menores em volumes e em valores. Em março, foram exportados 3,3 milhões de toneladas e o principal importador, em volumes, foi Omã. O país do Golfo teve uma queda menor nas importações de minério em março do que em abril. O Bahrein também importou minério em março, o que não aconteceu em abril. Em valores, as exportações aos árabes em março somaram US$ 989,79 milhões, 21,8% mais do que em abril.

O diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, observou que os países árabes do Golfo estão sofrendo os impactos da redução acentuada dos preços do petróleo. “Devido a esta realidade, eles irão investir fortemente em segurança alimentar, como já estão fazendo na Índia, Indonésia e Paquistão, entre países asiáticos, e como fizeram aqui no Brasil, com investimentos na Minerva”, afirmou.

Em dezembro do ano passado, a Saudi Agricultural and Livestock Investment Co. (Salic), que é parte do Fundo Público de Investimentos da Arábia Saudita, comprou 20% da empresa brasileira de processamento de carne bovina. Em abril, executivos da Salic afirmaram que a Arábia Saudita quer garantir a segurança alimentar de sua população.

Alaby afirmou ainda que a tendência é que os países árabes importem mais alimentos neste mês, para fazer estoque para o Ramadã. O mês sagrado para os muçulmanos começa em junho. “Depois pode ser que as exportações caiam um pouco e então retomem. É possível que as exportações aos árabes melhorem um pouco neste ano [como um todo]”, disse.

No acumulado do ano, as exportações do Brasil para os países árabes chegam a 10,8 milhões de toneladas, com queda de 20,08% em comparação com o período entre janeiro e abril do ano passado. Egito, Omã e Arábia Saudita lideram as importações.

Em valores, os embarques aos países árabes somam US$ 3,45 bilhões, com redução de 3,6% em relação aos quatro primeiros meses de 2015. A Arábia Saudita importou US$ 818,9 milhões neste ano, em alta de 4,2%. Egito e Emirados completam a lista dos três principais importadores.

Importações

No sentido contrário, o Brasil importou mais dos países árabes em abril tanto em valores como em volumes. Foram 1,4 milhão de toneladas, ou 42,7% a mais do que em abril de 2015. No mês passado, os principais fornecedores foram Catar – tendo o gás como produto exportado em maior quantidade -, Argélia, Kuwait e Iraque – com petróleo – e Arábia Saudita, com fertilizantes.

O Brasil importou US$ 497 milhões dos países árabes em abril, com expansão de 4,8% sobre o mesmo mês de 2015. Argélia, Catar, Kuwait e Arábia Saudita foram os principais exportadores ao Brasil no período em valores.

No acumulado do ano, o Brasil importou 5,08 milhões de toneladas dos países árabes, ou 29,4% a mais em relação ao período entre janeiro e abril de 2015. Argélia, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes e Kuwait foram os principais fornecedores do período em volumes.

Em valores, as importações até abril somam US$ 1,7 bilhão, com redução de 13,4% em comparação ao mesmo período do ano passado. A Argélia liderou as vendas ao País, com US$ 497,8 milhões, seguida por Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes e Kuwait.

Fonte: ANBA

Marcos Pereira e José Serra acertam manter a complementaridade entre MDIC e MRE

Marcos Pereira e José Serra acertam manter a complementaridade entre MDIC e MRE

 

Brasília – Os ministros Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços) e José Serra (Relações Exteriores) acertaram a manutenção de ações de complementaridade entre as duas pastas, especialmente nos acordos comerciais internacionais. O encontro ocorreu na noite de ontem (24) no Itamaraty com a participação de secretários de ambos os órgãos.

MDIC e MRE vão montar um grupo de trabalho formado durante a reunião para cuidar da transição da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que terão seus comandos transferidos para o Itamaraty. O objetivo é garantir a institucionalidade dos processos.

“A continuidade da parceria entre MDIC e MRE tende a fortalecer as relações comerciais do Brasil, que serão intensificadas a partir de agora”, destacou o ministro Pereira. O chanceler José Serra reafirmou a importância da integração nos temas exteriores e ressaltou que os dois ministérios “irão trabalhar com complementaridade, sem concorrência, com integração”, disse Serra.

Fonte: MDIC