Arquivo diário: 25 de maio de 2016

TRIGO/CEPEA: Preços do trigo e farelo sobem com força

Os preços do trigo em grão e do farelo seguem em alta no mercado nacional, impulsionados pela maior demanda por parte do setor de ração animal. Para o trigo, no acumulado parcial de maio, o preço médio subiu 8,93% no Rio Grande do Sul, a R$ 748,14/tonelada nessa segunda-feira, 23. No Paraná, a alta é de 6,66% na parcial de maio, a R$ 816,57/tonelada. Quanto ao farelo, considerando a média das regiões acompanhadas pelo Cepea (PR, RS, SP, SC), houve valorização de 17% ao produto a granel e de 12% ao ensacado, também no acumulado parcial de maio. Segundo colaboradores do Cepea, os valores do farelo têm subido com força, especialmente nas últimas duas semanas, influenciados pelos altos preços do milho e pela baixa disponibilidade deste cereal.

Fonte: Cepea –www.cepea.esalq.usp.br

O fim do Bolsa-Empresário aconteceu mesmo?

Bernardo Santoro

Bernardo Santoro

Mestre em Teoria e Filosofia do Direito (UERJ), Mestrando em Economia (Universidad Francisco Marroquín) e Pós-Graduado em Economia (UERJ). Professor de Economia Política das Faculdades de Direito da UERJ e da UFRJ. Advogado e Diretor-Executivo do Instituto Liberal.

 

Eumar Novacki é o novo secretário-executivo do Ministério da Agricultura

Nomeação foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (24)

O presidente da República, Michel Temer, nomeou Eumar Novacki, coronel da Polícia Militar de Mato Grosso, como secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A nomeação de Novacki foi publicada na edição desta terça-feira (24) do Diário Oficial da União.

Bacharel em Direito pela Universidade de Cuiabá, com curso superior de Bombeiros e Policiais Militares e pós-graduação de Aperfeiçoamento em Direito Público e de Aperfeiçoamento e Aviação para Oficiais, Novacki vinha exercendo as funções de assessor especial institucional da PM de MT e assessor parlamentar no Senado.

No governo do Estado de Mato Grosso, Novacki foi chefe da Casa Civil, secretário de Comunicação e chefe de gabinete do governador. Também foi ajudante de ordens do governador, respondeu pelo comando do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, coordenou o 1º ano do curso de Formação de Oficiais e Estágio Supervisionado e comandou pelotões da Polícia Rodoviária Estadual de Mato Grosso. Além disso, participou de cursos e encontros internacionais nas áreas de gestão pública e segurança pública.

Novacki substitui Maria Emilia Jaber.

Mais informações à imprensa:
Assessoria de comunicação social
imprensa@agricultura.gov.br


 

Para manter competitividade externa, setor de aves e suínos defende dólar a R$ 3,50

Para manter competitividade externa, setor de aves e suínos defende dólar a R$ 3,50

São Paulo – Líder mundial nas exportações de carne de frango e quarto maior exportador de carne suína, a cadeia agroindustrial de proteína animal do Brasil defende a manutenção da taxa cambial em patamares próximos a paridade de R$ 3,50.

De acordo com o presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, o bom desempenho registrado pelas exportações de carne de frangos e de suínos tem equilibrado a oferta interna de produtos, com a redução dos níveis de consumo em decorrência à crise econômica no país.

Neste sentido, explica Turra, há receio por parte dos exportadores quanto aos efeitos de uma eventual mudança no patamar do dólar.  Com os custos de produção em níveis elevados, os exportadores vêm trabalhando com margens mais apertadas.  Uma queda no câmbio implicaria na necessidade de reposição dos preços em dólar, o que afetaria a competitividade do país no mercado internacional.

“Temos praças em que o preço da saca de milho chega a R$ 60,00, praticamente o dobro do preço esperado para esta época.  Este insumo representa mais de 50% do total da ração.  Esta alta do milho, somada aos outros fatores como custos energéticos, combustíveis e mão-de-obra estão pressionando as margens do setor.  Já houve repasse de custos e o câmbio acima de R$ 3,50 auxilia no equilíbrio das contas. Uma queda acentuada do dólar, entretanto, agravaria ainda mais a necessidade de reposicionamento nos preços internacionais em curso.  Esta elevação não acontece rapidamente, e pioraria a situação de várias empresas que já estão no vermelho”, destaca Turra.

De acordo com o presidente da ABPA, a necessidade de um reposicionamento mais acentuado de preços (além do que já está em curso) no mercado externo causará, ainda, um outro problema: a perda de competitividade frente aos concorrentes internacionais.

“Se apresentarmos preços mais elevados neste momento do mercado, nossos concorrentes internacionais absorveriam parte da vantagem competitiva que conquistamos ao longo destes anos.  Isto poderia refletir num menor desempenho dos embarques”, explica.

Segundo os números da associação, hoje o setor gera 4,1 milhões de empregos diretos e indiretos.  Somente nas unidades produtivas são cerca de 700 mil postos de trabalho, em empresas de variados portes instaladas no interior do país.  Em 2015, foi responsável por 10% dos embarques do agronegócio, com receita de US$ 8,44 bilhões.

“É primordial mantermos o equilíbrio dos setores que estão números positivos para o país neste momento de crise.  São muitos empregos em jogo.  A perda de desempenho dos embarques seria altamente maléfica para estas regiões que tem na avicultura e na suinocultura sua principal fonte de renda”, alerta Turra.

Fonte: ABPA

 

Porto de Santos bate recorde de movimentação de cargas, puxado por embarques de soja

Porto de Santos bate recorde de movimentação de cargas, puxado por embarques de soja

Santos – O mês de abril registrou no Porto de Santos o 4º recorde mensal do ano, com a movimentação de 9,75 milhões de toneladas. O número é superior em 3,1% ao resultado do mesmo mês no ano passado. No acumulado do ano, o 1º quadrimestre também registra recorde, com 37,51 milhões de toneladas (4,7% acima do resultado de 2015). Continuar lendo Porto de Santos bate recorde de movimentação de cargas, puxado por embarques de soja

Congresso aprova projeto que altera meta fiscal de 2016

Brasília - Plenário do Congresso aprecia o projeto do governo que modifica a meta fiscal (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília – Plenário do Congresso aprecia o projeto do governo que modifica a meta fiscalFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em uma sessão que durou mais de 16 horas, o Congresso Nacional aprovou hoje (25) de madrugada,  em votação simbólica, o projeto com a revisão da meta fiscal para 2016. O texto autoriza o governo federal a fechar o ano com um déficit primário de até R$ 170,5 bilhões nas contas públicas.

“A aprovação da meta resulta em ajuste de receitas de forma real porque a receita que previa superávit de R$ 30 bilhões, que era o texto do governo anterior, era algo extremamente irreal. Estamos ajustando as receitas, ajustando as despesas e estamos retomando investimentos estratégicos para o país”, disse o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Os parlamentares aprovaram o relatório do deputado Dagoberto (PDT-MS), que invocou o “momento excepcional” ao pedir a aprovação do texto. “Não podemos ignorar as dificuldades financeiras que o país vem enfrentando. O momento politico requer grande esforço de todos em prol da retomada do crescimento”, disse.

A meta fiscal, economia que o governo promete fazer para pagar a dívida pública, gira em torno da expectativa da receita arrecadada e também dos gastos. A nova meta com o déficit foi anunciada na sexta-feira (20) pelo então ministro do Planejamento, Romero Jucá, e pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Dificuldades

Apesar de o texto não detalhar os cortes, do total de R$ -170,5 bilhões, R$ -163,9 bilhões dizem respeito ao déficit para o setor público não financeiro para o Governo Central, dos quais R$ 114 bilhões referem-se ao déficit fiscal, acompanhado de R$ 21,2 bilhões de descontigenciamento de receitas; R$ 9 bilhões para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); R$ 3,5 bilhões para o Ministério da Defesa; R$ 3 bilhões para a Saúde; R$ 13,3 bilhões para renegociação de dívidas dos estados e outras despesas. Também entram no cálculo RS 6,554 bílhões para os estados e municípios.

O governo interino justificou o resultado alegando dificuldades diante da crise econômica e queda nas receitas com um recuo do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,8%. Também contribuiu o fato de que, caso a meta não fosse revista até o dia 30 de maio, o governo ficaria “paralisado”, uma vez que na prática teria que cortar mais despesas para cumprir a meta enviada por Dilma, com previsão de superávit de R$ 24 bilhões.

O valor, fixado na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2016, passava para R$ 30,5 bilhões, considerado todo o setor público (estados e municípios também). Contudo, já em março, o governo da presidente afastada Dilma Rousseff disse que teria como cumpri-la e apresentou proposta de revisão com déficit de R$ 96,6 bilhões nas contas públicas.

Embate e reclamações

A sessão do Congresso destinada a apreciar os 24 vetos presidenciais antes da votação da meta fiscal começou as 11h da manhã de ontem (24) e seguiu com governistas e oposcionistas travando uma batalha política em torno do tema. Liderados pelo PT, partidos contrários ao processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, como o PCdoB, PDT, PSOL e Rede, se esforçaram ao máximo para obstruir os trabalhos e prolongar a votação dos vetos. O objetivo era fazer com que a sessão acabasse sendo encerrada por falta de quórum e sem votar a meta fiscal.

Os parlamentares se revezavam criticando a proposta de revisão da meta de R$ 170,5 bilhões. “Não é possível ampliar o déficit para 170 bilhões prevendo frustração de receita futura, isso é o paradigma da irresponsabilidade fiscal. É outro golpe! Foi golpe contra a democracia, foi golpe contra a aposentadoria, a política de salário mínimo, o Minha Casa, Minha Vida e, agora, é um golpe contra a estabilidade fiscal do país, no mesmo dia em que o ministro da Fazenda apresenta uma previsão de pedalada fiscal”, disse o líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA).

A meta proposta também foi criticada pelo deputado Silvio Costa (PTdoB-PE). Segundo ele, a aprovação do valor proposto seria passar um cheque em branco para o novo governo.

Outra crítica dos parlamentares de oposição foi a condução dos trabalhos para a votação da meta fiscal. Segundo eles,  Renan Calheiros, “atropelou” o regimento para conseguir a aprovação do texto. “O presidente do Congresso [Renan] adotou algumas posturas diferentes das que adotava quando a oposição não era governista”, reclamou o senador Humberto Costa (PT-PE), referindo-se ao fato de Calheiros ter feito a votação sem deixar que os partidos orientassem suas bancadas.

Edição: Nelio Neves Andrade