Arquivo diário: 24 de maio de 2016

Jovens ocupam o segundo lugar no ranking de inadimplência

Cerca de 9,4 milhões de jovens com idade entre 18 e 25 anos entraram para a lista de devedores no último mês de março, o que representa 15,7% do total de 60 milhões de inadimplentes do país, segundo estudo divulgado hoje (13) pela Serasa Experian. Essa é a maior parcela já registrada entre os jovens desde 2012. Eles já ocupam o segundo lugar no ranking de devedores, seguindo a classificação por faixa etária..

Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pesquisa mostra que esses jovens têm sido afetados pelo desemprego. No primeiro trimestre do ano, a taxa na população de 18 a 24 anos atingiu 24,1%, com uma alta de 6,5 pontos percentuais em comparação a igual período de 2015.

A maior proporção de inadimplentes (19,1%) está na faixa etária entre 41 e 50 anos, porém, está crescendo mais entre os jovens os casos de dívidas não quitadas no prazo.

Para os economistas da Serasa Experian, além do desemprego, a dificuldade em honrar os compromissos ocorre por causa da alta da inflação e dos juros. Eles acrescentam que “a falta de experiência dos jovens no crédito e a maneira mais impulsiva na hora de fazer compras também contribuem para esse resultado”. A saída defendida pelos economistas é a renegociação.

Entre 2012 e 2016, o número de inadimplentes cresceu de 50,2 milhões para 60 milhões. Economistas dizem que, por meio do Limpa Nome Online da Serasa , a negociação pode ser feita pela internet, diretamente com o credor, com toda comodidade e segurança.

 

Por Agência Brasil.

Conab estima aumento de 15% na safra de café do Brasil ante 2015

Conab estima aumento de 15% na safra de café do Brasil ante 2015
Conab estima aumento de 15% na safra de café do Brasil ante 2015

SÃO PAULO (Reuters) – A safra de café do Brasil, o maior produtor e exportador mundial, foi estimada nesta terça-feira em 49,67 milhões de sacas de 60 quilos, crescimento de 14,9 por cento ante 2015 impulsionado pela produção de grãos arábica, de acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Mas o número ficou próximo ao ponto mais baixo da previsão anterior. Em janeiro, a Conab havia estimado a produção em intervalo de 49,13 milhões a 51,94 milhões de sacas.

(Por Roberto Samora)

Brasil Importa Milho e Eleva Preços no Mercosul

De janeiro a abril, o Brasil importou 243,65 mil toneladas de milho, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A maior parte deste milho veio do Paraguai. Foram 123,74 mil toneladas importadas do país vizinho ou 50,8% do total. O volume restante veio da Argentina.

Chama a atenção as cotações do produto importado, em relação aos preços vigentes no mercado brasileiro.

Em ambos os países, a produção em 2015/2016 foi maior que na temporada passada. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a Argentina colheu 25,9% mais milho na temporada atual, totalizando 34,0 milhões de toneladas. A produção paraguaia, estimada em 3,28 milhões de toneladas, aumentou 4,3%, em relação à safra passada.

É justamente essa maior competitividade do produto importado, em relação ao nacional, que tem levado grandes empresas integradoras de aves e suínos a importarem milho de países do Mercosul.

O preço médio do milho paraguaio importado no primeiro quadrimestre foi de US$127,13 por tonelada e o argentino US$165,49 por tonelada (FOB). Veja a tabela 1.

Se considerarmos um frete médio de US$70,00 para levar este milho do porto no Paraná até a região do médio Norte de Mato Grosso, o produto chegaria à região de destino custando US$197,13.

Levanto em conta uma taxa de câmbio de US$1,00=R$3,50, esse milho custou R$689,95 por tonelada ou R$41,40 por saca de 60 quilos.

O preço vigente na região neste período (produção nacional) variava de R$42,00 a R$44,00 por saca de milho, posto na fazenda.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considerando somente o mês de abril, segundo os últimos dados divulgados pelo MDIC, a importação foi de 105,94 mil toneladas, o equivalente a 43,5% do volume total importado no ano. Destas, 61,15 mil toneladas foram importadas da Argentina e 44,79 mil toneladas do Paraguai.

A demanda firme no Brasil fez os preços subirem nos países vizinhos.

As cotações médias do milho importado da Argentina e do Paraguai foram, respectivamente, US$166,35 e US$140,50 por tonelada (tabela 2) em abril último.

Seguindo o mesmo raciocínio da simulação anterior, o milho importado do Paraguai chegou ao Brasil custando US$140,50 por toneladas (FOB). Este valor acrescido do frete para transportar o produto para o Médio Norte Mato-grossense, de US$70,00 por tonelada, totalizaria US$210,50 por tonelada.

Em reais são R$736,75 por tonelada ou R$44,21 por saca de 60 quilos, preços ainda competitivos em relação aos vigentes no mercado interno.

O ponto principal, além do preço, é a disponibilidade nos países vizinhos, cenário diferente do brasileiro onde em curto e médio prazo a expectativa é de estoques reduzidos.

Importação brasileira de milho de janeiro a abril

Importação brasileira de milho de janeiro a abril

 

Reunião do G20 e exportações do agronegócio levam ministro Blairo Maggi a visitar a China

Brasília – O ministro  da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, viaja para a China, no início de junho, em sua primeira missão internacional à frente do ministério. Ele vai participar da Reunião de Ministros de Agricultura do G20 – grupo formado por 19 países de economias mais desenvolvidas do mundo, além da União Europeia. Durante a viagem, o ministro também se reunirá com o governo chinês para discutir temas de comércio bilateral. Continuar lendo Reunião do G20 e exportações do agronegócio levam ministro Blairo Maggi a visitar a China

Balança comercial acumula superávit de US$ 17,234 bilhões até a terceira semana de maio

Balança comercial acumula superávit de US$ 17,234 bilhões até a terceira semana de maio 

Brasília –  Com o superávit de US$ 1,010 bilhão registrado na terceira semana do mês de maio, a balança comercial brasileira acumula em 2016 um saldo de US$ 17,234 bilhões, o melhor saldo registrado pela balança comercial nesse período para os últimos anos. O superávit da terceira semana do do mês é  resultado de exportações no valor de US$ 3,627 bilhões e importações de US$ 2,617 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 11,976 bilhões e as importações, US$ 7,986 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,990 bilhões. No acumulado do ano, as vendas externas brasileiras totalizam US$ 67,918 bilhões e as compras, US$ 50,684 bilhões..

De acordo com dados divulgados hoje (23) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), na terceira semana de maio, a média das exportações foi de US$ 725,4 milhões – 13,1% abaixo da média de US$ 834,9 milhões registrada até a segunda semana do mês. O motivo da queda foi a diminuição dos embarques das três categorias de produtos: semimanufaturados (-19,5%), por conta de celulose, ouro em forma semimanufaturada, semimanufaturados de ferro/aço, couros e peles, alumínio em bruto; básicos (-13,3%) em função de soja em grãos, petróleo em bruto, farelo de soja, carne de frango e suína e café em grãos;  e manufaturados (-12,4%), em razão, principalmente, de aviões, automóveis, óxidos e hidróxidos de alumínio, tubos flexíveis de ferro e aço e de polímeros plásticos.

Do lado das importações, pela média da terceira semana (US$ 523,5), verificou-se queda de 2,5%, sobre a média até a segunda semana (S$ 536,8 milhões) explicada pela diminuição nos gastos com veículos automóveis e partes, adubos e fertilizantes, plásticos e obras, instrumentos de ótica e precisão. Além de produtos siderúrgicos.

Mês
Nas exportações, na comparação pela média diária até a terceira semana (US$ 798,4 milhões) com a média de maio de 2015 (US$ 838,5 milhões), houve retração de 4,8%, em razão da queda nas vendas externas de produtos básicos (-7,6%) por conta, principalmente, de petróleo em bruto, minério de cobre, café em grãos, fumo em folhas, farelo de soja e carnes salgadas; e  manufaturados (-3,8%) em função de laminados de ferro e aço, açúcar refinado, autopeças, motores para automóveis, motores e geradores, bombas e compressores.

Por outro lado, cresceram as exportações de semimanufaturados (+5,8%) pelo aumento de ouro em formas semimanufaturadas, catodos de cobre, alumínio em bruto, óleo de soja em bruto, açúcar em bruto, madeira serrada ou fendida. Em relação a abril deste ano, houve crescimento de 3,9%, em virtude do aumento nas vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (+14,7%); manufaturados (+2,9%) e básicos (+2,5%).

Nas importações, a média diária até a terceira semana (US$ 532,4) ficou 24% abaixo da média de maio do ano passado (US$ 700,5 milhões). Diminuíram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (-39,6%), produtos siderúrgicos (-36,9%), borracha e obras (-29,9%), veículos automóveis e partes (-29,4%), equipamentos mecânicos (-28,1%), equipamentos eletroeletrônicos (-27,8%). Ante abril/2016, houve aumento de 1,3%, pelo crescimento em químicos orgânicos/inorgânicos (+29,2%), siderúrgicos (+14,9%), instrumentos de ótica/precisão (+11,4%), farmacêuticos (+9,7%) e plásticos e obras (+5,5%).

Clique aqui e acesse os dados completos da balança comercial brasileira na terceira semana de maio de 2016.

(*) Com informações do MDIC

 

Venezuelanos vão pagar dez vezes mais pelo preço da farinha de milho

Da Agência Lusa

Os venezuelanos vão ter de pagar dez vezes mais pelo preço do quilo de farinha de milho, mais caro que o valor pedido pela Associação Venezuelana de Milho (AVM), segundo listagem publicada hoje (24) pela Superintendência de Preços Justos do país.

Segundo a tabela divulgada oficialmente, o quilo de farinha de milho pré-cozida passa de 19 para 190 bolívares por quilo. A AVM pedia ao Executivo um ajuste para 115 bolívares.

É tradição na Venezuela comer diariamente, no pequeno almoço, uma ou duas “arepas”, uma massa redonda e achatada de milho, que depois de frita ou assada é usada como se fosse pão e que à hora de ir para a mesa é recheada com fiambre, queijo, peixe ou carne.

Nos primeiros dias de março de 2016, a AVM pediu ao governo venezuelano que permitisse aumentar o preço da farinha de milho para 115 bolívares o quilo, para assim poder “pagar a colheita a preços adequados aos produtos nacionais, para gastos adicionais, peças para a reparação de maquinaria e material para empacotar”.

Dados não oficiais mostram que cada venezuelano consome 34 quilos de farinha de milho por ano.

Com frequência, os venezuelanos queixam-se de dificuldades para conseguir a farinha de milho pré-cozida, num mercado cada vez mais marcado pela escassez de produtos básicos.

Por outro lado, os empresários queixam-se de que a produção nacional não é suficiente e que há dificuldades no acesso a divisas para importar o produto, devido ao sistema de controle cambial que vigora desde 2003 no país e que impede a livre obtenção local de moeda estrangeira.

Alguns dos produtos escassos estão acessíveis por meio dos ‘bachaqueros’ (vendedores informais ou mercado negro) onde um quilo de farinha de milho pode chegar a custar 1.400 bolívares (125 euros), dependendo da demanda.

 

 

Carta aberta a Michel Temer

 

 

 

Sim, nós podemos

 21 de maio de 2016 § 17 Comentários

DI6

Artigo para O Estado de S. Paulo de 21/5/2016

O que muda de saída é que o objetivo da ação do Estado deixa de ser manter o PT sozinho na arena política do presente e do futuro do Brasil ao qual tudo o mais esteve subordinado nos ultimos 13 anos. Mudanças de rumo no interesse da nação voltam a ser possíveis; o projeto de uma democracia brasileira retoma o seu lugar no horizonte da nação.

Desse ponto em diante massas imensas de entulho precisam ser removidas para que a marcha possa prosseguir. Nu como esteja, o Brasil do “quéromeu” (o com e o sem discurso “ideológico”) está longe de se render. Michel Temer sabe onde mora o perigo e tem feito concessões a cada passo para que não lhe cassem antes da primeira dose a licença para ministrar remédios à economia que estrebucha nas suas mãos.

DI9O que põe dentes na acintosa desfaçatez dessa máfia é a figura do “direito adquirido” na formulação pervertida de exceção ao direito geral que nas democracias só vale se valer para todos que tem no Brasil. Ela torna a injustiça exigível nos tribunais, perpétuos os privilégios e, ao autorizar o Estado a outorgá-los à vontade, galopante a corrupção. Mais que o custo, é a subversão institucionalizada que esse instrumento instala que nos mata.

Os miseráveis do Brasil, que pagam Imposto de Renda a partir de pouco mais de dois salários mínimos, sustentam todos os “auxílios”, gratificações, adicionais, abonos, recessos e “vales”-tudo e mais alguma coisa livres de impostos mas incorporados às aposentadorias precocíssimas das “excelências” e demais empregados do Estado que, descontados todos esses extras, já paga salários duas vezes maiores que os do Brasil real. A medida do quanto valem esses penduricalhos todos é dada pelas aposentadorias do setor público 33 vezes maiores, em média, que as dos “manés”. Bancam também os partidos sem eleitores (35 na ativa, mais 29 no forno), os sindicatos sem trabalhadores em que eles se inspiraram (115 mil mais 280 novos por ano), os “advogados” (trabalhistas) que não advogam (exploram um sistema institucionalizado de achaque), os empreendedores sem risco (R$ 323 bi ou 13 anos de Bolsa Família por enquanto), os “movimentos sociais” sem cidadãos, as ONG’s sem voluntários (o PT fez convênios com mais de 100 mil), os artistas sem público e toda a vasta multidão que chora menos porque grita mais…

DI9Os tais funcionários “comissionados” enfiados na máquina publica e nas 140 estatais expressamente para mamar, não são só os 23 mil da União. Nos estados ha mais 115 mil. Nos municípios, meio milhão. 15.500 são criaturas recentes do Congresso; mais de 12 mil da Câmara dos Deputados onde são quatro vezes mais numerosos que os concursados. É deles o grosso dos “direitos adquiridos” mais aberrantes da teratológica coleção brasileira. São os tais garçons, motoristas, acensoristas e amigos diletos e parentes “assessores” que ganham mais, muito mais, que médicos e professores com mestrado e doutorado concursados e efetivamente a serviço da população.

Nesse mundinho particular, só uma coisa é sagrada: entrou não sai mais. Ponha-se o câncer das favelas na fila de espera e os documentos históricos da Biblioteca Nacional sob a chuva e tudo bem. “Normal”. Até idade mínima para aposentadoria admite-se discutir de tão evidentemente razoável que é, sobretudo nesta hora de tanta pobreza sendo transformada em miséria. Mas ouse tocar nos “direitos adquiridos” mais graficamente obscenos e injustificáveis e as trombetas de Jericó atroarão os ares do Oiapoque ao Chuí, da Côte d’Azur ao Baixo Leblon.

DI9Ao fim de um longo e tenebroso inverno temos um presidente da Republica permeável à realidade e capaz de conversar e um “dream team” de profissionais do mundo real nos postos-chave da Fazenda pública. Só que cotinua sendo contra a lei consertar a economia do Brasil e inconstitucional manter a equação fiscal no equilíbiro necessário para garantir o valor do resultado do trabalho dos brasileiros que vivem do que produzem.

Como obrigar congressistas fisiológicos articulados por um governo de transição que nasce pendurado no ar num país onde todo mundo – a começar pelo todo poderoso Judiciário que desfruta da maior de todas – tem pelo menos uma tetinha para chamar de sua e acha isso muito justo é o desafio que se apresenta.

Parece impossível mas não é. A necessidade é a maior força da natureza. Os números que decretam o fim desse sistema medieval de opressão falam por si. Se exibidos pelo governo com um mínimo de competência didática mudam completamente o jogo de forças. O Brasil que mama está morto e não sabe. Mas logo vai ficar claro que só sobreviverá quem sair da frente para passar a ajudar a empurrar. Vem dor demais por aí para que isto pare numa simples manobra de ressuscitação.

DI9A imprensa é o fator decisivo para uma “virada” mais ampla. Se assumir a cruzada que ha tanto tempo deve aos miseráveis do Brasil para esmiuçar cada parcela dessa conta sob a baliza da igualdade perante a lei liberta já o país. Modo de vida contra modo de vida, numero por numero, o escândalo desses privilégios posto ao lado da miséria que eles custam fará o milagre.

Como na Campanha Abolicionista que nos livrou daquela outra escravidão, vem das ruas, e não dos palácios, o “basta” que, desde 2013, empurra o Brasil para fora da Idade Média. Quem pôde o mais pode o menos. Lancetado o tumor da privilegiatura “adquirida” o caminho para tomarmos definitivamente o direito à ultima palavra sobre as decisões que afetam nossas vidas das mãos dessas mafiazinhas subornáveis estará aberto.

Parlamentarismo? Nova eleição? Chega de “mudar para que tudo fique igual”. As ferramentas consagradas do voto distrital, do recall, e do referendo que tornam os políticos totalmente dependentes de seus eleitores como devem ser estão aí para quem tiver a coragem de exigi-las. Com elas nas mãos, o resto das reformas a gente mesmo vai fazendo, na velocidade e na medida que a necessidade encomendar.