Arquivo diário: 18 de maio de 2016

Balança do agronegócio tem saldo positivo de US$ 7,1 bilhões em abril

 Com um aumento de 14,3% em abril deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2015, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram um total de US$ 8,08 bilhões, valor que representou 52,5% de todo o valor exportado pelo Brasil no mês. Como os preços internacionais dos produtos agropecuários têm registrado queda, o resultado só foi obtido graças ao aumento na quantidade de produtos exportados, informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento (Mapa).

 

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Venda antecipada de soja da safra 2016/17 do Brasil atinge 16,4%, diz Céleres

7.05.2016 18:08

SÃO PAULO (Reuters) – As vendas antecipadas da safra de soja 2016/17 do Brasil alcançaram em 13 de maio 16,4 por cento do volume total esperado, ante comercialização de 0,6 por cento da safra no mesmo período da temporada anterior, disse nesta terça-feira a consultoria Céleres.
Em relatório, a consultoria atribuiu o adiantamento de pelo menos dois meses na comercialização à “valorização da oleaginosa em Chicago” e a intenção de proteger a safra “contra oscilações cambiais”.

(Por Natália Scalzaretto)

Planalto rejeita nomes e busca consenso para líder do governo na Câmara

© Reuters. Câmara dos Deputados durante sessão de votação © Reuters.

Por Lisandra Paraguassu e Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) – O Palácio do Planalto tenta construir uma terceira via para liderança do governo na Câmara, e os líderes da Casa foram informados, em reunião nesta terça-feira, que os deputados André Moura (PSC-SE) e Rodrigo Maia (DEM-RJ) – os dois nomes que surgiram na base até agora – não funcionam para o governo, disseram à Reuters duas fontes palacianas.
Apesar da pressão do chamado centrão da Câmara e do apoio do PMDB pela indicação de Moura, na reunião desta tarde com o presidente interino, Michel Temer, e o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, os líderes partidários foram informados que teriam de encontrar um nome de consenso que não dividisse a base nem tivesse problemas com a Justiça e o carimbo de ligação com o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
“O presidente não definiu. Essa questão é uma prerrogativa do presidente. Vamos conversar com os líderes e encontrar uma solução que signifique um diálogo com franqueza e clareza”, disse Geddel em entrevista depois da reunião.
O ministro negou que Temer tenha recebido indicação dos líderes e repetiu que a escolha será negociada.
Representantes do PMDB e dos partidos que formam o grupo (PP, PR, PSD, PSC, PTB, PHS) formalizaram a indicação com Temer na tarde desta terça-feira. “A escolha foi assinada por unanimidade pelo grupo de 300 deputados”, disse o líder do PHS, Givaldo Carimbão (AL).
PSDB, DEM e PPS não participaram da reunião do centrão e não chancelaram a indicação. A opção destes partidos é Rodrigo Maia, mas o nome do deputado fluminense está longe de ser consenso.
“Não é um nome que une a base. E não é o momento de se dividir”, disse uma das fontes.
Moura tem um apoio maior, mas enfrenta outros problemas. Um dos mais fiéis integrantes da tropa de choque de Cunha, Moura enfrenta resistências no Planalto por parecer uma infiltração do presidente afastado da Câmara, além de ter uma longa ficha judicial e estar sendo investigado pela operação Lava Jato.
O deputado sergipano é investigado, juntamente com outros oito deputados próximos a Cunha, por corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro em operações envolvendo o banco Schahin.
Moura ainda tem outros seis inquéritos no STF. Três deles por apropriação indébita, desvio de bens e formação de quadrilha na prefeitura de Pirambu, onde exerceu dois mandatos.
Há ainda um inquérito por suspeita de corrupção em dispensas de licitação na Assembleia Estadual de Sergipe e até uma acusação de homicídio.
No Senado, nomes de duas senadoras de partidos aliados do novo governo são ventilados nos corredores: Simone Tebet (PMDB-MS), e Ana Amélia (PP-RS). O assunto, aliás, seria um dos temas abordados pelo presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), em encontro com Temer nesta terça-feira.
A escolha de uma mulher para o posto poderia amenizar as críticas de que não há mulheres na composição do primeiro escalão do governo interino.
Paira ainda a discussão sobre a liderança do governo no Congresso. Representantes do centrão advogam para que, dessa vez, seja um deputado a ocupar o posto.
O governo tem votações importantes pela frente. A maior delas, a da modificação na meta de superávit fiscal, que precisa ser votada até a próxima semana em sessão do Congresso.

Novo comandante do BC, Ilan Goldfajn vê espaço para corte da Selic já no 2º semestre

17.05.2016
Nome de Ilan Goldfajn foi bem recebido e já estava precificado, sem mexer com humor dos agentes no dia da indicação oficial (Wilson Dias/Agência Brasil)
SÃO PAULO – A aguardada indicação do economista-chefe do Itaú (SA:ITUB4) Ilan Goldfajn para a presidência do BC (Banco Central) foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, nesta terça-feira (17). A indicação agrada ao mercado, mas já estava precificada, sem conseguir barrar a queda do Ibovespa na segunda sessão da semana.
O ingresso de Ilan no BC deve dar folego à desgastada relação entre o presidente da autoridade monetária e o mercado financeiro. Devido às muitas idas e vindas de política monetária e suspeitas de intervenções do Executivo, o atual presidente do BC, Alexandre Tombini, perdeu credibilidade nos últimos anos.
Enquanto liderava o departamento de economia do Itaú, Goldfajn apontava que haveria espaço para corte da taxa básica de juros já no segundo semestre deste ano caso o ajuste fiscal e a redução da inflação se confirmassem.
“Se confirmada uma melhora no balanço de riscos – que inclui cenário fiscal, inflação e ambiente externo – , o Copom deve se sentir mais confortável para iniciar um ciclo de afrouxamento monetário no segundo semestre”, escreveu em relatório divulgado após a publicação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária) em 5 de maio.
Agentes do mercado relutam em classificá-lo como “dovish” (mais tolerante com inflação e focado em atividade), ou seja, inclinado a uma política monetária mais frouxa. “Ele é bastante equilibrado e suas argumentações são muito bem embasadas”, disse um economista próximo a ele, acrescentando que não era possível enquadrar Goldfajn como “dovish” ou “hawkish” (menos tolerante com inflação e focado no nível geral de preços).
Segundo a fonte, após anos à frente da equipe econômica do Itaú, reunindo-se com clientes empresariais de diversos setores e portes, Goldfajn passou a ter mais contato com a economia real. “Acho que essa experiência com a economia real é algo que ele vai trazer para a análise”, acrescentou.
No Itaú, Goldfajn vinha destacando que o quadro recessivo no Brasil e o enfraquecimento do dólar sobre o real desde o início do ano estavam entre os fatores que deveriam contribuir para gradual redução das expectativas de inflação, abrindo espaço para o início do ciclo de corte de juros no “segundo semestre, a partir de julho”.
Jorge Simino, diretor de investimentos da Fundação Cesp (SA:CESP5) – fundo de pensão com mais de R$ 20 bilhões sob administração -, também destaca a maior sensibilidade de Goldfajn ao comportamento da economia real. “Ele tem essa sensibilidade, que que é transmitida pelos canais do banco, de que a economia pode estar recuando 8%, e fica mais sensível ao lado real da economia”, observa Simino. “Não é questão de modelo econométrico, mas de sentar com os diretores do banco e saber como está se comportando cada área da economia.”
Antes de ingressar no maior banco privado do país, Goldfajn sócio-fundador e gestor da Ciano Investimentos e também ajudou a fundar a Ciano Consultoria. Anteriormente, foi sócio da Gávea Investimentos.
Goldfajn exerceu o cargo de diretor de Política Econômica do BC entre 2000 e 2003, quando Arminio Fraga era presidente da autoridade monetária. O economista também tem passagem pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), onde trabalhou entre 1996 e 1999.
O economista é formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem mestrado pela PUC-Rio – onde também atuou como professor – e doutorado pelo Massachusetts Institute of Technology. Um dos orientadores de seu PhD foi Stanley Fischer, vice-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). Os dois continuam amigos e ainda se falam com alguma frequência.
(Com Reuters)

Instituições financeiras voltam a piorar projeção de retração do PIB em 2016, apostando em queda de 3,88%

Por: JL Torres 16/05/2016 – 11:21 Comentários (0)
Postado em: Balança Comercial, Banco Central do Brasil (BACEN), Boletim Focus, Brasil, Conta Externa, Indústria, Investimento Estrangeiro, PIB, Produção Industrial
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De acordo com a projeção das instituições financeiras que colaboram com Banco Central (BC) para elaboração do Boletim Focus, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro diminuirá 3,88% em 2016 – projeção 0,02% pior que a divulgada no relatório da semana anterior (-3,86%). Essa foi a décima sexta vez no ano em que as instituições financeiras pioraram suas previsões sobre o PIB de 2016.

Há dois meses, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou que a economia brasileira encolheu 3,8% em 2015 na comparação com 2014. Essa foi a maior queda desde que a atual pesquisa do IBGE começou a ser feita, em 1996. Se forem considerados os dados anteriores do PIB, que começam em 1948, é o pior resultado em 25 anos, desde 1990 (-4,3%), quando Fernando Collor de Mello assumiu o governo e decretou o confisco da poupança.

Esta também foi a sétima vez que o Brasil registrou um PIB negativo desde 1948: 1981 (-4,3%), 1983 (-2,9%), 1988 (-0,1%), 1990 (-4,3%), 1992 (-0,5%), 2009 (-0,1%) e, agora, 2015 (-3,8%).

Contudo, para o PIB de 2017, o mercado financeiro manteve a previsão de crescimento divulgada na semana anterior: de 0,50%. Até então, o PIB 2017 tinha apresentado três semanas consecutivas de incremento em sua projeção.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Divulgado na última sexta-feira, a prévia do PIB (IBC-Br) indicou uma contração de 0,36% da economia em março de 2016.

Produção Industrial

Um dos principais componentes para o cálculo do PIB, a Produção Industrial, também apresenta projeção de forte contração para 2016: queda de 5,85%, de acordo com os especialistas consultados pelo BC para elaboração do Boletim Focus desta semana. Essa projeção foi menos pior que aquela divulgada na semana passada, quando as instituições financeiras também estimavam uma queda de 5,95% na produção da indústria brasileira este ano.

Para 2017, a previsão dos analistas consultados pelo BC sobre a Produção Industrial ainda é positiva: expansão de 0,74% – valor idêntico àquele previsto na semana anterior (0,74%) pelos analistas financeiros que colaboram com a elaboração do Boletim Focus.

Balança Comercial

A Balança Comercial, outro componente utilizado para o cálculo do PIB, deve fechar 2016 com superávit estimado em US$ 48,00 bilhões – valor US$ 1,6 bilhão superior em comparação ao projetado na semana passada (US$ 46,40 bilhões).

Para 2017, a expectativa dos analistas é de que a Balança Comercial também encerre o ano com saldo positivo: US$ 50,00 bilhões, valor idêntico ao estimado nos seis últimos relatórios.

Investimento Estrangeiro

Já com relação ao Investimento Estrangeiro Direto, o Boletim Focus prevê um aporte de US$ 58,50 bilhões em 2016, valor US$ 1,150 bilhão superior ao previsto na semana anterior (US$ 57,35 bilhões).

Com relação a 2017, o Boletim Focus aponta que o Investimento Estrangeiro Direto será de US$ 60,00 bilhões – valor idêntico ao estimado nas três últimas semanas.

Boletim Focus

O Boletim Focus é um relatório divulgado semanalmente pelo BC. Esse relatório contem uma série de projeções sobre a economia brasileira coletadas junto a alguns dos principais economistas em atuação no país. Cerca de 100 (cem) analistas de mercado, representando as principais instituições financeiras do Brasil, opinam sobre a perspectiva futura de diversos indicadores de nossa economia. O relatório é confeccionado de segunda-feira a domingo, sendo divulgado sempre às segundas-feiras da semana seguinte à sua confecção.

Fique de Olho: produção industrial cresce 1,4%, inflação desacelera em SP e indústria chinesa tem 14º recuo em abril

Por: Arena do Pavini 03/05/2016 – 10:32 Comentários (0)
Postado em: Brasil, China, Inflação, Produção Industrial
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A produção da indústria nacional apresentou alta de 1,4% em março em relação a fevereiro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE. O resultado veio próximo ao esperado pelo mercado, de alta de 1,5%. O Banco Fator trabalhava com alta de 1,1%. O número do mês de fevereiro foi revisado, de queda de 2,5% para queda de 2,7%. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a queda foi de 11,4%, um pouco pior do que a expectativa do Banco Fator, de queda de -10,8% e a 25ª queda consecutiva nessa base de comparação. Em fevereiro, a retração da indústria havia sido de 9,8%.

Inflação em SP desacelera para 0,46% em março, diz Fipe

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido na cidade de São Paulo, encerrou abril com alta de 0,46% , taxa abaixo da registrada em março (0,97%). Desde janeiro deste ano, a taxa acumula alta de 3,74% e, nos últimos 12 meses, de 10,03%. A pesquisa foi feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – Fipe. A redução no ritmo de aumento reflete a perda de força nos reajustes em quatro dos sete grupos pesquisados e a queda de 0,11% no grupo transporte ante uma alta de 0,37%, em março. O decréscimo mais significativo ocorreu no grupo alimentação (de 1,87% para 0,73%). Em despesas pessoais, o IPC passou de 1,17% para 0,48%; em vestuário, de 1,47% para 0,94% e, em educação, de 0,15% para 0,09%. Já nos demais grupos houve avanços: em habitação (de -0,05% para 0,09% e, em saúde, de 0,71% para 2,32%.

Indústria chinesa tem novo recuo em abril

Em abril, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria chinesa, medido pelo Caixin/Markit, apontou o 14º recuo consecutivo da produção no país. A fraca demanda pressionou um forte corte de empregados e o PMI caiu para 49,4 no mês passado, ante 49,7 em março e esperados 49,9 pontos para o período.

Itaú tem lucro menor no primeiro trimestre

O Itaú Unibanco anunciou hoje um lucro no primeiro semestre de R$ 5,184 bilhões, 9,6% inferior aos R$ 5,733 bilhões do mesmo período do ano passado. Descontados eventos extraordinários, o chamado lucro recorrente do banco foi de R$ 5,235 bilhões, 9,9% inferior aos R$ 5,808 bilhões do primeiro trimestre do ano passado. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido do banco também caiu, de 24,2% no primeiro trimestre de 2015 para 19,7%. Usando como base o lucro recorrente, o retorno também caiu, para 19,9%, ante 24,5% no ano passado.

Diretor do Whatsapp critica decisão judicial

O bloqueio dos serviços do Whatsapp, determinado ontem pela justiça de Sergipe, foi criticado pelo diretor executivo do Whatsapp, Jan Koum, em sua conta no Facebook. “Mais uma vez milhões de brasileiros inocentes estão sendo punidos porque um tribunal quer que o Whatsapp entregue informações que nós repetidamente dissemos que não temos”, disse.

As informações são da Agência Brasil e da Reuters.