Arquivo mensal: maio 2016

Meirelles: “A vida é feita de previsibilidade ou horizonte de planejamento”

Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (30) que o governo tem de criar condições macroeconômicas para que todos possam trabalhar, produzir e investir para que o país volte a crescer. As primeiras medidas tomadas pelo governo Michel Temer vão nessa direção, destacou o ministro na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Ele adiantou que outras medidas podem ser adotadas para aumentar a arrecadação e citou a venda de ativos, as concessões e privatizações.

Segundo o ministro, há muito trabalho a fazer, e a finalidade do governo é promover o crescimento econômico do país. De acordo com Meirelles, isso significa criar emprego, aumentar a renda e a produção das empresas e, principalmente, o número de empregos e a renda média da população brasileira. “Isso é o que deve nortear o trabalho de todos.”

Ele ressaltou que as primeiras medidas visam à correção do crescimento das despesas e da dívida pública. Meirelles disse que, de 1997 a 2015, o crescimento anual médio da despesa pública atingiu quase 6% ao ano acima da inflação, enquanto o gasto do governo federal subiu de 14% para 19% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços produzidos no país. “A sociedade brasileira não tem como sustentar uma trajetória de gasto nessa direção”, destacou o ministro, lembrando que o endividamento foi uma consequência.

O ministro enfatizou que a economia entrou em uma espiral negativa, com aumento do desemprego, e que isso precisava ser enfrentado de forma imediata, inicialmente com a exposição da realidade à sociedade, o que ocorreu com a divulgação do “número realista do déficit primário”, de R$ 170 bilhões, superior ao que fora informado anteriormente (R$ 96 bilhões).

O segundo passo é discutir com a sociedade, representada pelo Congresso Nacional, as medidas necessárias para ajustar esse processo, fazer a economia voltar a crescer e aumentar a confiança no país. “A vida é feita de previsibilidade ou horizonte de planejamento”, disse Meirelles. Para ele, isso é importante não só para as famílias, mas para as empresas e o governo. “Quanto mais longo o horizonte de planejamento, melhor para a economia.”

Edição: Nádia Franco

Imea reduz estimativa de safra de milho de Mato Grosso para 21,24 mi t

SÃO PAULO (Reuters) – A safra de milho do Mato Grosso teve sua estimativa de produção reduzida para 21,24 milhões de toneladas na projeção de maio divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira, ante 23,09 milhões de toneladas na projeção de abril devido a “impactos climáticos causados nas lavouras”.

Natália Scalzaretto

Temer transfere Incra e secretarias da reforma agrária para a Casa Civil

Do G1, em Brasilia.

 

GOVERNO TEMER
Presidente em exercício.

O decreto publicado na edição desta segunda-feira (30) do “Diário Oficial da União” também determina que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) passará a ser subordinado à Casa Civil.

Até o momento, todas as secretarias ligadas à reforma agrária estavam vinculadas ao Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, comandado pelo ministro Osmar Terra (PMDB).

Na semana passada, o chefe da Casa Civil já havia adiantado que Temer pretendia transferir para dentro do Palácio do Planalto a administração da reforma agrária. Segundo Padilha, o presidente em exercício encomendou um estudo para ver de que forma a Secretaria de Desenvolvimento Agrário poderia ser deslocada para a Casa Civil.

Além de deslocar as secretarias para dentro do Palácio do Planalto, Michel Temer também determinou, no mesmo decreto, que as políticas de reforma agrária, promoção do desenvolvimento sustentável da agricultura familiar e delimitação das terras dos remanescentes das comunidades dos quilombos sejam administradas pela Casa Civil.

Veja a lista de secretarias ligadas à reforma agrária transferidas para a Casa Civil:

– Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário

– Secretaria de Reordenamento Agrário

– Secretaria da Agricultura Familia

– Secretaria de Desenvolvimento Territorial

– Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária na Amazônia Legal

Fonte: G1

Meirelles repete que aumento de impostos não está descartado no futuro

© Reuters. Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante evento em São Paulo

SÃO PAULO (Reuters) – O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, repetiu nesta segunda-feira que não descarta aumento de impostos no futuro, apesar de uma medida nesta direção não estar na mesa no momento.

Meirelles, que participa de evento em São Paulo, afirmou ainda que com estabilização da economia, é de se esperar que a taxa de juros neutra caia em algum momento.

Também disse que não há pressa na venda das ações que estão no Fundo Soberano brasileiro, no valor de cerca de 2 bilhões de reais, referindo-se aos papéis do Banco do Brasil (SA:BBAS3).

O ministro repetiu ainda que as medidas anunciadas na semana passada servirão para trazer de volta a confiança dos agentes econômicos e, assim, ajudar na estabilização da dívida pública, completando que outras serão tomadas “gradualmente”.

Mereilles disse também que conversas com o Congresso Nacional já estão ocorrendo para tentar garantir a votação das medidas que incluem, entre outros, a limitação do crescimento dos gastos públicos, incluindo Saúde e Educação.

Reportagem de Erick Noin.

Consultoria eleva previsão de safra de trigo da Rússia para 63,5 mi t

© Reuters.  Consultoria eleva previsão de safra de trigo da Rússia para 63,5 mi t© Reuters. Consultoria eleva previsão de safra de trigo da Rússia para 63,5 mi t

MOSCOU (Reuters) – A Rússia, importante exportador de trigo, poderá colher 63,5 milhões de toneladas do grão em 2016, estimou nesta segunda-feira a importante consultoria russa IKAR, elevando em 1 milhão de toneladas a previsão para a temporada.

A estimativa para a safra total de grãos em 2016 permaneceu inalterada em 107 milhões de toneladas, disse a empresa.

Por Polina Devitt.

Fiscalização vistoria armazéns em 10 estados

Estoques.
Ação da Conab começa hoje e visa quantificar perdas e detectar desvios. Mais de 270 mil toneladas serão vistoriadas por técnicos da empresa pública

Técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), começam hoje a visitar armazéns públicos e privados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Pará e Rondônia. Os trabalhos prosseguem até 10 de junho, quando deverão ser fiscalizados 87 estocadores.

A expectativa da Companhia para esta quarta etapa é fiscalizar mais de 270 mil toneladas de grãos, como arroz, milho, feijão, café, trigo, farinha e fécula de mandioca. Os 18 fiscais observarão, entre outros quesitos, as condições de armazenagem e conservação e a quantidade de grãos armazenados.

Nas três etapas anteriores, foram vistoriadas mais de 2,6 milhões de toneladas de produtos em 266 armazéns localizados em 22 estados do país. As vistorias identificaram perda de cerca de 1,6 mil  toneladas e mais de 30 mil ton em desvios. No caso das perdas, os armazenadores terão que indenizar a Companhia. Para os desvios identificados, a irregularidade é informada ao Ministério Público e à Polícia Federal. Além disso, a armazenadora fica impossibilitada de operar com a Companhia por dois anos e deve restituir o estoque inicial em dinheiro ou em produto.
Fonte: Conab

Ministro da Agricultura viaja à China

Ministro viaja hoje à China para encontro do G20 e reuniões para abertura de mercado de produtos como grãos e carnes.

O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) embarca na noite desta segunda-feira (30) para a China, onde vai participar da reunião de ministros de Agricultura do G20. O encontro, na cidade de Xian, vai tratar de segurança alimentar, nutrição,  desenvolvimento rural e inovação em relação à Agenda Sustentável para 2030, incluindo a erradicação da fome e da extrema pobreza.

Os principais interlocutores da agricultura mundial estarão no encontro para lançar as bases da agricultura do futuro, discutindo plataformas de troca de informações e mecanismos ágeis para a segurança alimentar. O G20 é formado pelo Brasil, África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia. Os países membros respondem por 60% da população mundial e 70% da população rural global.

Paralelamente à reunião do G20, Blairo Maggi vai se reunir os ministros da Agricultura da Argentina, China, Coreia do Sul, México, Rússia e União Europeia. Na pauta bilateral, o comércio de carnes, grãos, lácteos e frutas entre os países, além de acordos com o Mercosul e a União Europeia.

Esta será a primeira visita oficial do ministro ao exterior. Além de Blairo Maggi, a delegação brasileira é formada pelo secretário substituto de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Luiz Ribeiro e Silva, o secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, o chefe de gabinete do ministro, Coaraci Castilho, e o senador José Aparecido dos Santos (PR-MT).

Fonte: Mapa

Apex-Brasil leva empresários do setor de alimentos e bebidas para missão em Miami e Houston

Apex-Brasil leva empresários do setor de alimentos e bebidas para missão em Miami e Houston

Brasília – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) levou uma delegação de 13 empresas brasileiras do setor de alimentos e bebidas para uma missão de internacionalização nas cidades de Miami e Houston (EUA), entre os dias 16 e 19 de maio. Os empresários participantes apontaram que a iniciativa contribuiu para a compreensão das possibilidades de expansão no mercado americano.

Durante a viagem, os executivos assistiram a palestras sobre pontos importantes no mercado americano, como contratação de funcionários, regulação de alimentos e bebidas, questões de logísticas e regras tributárias, entre outros assuntos determinantes para uma empresa se estabelecer nos EUA.

Aline Cruz, diretora da Enova Foods, elogia a programação: “essa experiência foi importante para tomarmos conhecimento da parte de logística e de branding. As informações a que tivemos acesso nas palestras vão nos ajudar a montar nossa estratégia com mais segurança para levarmos nossos produtos para o mercado americano”, diz.

Para Bruno Ferraz, diretor da Ecofresh, uma empresa especializada em alimentos funcionais e naturais, o mais importante da missão foi poder entender as diferentes formas de distribuição e a especialidade de cada ponto de venda em Houston e Miami. “É uma rede complexa de distribuição. Para você atingir aquela capilaridade, chegar ao cliente final, os caminhos são diferentes. Para produtos especializados como o nosso, com alto padrão de exigência, ficou claro quais são as redes mais propensas a trabalhar com o nosso produto”, explica Bruno.

Fernanda Castro, da Mococa, que já traçava planos para fincar presença nos Estados Unidos, disse que a ação promovida pela Apex-Brasil catalisou sua decisão. “A missão vai nos dar mais segurança e a chance de planejarmos nossa estratégia com maior riqueza de detalhes e, assim, aumentar nossa probabilidade de sucesso”.

Fernanda acha que o programa desenvolvido pela Apex-Brasil é uma oportunidade para empresas com diversos níveis de internacionalização. “Eu indicaria iniciativas como essa que a Apex-Brasil desenvolveu tanto para quem exporta para os EUA, quanto para aquelas que já estão com estrutura montadas nos EUA. Muitas vezes, essas empresas não têm o nível de informação que tivemos acesso nesta semana de trabalho”.

A missão nos Estados Unidos foi a terceira etapa do programa de internacionalização lançado neste ano para empesas brasileiras de alimentos e bebidas, com foco no mercado americano. Na quarta etapa, as empresas contarão com apoio da Apex-Brasil para ajudá-las em seu processo de formulação da estratégia de internacionalização e implantação de operação nos EUA por meio de atendimento customizado.

Fonte: Apex-Brasil

Banco Central eleva para US$ 50 bilhões estimativa de superávit da balança comercial em 2016

Banco Central eleva para US$ 50 bilhões estimativa de superávit da balança comercial em 2016Brasília –  A balança comercial brasileira deverá fechar o ano de 2016 com um superávit de US$ 50 bilhões, segundo dados do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC). Na semana passada, a estimativa do BC para a balança comercial apontava um saldo de US$ 49,57 bilhões.

Pela primeira vez a previsão do Banco Central coincidiu com estimativas feitas há cerca de dois meses por especialistas em comércio exterior e pelo à época ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro. Para o ano de 2017, o BC também aposta em um saldo de US$ 50 bilhões para a balança comercial brasileira.

A projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, foi ajustada de 7,04% para 7,06%. Em relação a 2017, a estimativa se mantém em 5,50% há duas semanas. As projeções fazem parte de pesquisa feita todas as semanas pelo Banco Central (BC) a instituições financeiras.

As estimativas estão acima do centro da meta de inflação, de 4,5%. O limite superior da meta de inflação é 6,5%, este ano e 6%, para 2017. É função do Banco Central fazer com que a inflação fique dentro da meta. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic.

Quando o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

A mediana (quando são desconsiderados os extremos nas projeções) das expectativas das instituições financeiras para a Selic passou de 12,75% para 12,88% ao ano, ao final de 2016, e de 11,38% para 11,25% ao ano, no fim de 2017. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano.

A estimativa de instituições financeiras para o encolhimento da economia, este ano, foi levemente ajustada. A projeção para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi alterada de 3,83% para 3,81%. Em relação a 2017, a estimativa de crescimento passou de 0,50% para 0,55%.

A projeção para a cotação do dólar ao final de 2016 caiu de R$ 3,67 para R$ 3,65. A estimativa, para o fim de 2017, passou de R$ 3,88 para R$ 3,85.

Fonte: Comex

Moeda chinesa cai para o valor mais baixo em mais de cinco anos

Da Agência Lusa

O Banco Central chinês anunciou hoje (30) a desvalorização do yuan (a moeda chinesa) para a cotação mais baixa em mais de cinco anos, em relação ao dólar norte-americano, no momento em que se espera uma subida das taxas de juros nos Estados Unidos.

Segundo as cotações do Banco Central, o dólar valia hoje 6,5784 da moeda chinesa. Trata-se da cotação mais baixa do yuan desde fevereiro de 2011.

A moeda chinesa não pode ser convertida inteiramente, sendo que o seu valor diante de um pacote de moedas internacionais pode variar, no máximo, 2% ao dia.

“O yuan vai sofrer uma depreciação gradual”, disse à agência de notícias Bloomberg o economista Song Yu, da Goldman Sachs.

“O principal motivo para essa desvalorização será um dólar mais forte, devido às expectativas de que o FED [Federal Reserve, o Banco Central norte-americano] suba as taxas de juros”, acrescentou.

Na semana passada, a presidenta do FED, Janet Yellen, indicou, durante discurso na Universidade de Harvard, que as taxas de juros vão aumentar em breve.

Em agosto, o yuan caiu quase 5% em uma semana, aumentando o receio de que Pequim esteja tentando desvalorizar a moeda para ganhar competitividade, mas as autoridades têm rejeitado essa possibilidade.