Filosofia

A maior dificuldade de ler os escritos de ideólogos, como por exemplo Marta Harnecker, Saul Alinsky ou Judith Butler, é que, comungando com seus leitores uma multidão de pressupostos culturais nebulosos, transmitidos por chavões e senhas sem um conteúdo intelectual analisável, não se destinam a ser COMPREENDIDOS, mas a reforçar uma identidade grupal e planos de ação coletiva entre pessoas que também não os compreendem, apenas se sentem, ao lê-los, numa atmosfera psicológica familiar.
Discutir esses livros filosoficamente é um desvio de foco. Eles só podem ser compreendidos psicologicamente.

Uma filosofia tem de conter em si mesma os princípios da sua própria inteligibilidade, ou pelo menos reportar-se a um critério de inteligibilidade externo identificável (por exemplo, um neotomista não precisa explicar de novo tudo o que Sto. Tomás já explicou). Ideologias não fazem uma coisa nem a outra. A rigor, são ininteligíveis. Só se pode compreendê-las em função de interesses grupais que elas antes encobrem do que revelam. Não podem ser propriamente compreendidas, só desmascaradas.

Por:  Olavo de Carvalho

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